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Recomendo ler a sinopse e as críticas do filme “A Garota da Agulha”, antes de assisti-lo, por ser um drama impactante, forte, tenso, denso, que vai ficar na nossa mente por algum tempo. E vou dar um único spoiler; a obra trata de gravidez indesejada. É uma produção dinamarquesa-polonesa-sueca, em preto e branco, em tela curta, que assisti no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, legendado em inglês. Logo abaixo da tela, tem um letreiro onde pode-se ler as legendas em português. Foi apresentado no Festival de Cannes e concorre a Palma de Ouro. Após os incômodos barulhos das pipocas, dos sandubas e de outras guloseimas, a sala de projeção ficou num silêncio assustador, como o filme. Percebam que é o meu primeiro comentário sem música ao fundo. O som do filme é composto por fortes notas musicais fragmentadas e aliadas a uma sonoplastia temível. Por incrível que pareça é baseado numa história real que aconteceu ao final da Primeira Grande Guerra. É um filmaço, que atribuo 4,5 estrelas. Acho que pode ser visto nos streamings Apple e Mubi.
O Cinema na mais pura arte de mostrar a realidade passada de pessoas comuns. A garota da Agulha retrata exatamente isso. Vidas comuns chocadas com realidades cruéis, frias e longe de qualquer utopia. De forma aterrorizante por relatar a veracidade dos acontecimentos, essa obra alcança seu objetivo, incomodar! Angustiante... 8,0
O tipo de filme que tem a história bem amarrada e te prende a atenção. Aborda temas importantes na sociedade atual também.
Copenhague, 1919. Karoline (Sonne) é uma operária em uma fábrica de roupas que, em condições de quase miséria absoluta, é tratada de maneira particular, a partir de determinado momento, pelo gerente da mesma, Jørgen (Fjelstrup), que afirma que pesquisará a respeito da existência ou não do marido, desaparecido na I Guerra Mundial faz já um ano.
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Filme pesadíssimo! Muito bom! A escolha do diretor em filmar preto e branco contribuiu para a atmosfera triste e sombria da história.
Filme pesado. Há quem goste. A fotografia em preto e branco com contrastes carregados pesa ainda mais sobre o roteiro. Soundtrack digno de filme de horror ou suspense. A maquiagem é referente às dos filmes dos anos 1920's, ou seja, pesada. Roteiro denso, boas interpretações.
Fazia tempo que eu não assistia um filme bom assim. Destaque para a fotografia maravilhosa, atuações impecáveis. Um filme sensível, real que nos prende do início ao fim e desmascara os vícios e hipocrisias da nossa sociedade.
Um grande filme. Karoline parece atriz de cinema mudo, tamanha sua expressão. Fotografia e roteiro muito impactantes. Um final digno com tanto sorimento enfrentado por ambas. Poderia ser melhor avaliado no Oscar. Mensagem muito dura sobre os limites da nossa humanidade.
A Garota da Agulha é um filmaço que prende do início ao fim. Misturando drama e suspense, ele mantém uma tensão constante, te deixando com aquela sensação de que algo vai acontecer a qualquer momento. E quando acontece, é impactante de um jeito inexplicável.
As atuações são muito boas, cada personagem é bem construído, e o preto e branco dá um charme especial, deixando o clima ainda mais intenso. O design de produção também é excelente, ajudando a criar uma ambientação imersiva. A direção acerta demais, conduzindo a história de um jeito envolvente e bem pensado.
O único ponto que poderia ser melhorado é o ritmo em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência. No geral, é um filme marcante, que teria sido um forte candidato a Melhor Filme Internacional se Ainda Estou Aqui não tivesse levado o prêmio. Vale muito a pena assistir!
As atuações são muito boas, cada personagem é bem construído, e o preto e branco dá um charme especial, deixando o clima ainda mais intenso. O design de produção também é excelente, ajudando a criar uma ambientação imersiva. A direção acerta demais, conduzindo a história de um jeito envolvente e bem pensado.
O único ponto que poderia ser melhorado é o ritmo em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência. No geral, é um filme marcante, que teria sido um forte candidato a Melhor Filme Internacional se Ainda Estou Aqui não tivesse levado o prêmio. Vale muito a pena assistir!
Sinopse:
Uma jovem grávida e recém-desempregada luta para sobreviver em Copenhague após a Primeira Guerra Mundial. Ela é acolhida por uma mulher carismática para ajudar a comandar uma agência de adoção clandestina. As duas formam um vínculo inesperado, até que uma descoberta repentina muda tudo.
Critica:
"A Garota da Agulha" é um filme que se destaca não apenas pelo seu enredo envolvente, mas também pela excelência da sua produção e pela profundidade emocional de sua narrativa. Sob a direção habilidosa de Magnus von Horn, podemos experimentar um vislumbre vívido da Copenhague de 1919, um período marcado por transições sociais e emocionais.
A fotografia em preto e branco é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. Essa escolha estética permite criar uma atmosfera densa e evocativa, transportando o público para uma época onde as sombras e luzes se entrelaçam, refletindo as lutas internas da protagonista, Karoline, interpretada de maneira magistral por Vic Carmen Sonne. Cada cena é meticulosamente composta, capturando não apenas a beleza crua do cenário, mas também a opressão e a tensão social da época, intensificando a experiência do terror psicológico que permeia a narrativa.
Os cenários são verdadeiramente impressionantes, desde as montanhas de roupas na fábrica até os ambientes sombrios e claustrofóbicos da agência de adoção. A produção demonstra um cuidado excepcional ao recrear detalhes históricos, que ajudam a contextualizar a trama e a enriquecer a imersão do espectador. Os figurinos, a iluminação e a escolha dos locais não apenas fundamentam o contexto histórico, como também acentuam as emoções dos personagens, ampliando a sensação de angústia e incerteza que Karoline enfrenta.
O roteiro, co-escrito por von Horn e Line Langebek, é habilidoso ao abordar temas como o desespero, a traição e a busca por identidade em uma sociedade opressora. A habilidade de von Horn em criar uma narrativa poderosa, combinada com a estética visual envolvente, resulta em uma obra que não apenas entretém, mas provoca reflexões profundas sobre a condição humana.
Em suma, "A Garota da Agulha" é uma experiência cinematográfica rica e multifacetada, que envolve o público com sua atmosfera visceral e temas provocativos. Sem dúvida, um excelente exemplo de como o cinema pode unir técnica e narrativa de forma poderosa.
Uma jovem grávida e recém-desempregada luta para sobreviver em Copenhague após a Primeira Guerra Mundial. Ela é acolhida por uma mulher carismática para ajudar a comandar uma agência de adoção clandestina. As duas formam um vínculo inesperado, até que uma descoberta repentina muda tudo.
Critica:
"A Garota da Agulha" é um filme que se destaca não apenas pelo seu enredo envolvente, mas também pela excelência da sua produção e pela profundidade emocional de sua narrativa. Sob a direção habilidosa de Magnus von Horn, podemos experimentar um vislumbre vívido da Copenhague de 1919, um período marcado por transições sociais e emocionais.
A fotografia em preto e branco é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. Essa escolha estética permite criar uma atmosfera densa e evocativa, transportando o público para uma época onde as sombras e luzes se entrelaçam, refletindo as lutas internas da protagonista, Karoline, interpretada de maneira magistral por Vic Carmen Sonne. Cada cena é meticulosamente composta, capturando não apenas a beleza crua do cenário, mas também a opressão e a tensão social da época, intensificando a experiência do terror psicológico que permeia a narrativa.
Os cenários são verdadeiramente impressionantes, desde as montanhas de roupas na fábrica até os ambientes sombrios e claustrofóbicos da agência de adoção. A produção demonstra um cuidado excepcional ao recrear detalhes históricos, que ajudam a contextualizar a trama e a enriquecer a imersão do espectador. Os figurinos, a iluminação e a escolha dos locais não apenas fundamentam o contexto histórico, como também acentuam as emoções dos personagens, ampliando a sensação de angústia e incerteza que Karoline enfrenta.
O roteiro, co-escrito por von Horn e Line Langebek, é habilidoso ao abordar temas como o desespero, a traição e a busca por identidade em uma sociedade opressora. A habilidade de von Horn em criar uma narrativa poderosa, combinada com a estética visual envolvente, resulta em uma obra que não apenas entretém, mas provoca reflexões profundas sobre a condição humana.
Em suma, "A Garota da Agulha" é uma experiência cinematográfica rica e multifacetada, que envolve o público com sua atmosfera visceral e temas provocativos. Sem dúvida, um excelente exemplo de como o cinema pode unir técnica e narrativa de forma poderosa.
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