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Vilson Mauricio
1 seguidor
14 críticas
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2,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2025
Por 90 minutos nada de relevante ocorre, apenas nos 30 minutos finais é que o filme acontece de fato, não indico este filme à ninguém e nem assistiria novamente, esticaram o filme demais e desnecessariamente, as atuações são ótimas, concorre ao Oscar de melhor filme internacional, mas em comparação ao filme PARASITA, este não chega nem perto..
A garota da agulha é um filme dinamarquês que teve a direção de Magnus Von Horn que também participou do roteiro ao lado de Line Langebek Knudsen. Vale lembrar que o filme foi indicado ao oscar na categoria de melhor filme internacional e corre por fora para receber tal premiação. O filme é ambientado na Dinamarca, no final da primeira guerra mundial, e acompanha a história de Karoline (Victoria Carmen Sonne), uma mulher que não tem mais noticias do seu marido, Peter (Besir Zeciri) que até então está participando da guerra. Após perder o emprego e agora gravida e abandona pelo seu ex-patrão, Karoline encontra a carismática senhora Dagmar (Trígono Dyrholm), que possui uma agência de doações de bebes clandestinas e decide trabalhar com a mesma. Podemos dizer que o momento do cinema dinamarquês é bom, diante de tantas indicações e premiações nos últimos anos. Além disso, são poucos cineastas que se aventuram em conta a miséria no pós guerra, e deixar o conflito apenas como pano de fundo. O filme junta duas histórias em 1: a história fictícia de miséria pela personagem Karoline e a verídica assassina em série Dagmar. Aqui cabe dizer a boa interpretação de Sonne, pois entrega a fragilidade nas cenas. E o roteiro do filme poderia até ter se sustentado melhor sem necessariamente apresentar a história de Dagmar. Além da boa direção de arte e fotografia em preto e branco para abrandar os horrores e crueldade que o filme nos apresenta. O filme é difícil e desagradável de se assistir pela sua crueldade nua e crua que vai se apresentando. São verdades que nos incomodam, mas que não necessário saber.
Uma fotografia impactante, atrizes afinadíssimas, reconstituição de época primorosa. E um roteiro pesado, difícil e, de certa forma, com buracos que deveriam ser preenchidos para dar maior clareza à difícil jornada da protagonista, em sua sucessão de infortúnios, em sua situação de mulher na guerra, e no pós-guerra. Um tratado sobre a situação feminina à época, que pode nem ser tão diferente hoje em dia. Merece ser visto.
A Garota da Agulha têm exuberância técnica e desempenho de elenco, em especial Victoria Carmen Sonne, Trine Dyrholm e, os que mais me tocaram, Besir Zeciri como o marido e Ava Knox Martin como a garotinha, impressionantes. O filme é muito bom, mas de Magnus Von Horn gostei bem mais de Suor(2020), uma sátira ácida, venenosa e repleta de humor negro que retrata a vida de uma influencer. Finalizo dizendo que, em uma época em que as feministas radicais querem impor a opinião de que as mulheres que desejam ser mães são umas doidas varridas, A Garota da Agulha não deixa de ser um ato de coragem e, quem sabe, de resistência.
" Estilo marcante, mas a história carece de um maior desenvolvimento e se perde em sua violência." A Garota da Agulha segue Karoline, uma mulher da pós-Primeira Guerra Mundial que enfrenta abandono, um marido deformado pela guerra e a exploração de sua gravidez. A narrativa, estilisticamente sombria e expressionista, mergulha em temas de violência contra mulheres e maternidade forçada. Com direção visualmente impactante, Magnus Von Horn cria uma atmosfera perturbadora, mas a trama se perde em excessos e falta de desenvolvimento. A estética é envolvente, porém a narrativa sobrecarga o espectador sem aprofundar adequadamente suas ideias, deixando uma sensação de incompletude.
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