É um filme que vale a pena ver. Estamos em 2026 e o filme é muito atual. Mas muito, muito raso. Não dá nem pra falar de pontas soltas, pois tem várias. O escopo é a romantização da IA e a simbiose com o ser humano. O Cris Pratti está no tá 6, a atriz que faz Marcy, está 8. O resto e do filme é o resultado de uma gestação intestinal depois de uma alimentação duvidosa. Tipo, vale a pena ver, pra observar. Pra ver como estão os filmes atualmente. Mas não dá pra tirar nada relevante da visualização.
Até a parte do caminhão, eu dava 5 estrelas, mas depois achei tudo muito forçado. Mesmo assim vale a pena assistir pelo filme em si e pela reflexão do tema.
O tal “Mercy”, que deveria ser o coração do filme, virou figurante de luxo. Um tribunal de IA enganado por motivação básica de novela? Então acabou. A premissa morreu ali. É um episódio de investigação comum disfarçado de ficção científica, com um twist que não sustenta o próprio peso. IA com maxilar travado quase chorando porque a equipe explodiu? Isso não é ficção científica. Isso é novela das 9 vestida de robô. IA imparcial transformada em sidekick do protagonista Aquele sistema que deveria julgar vidas com lógica fria agora é praticamente o C-3PO da narrativa: ajuda o herói a pegar o vilão. Ou seja, toda tensão de “justiça automatizada” morreu. Já era. O futuro que prometia julgamento rigoroso virou buddy cop futurista. Resumindo O filme é uma mistura de melodrama barato, novela policial e cosplay de Black Mirror, e a IA que prometia ser o coração do conflito virou figurante emocional e cúmplice convenientemente útil.
Duração: 1h58min Protagonistas: Chris Pratt como Daniel Hayes | Rebecca Ferguson como a interface física da IA judicial Gêneros: thriller tecnológico, drama judicial, ficção científica
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Confesso: a expectativa era baixa. Mas *Justiça Artificial* surpreende — e muito. É um filme que aposta na inteligência do espectador. Não depende de explosões, não vive de efeitos exagerados. Ele vive de ideia. E quando um filme tem ideia forte, ele cresce.
A premissa é provocadora: uma Inteligência Artificial, representada fisicamente pela figura de Rebecca Ferguson, julga e condena acusados em apenas 1 minuto e 30 segundos. Durante esse tempo, tanto júri quanto réu têm acesso irrestrito a dados — históricos, mensagens, câmeras, registros, absolutamente tudo. Um sistema que lembra ecos de *Minority Report*, a vigilância extrema de *Eagle Eye*, o controle digital de *Live Free or Die Hard* e até o tribunal implacável de *Dredd*. Mas aqui, diferente dessas obras, o sistema já está implementado — e funcionando.
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## 易 Enredo
Daniel Hayes (Chris Pratt) é acusado do assassinato da própria esposa. O casamento estava em crise. Havia traição. Motivos não faltam. As provas digitais apontam para ele. Até sua filha começa a duvidar. Tudo parece convergir para a culpa.
Ele tem 90 minutos para provar sua inocência. Caso contrário, será executado na própria cadeira onde está sentado. A tensão é matemática. É tempo contra algoritmo.
O grande mérito do roteiro é transformar o tribunal em campo de batalha psicológico. 90% do filme se passa na sala de julgamento — e mesmo assim, o ritmo não cai. Cada pergunta é estratégica. Cada detalhe revelado muda o peso da narrativa.
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## Estória e Condução
O filme não fala apenas sobre tecnologia. Ele fala sobre percepção, manipulação de dados e como a verdade pode ser moldada por quem controla a informação. A condução narrativa é precisa, quase cirúrgica. O espectador é levado a acreditar nas evidências — até começar a questioná-las.
O arco mais interessante é o da própria IA. Inicialmente fria, lógica, absoluta. Mas, conforme o julgamento avança, pequenos sinais de “humanização” surgem. Não é exagerado, é sutil — e por isso funciona.
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## Produção
A decisão de concentrar a maior parte da ação em um único ambiente poderia ser arriscada. Mas a direção utiliza câmeras dinâmicas, especialmente as dos coletes policiais e sistemas de vigilância, criando múltiplas perspectivas. A sensação é de estar sendo observado o tempo todo.
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## ️ Fotografia
Tons frios, iluminação controlada, enquadramentos fechados. A estética reforça a claustrofobia do julgamento. Não há fuga. Nem para o réu, nem para o espectador.
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## Efeitos Especiais
Minimalistas, porém eficientes. Interfaces digitais, projeções de dados e integração visual da IA são limpas e convincentes. Nada carnavalesco — tudo funcional.
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## Atuações
Chris Pratt entrega talvez uma de suas performances mais contidas e maduras. Longe do herói carismático tradicional, aqui ele trabalha desespero, inteligência e vulnerabilidade. Seu personagem cresce à medida que o tempo diminui.
Rebecca Ferguson impressiona ao interpretar uma presença quase divina — serena, analítica e progressivamente inquietante. Sua atuação sustenta o peso filosófico da obra.
O elenco de apoio contribui para a tensão coletiva, principalmente nas reações às revelações finais.
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## O Final
O desfecho surpreende sem ser forçado. Quando a verdadeira responsável é revelada, o filme fecha o ciclo com coerência e impacto. Não é apenas um “plot twist” — é consequência.
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## ⭐ Vale a pena assistir?
Muito. Principalmente para quem aprecia thrillers inteligentes e dramas judiciais com tensão psicológica. É um filme que prende pela palavra, pela lógica e pela dúvida.
O que me prende num filme é o desenrolar da história e a sua capacidade de me surpreender. E um cara precisar provar sua inocência preso a uma cadeira letal torna a história um thriller interessante. Não vou me ater ao mérito do contexto lógico sobre a IA na história para avaliar, mas ao desenvolvimento da história e ao final surpreendente. Por isso gostei muito. Talvez tenha faltado o momento em que o protagonista é reconhecido como inocente e heroi da cidade, mas não chega a ser absurdo por ser um tanto quanto clichê.
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