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Diogo Codiceira
26 seguidores
949 críticas
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3,0
Enviada em 20 de abril de 2025
A garota da agulha é um filme dinamarquês que teve a direção de Magnus Von Horn que também participou do roteiro ao lado de Line Langebek Knudsen. Vale lembrar que o filme foi indicado ao oscar na categoria de melhor filme internacional e corre por fora para receber tal premiação. O filme é ambientado na Dinamarca, no final da primeira guerra mundial, e acompanha a história de Karoline (Victoria Carmen Sonne), uma mulher que não tem mais noticias do seu marido, Peter (Besir Zeciri) que até então está participando da guerra. Após perder o emprego e agora gravida e abandona pelo seu ex-patrão, Karoline encontra a carismática senhora Dagmar (Trígono Dyrholm), que possui uma agência de doações de bebes clandestinas e decide trabalhar com a mesma. Podemos dizer que o momento do cinema dinamarquês é bom, diante de tantas indicações e premiações nos últimos anos. Além disso, são poucos cineastas que se aventuram em conta a miséria no pós guerra, e deixar o conflito apenas como pano de fundo. O filme junta duas histórias em 1: a história fictícia de miséria pela personagem Karoline e a verídica assassina em série Dagmar. Aqui cabe dizer a boa interpretação de Sonne, pois entrega a fragilidade nas cenas. E o roteiro do filme poderia até ter se sustentado melhor sem necessariamente apresentar a história de Dagmar. Além da boa direção de arte e fotografia em preto e branco para abrandar os horrores e crueldade que o filme nos apresenta. O filme é difícil e desagradável de se assistir pela sua crueldade nua e crua que vai se apresentando. São verdades que nos incomodam, mas que não necessário saber.
Um grande filme. Karoline parece atriz de cinema mudo, tamanha sua expressão. Fotografia e roteiro muito impactantes. Um final digno com tanto sorimento enfrentado por ambas. Poderia ser melhor avaliado no Oscar. Mensagem muito dura sobre os limites da nossa humanidade.
" Estilo marcante, mas a história carece de um maior desenvolvimento e se perde em sua violência." A Garota da Agulha segue Karoline, uma mulher da pós-Primeira Guerra Mundial que enfrenta abandono, um marido deformado pela guerra e a exploração de sua gravidez. A narrativa, estilisticamente sombria e expressionista, mergulha em temas de violência contra mulheres e maternidade forçada. Com direção visualmente impactante, Magnus Von Horn cria uma atmosfera perturbadora, mas a trama se perde em excessos e falta de desenvolvimento. A estética é envolvente, porém a narrativa sobrecarga o espectador sem aprofundar adequadamente suas ideias, deixando uma sensação de incompletude.
Copenhague, 1919. Karoline (Sonne) é uma operária em uma fábrica de roupas que, em condições de quase miséria absoluta, é tratada de maneira particular, a partir de determinado momento, pelo gerente da mesma, Jørgen (Fjelstrup), que afirma que pesquisará a respeito da existência ou não do marido, desaparecido na I Guerra Mundial faz já um ano.
Filme pesado. Há quem goste. A fotografia em preto e branco com contrastes carregados pesa ainda mais sobre o roteiro. Soundtrack digno de filme de horror ou suspense. A maquiagem é referente às dos filmes dos anos 1920's, ou seja, pesada. Roteiro denso, boas interpretações.
A Garota da Agulha têm exuberância técnica e desempenho de elenco, em especial Victoria Carmen Sonne, Trine Dyrholm e, os que mais me tocaram, Besir Zeciri como o marido e Ava Knox Martin como a garotinha, impressionantes. O filme é muito bom, mas de Magnus Von Horn gostei bem mais de Suor(2020), uma sátira ácida, venenosa e repleta de humor negro que retrata a vida de uma influencer. Finalizo dizendo que, em uma época em que as feministas radicais querem impor a opinião de que as mulheres que desejam ser mães são umas doidas varridas, A Garota da Agulha não deixa de ser um ato de coragem e, quem sabe, de resistência.
Sinopse: Uma jovem grávida e recém-desempregada luta para sobreviver em Copenhague após a Primeira Guerra Mundial. Ela é acolhida por uma mulher carismática para ajudar a comandar uma agência de adoção clandestina. As duas formam um vínculo inesperado, até que uma descoberta repentina muda tudo.
Critica: "A Garota da Agulha" é um filme que se destaca não apenas pelo seu enredo envolvente, mas também pela excelência da sua produção e pela profundidade emocional de sua narrativa. Sob a direção habilidosa de Magnus von Horn, podemos experimentar um vislumbre vívido da Copenhague de 1919, um período marcado por transições sociais e emocionais.
A fotografia em preto e branco é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. Essa escolha estética permite criar uma atmosfera densa e evocativa, transportando o público para uma época onde as sombras e luzes se entrelaçam, refletindo as lutas internas da protagonista, Karoline, interpretada de maneira magistral por Vic Carmen Sonne. Cada cena é meticulosamente composta, capturando não apenas a beleza crua do cenário, mas também a opressão e a tensão social da época, intensificando a experiência do terror psicológico que permeia a narrativa.
Os cenários são verdadeiramente impressionantes, desde as montanhas de roupas na fábrica até os ambientes sombrios e claustrofóbicos da agência de adoção. A produção demonstra um cuidado excepcional ao recrear detalhes históricos, que ajudam a contextualizar a trama e a enriquecer a imersão do espectador. Os figurinos, a iluminação e a escolha dos locais não apenas fundamentam o contexto histórico, como também acentuam as emoções dos personagens, ampliando a sensação de angústia e incerteza que Karoline enfrenta.
O roteiro, co-escrito por von Horn e Line Langebek, é habilidoso ao abordar temas como o desespero, a traição e a busca por identidade em uma sociedade opressora. A habilidade de von Horn em criar uma narrativa poderosa, combinada com a estética visual envolvente, resulta em uma obra que não apenas entretém, mas provoca reflexões profundas sobre a condição humana.
Em suma, "A Garota da Agulha" é uma experiência cinematográfica rica e multifacetada, que envolve o público com sua atmosfera visceral e temas provocativos. Sem dúvida, um excelente exemplo de como o cinema pode unir técnica e narrativa de forma poderosa.
Ambientado em meio a uma Dinamarca pós primeira guerra, o filme narra inicialmente a rotina de uma operária em meio os caos social em que ela esta inserida. Após uma gravidez não planejada, a vida da jovem Karoline acaba tomando rumo inesperado, levando-a tomar decisões surpreendentes que resultam em descobertas capazes de chocar o espectador. A direção de arte capricha nos tons sombrios e impressionistas proporcionando certo desconforto, principalmente nas cenas finais. As atuações são incriveis, em especial a personagem Dagmar ( Trine Dyrholm) , que nos provova um misto de sentimentos que vão da compaixão a repulsa. Um belíssimo filme que nos convida a reflexão sobre responsabilidades e consequencias diante de certas escolhas.
Por 90 minutos nada de relevante ocorre, apenas nos 30 minutos finais é que o filme acontece de fato, não indico este filme à ninguém e nem assistiria novamente, esticaram o filme demais e desnecessariamente, as atuações são ótimas, concorre ao Oscar de melhor filme internacional, mas em comparação ao filme PARASITA, este não chega nem perto..
A Garota da Agulha é um filmaço que prende do início ao fim. Misturando drama e suspense, ele mantém uma tensão constante, te deixando com aquela sensação de que algo vai acontecer a qualquer momento. E quando acontece, é impactante de um jeito inexplicável.
As atuações são muito boas, cada personagem é bem construído, e o preto e branco dá um charme especial, deixando o clima ainda mais intenso. O design de produção também é excelente, ajudando a criar uma ambientação imersiva. A direção acerta demais, conduzindo a história de um jeito envolvente e bem pensado.
O único ponto que poderia ser melhorado é o ritmo em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência. No geral, é um filme marcante, que teria sido um forte candidato a Melhor Filme Internacional se Ainda Estou Aqui não tivesse levado o prêmio. Vale muito a pena assistir!
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