Média
4,1
277 notas
5
19 críticas
4
16 críticas
3
10 críticas
2
1 crítica
1
3 críticas
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Saí de Toy Story 5 bastante decepcionado. A ideia central do filme até é interessante: discutir como a tecnologia vem substituindo os brinquedos tradicionais na infância. É um tema atual e que poderia render uma ótima história. O problema é que, para mim, o roteiro parece preguiçoso, cheio de conveniências e, principalmente, ignora regras e acontecimentos estabelecidos pelos filmes anteriores da franquia.
O primeiro exemplo já acontece logo no início. Os Buzz Lightyear saem da ilha para perseguir uma estrela, mas a motivação e várias das situações parecem existir apenas porque o roteiro precisa que aconteçam. O caso mais evidente é o fato de eles não saberem que conseguem voar. Isso contradiz diretamente o primeiro filme: quando o Buzz chega ao Andy, ele acredita ser um Patrulheiro Espacial de verdade, conhece sua missão e todas as funcionalidades do próprio equipamento. Então por que esses Buzzes desconhecem uma habilidade tão básica? Parece uma limitação criada apenas para gerar determinadas cenas.
Outro exemplo de conveniência é a Jessie possuir o endereço da antiga dona. Se essa informação sempre esteve disponível, por que nunca foi mencionada antes? Ela poderia ter tentado reencontrá-la em qualquer momento da franquia. O endereço simplesmente aparece quando o roteiro precisa dele, sem qualquer explicação plausível.
A sensação de que o filme "esquece" os anteriores continua na dinâmica entre os personagens. Na casa da Bonnie, quem assumia naturalmente o papel de liderança era a Dolly, da mesma forma que Woody liderava os brinquedos do Andy. De repente, sem qualquer desenvolvimento, Jessie passa a ser a líder absoluta. Buzz, que sempre foi um personagem equilibrado e um dos pilares da franquia, acaba reduzido a um ajudante atrapalhado que apenas segue ordens da Jessie. Enquanto isso, diversos brinquedos importantes praticamente desaparecem da história.
Outro ponto que me incomodou é a forma como os brinquedos reagem à Lilipad. Todos ficam impressionados por ela ser um dispositivo eletrônico, como se nunca tivessem visto tecnologia antes. Mas isso simplesmente não faz sentido dentro do universo de Toy Story. No segundo filme, Rex joga videogame. Também é a Trixie quem utiliza um computador para pesquisar onde fica a Sunnyside. Já no quarto filme, lançado em 2019, celulares, tablets e outros dispositivos já faziam parte do cotidiano, e os próprios brinquedos chegam a interagir com tecnologia moderna, como quando sabotam o GPS do trailer. O filme parece ignorar completamente tudo isso para fazer da tecnologia uma novidade.
A continuidade em relação ao quarto filme também me incomodou bastante. Toy Story 4 termina com uma despedida emocionante entre Woody e seus amigos, especialmente Buzz. Era um encerramento que transmitia a sensação de que cada um seguiria seu caminho. Porém, neste filme, descobrimos que Jessie simplesmente consegue falar com Woody através de um comunicador. Pior: isso aparentemente é um segredo, tanto que nem o Buzz sabe da existência desse meio de contato. Isso enfraquece completamente o peso emocional da despedida anterior.
Além disso, quando Woody finalmente aparece, Betty simplesmente o leva até o grupo e vai embora. Considerando que a missão é tratada como urgente, é estranho que ela não participe de absolutamente nada. Sua ausência parece existir apenas para simplificar o roteiro.
Também achei fraca a nova dinâmica entre Woody e Buzz disputando quem seria o delegado. A relação dos dois sempre funcionou porque havia amizade, respeito e crescimento mútuo. Aqui, a disputa parece artificial e existe apenas para criar conflitos rápidos.
Outra coisa estranha é o desaparecimento de alguns personagens. Cadê o palhaço da Bonnie? A impressão é que o filme simplificou tanto o elenco que alguns brinquedos simplesmente deixaram de existir sem qualquer explicação.
Por fim, a cena em que Jessie encontra justamente a caixa enterrada debaixo da terra foi a gota d'água para mim. É uma coincidência tão absurda que ficou impossível ignorar. Nesse momento, tive a sensação de que o roteiro já não estava preocupado em construir acontecimentos de forma natural, apenas em fazer a história chegar ao próximo ponto.
No fim das contas, o maior problema de Toy Story 5 não é a mensagem sobre tecnologia. Essa ideia, isoladamente, funciona. O problema é que o filme parece esquecer a própria continuidade da franquia. Personagens mudam de personalidade, acontecimentos anteriores são ignorados e diversas situações só acontecem porque o roteiro precisa, e não porque fazem sentido dentro do universo de Toy Story. Para uma franquia que sempre foi tão cuidadosa com seus personagens e com a coerência de sua história, essa foi, para mim, uma das maiores decepções da série.
O primeiro exemplo já acontece logo no início. Os Buzz Lightyear saem da ilha para perseguir uma estrela, mas a motivação e várias das situações parecem existir apenas porque o roteiro precisa que aconteçam. O caso mais evidente é o fato de eles não saberem que conseguem voar. Isso contradiz diretamente o primeiro filme: quando o Buzz chega ao Andy, ele acredita ser um Patrulheiro Espacial de verdade, conhece sua missão e todas as funcionalidades do próprio equipamento. Então por que esses Buzzes desconhecem uma habilidade tão básica? Parece uma limitação criada apenas para gerar determinadas cenas.
Outro exemplo de conveniência é a Jessie possuir o endereço da antiga dona. Se essa informação sempre esteve disponível, por que nunca foi mencionada antes? Ela poderia ter tentado reencontrá-la em qualquer momento da franquia. O endereço simplesmente aparece quando o roteiro precisa dele, sem qualquer explicação plausível.
A sensação de que o filme "esquece" os anteriores continua na dinâmica entre os personagens. Na casa da Bonnie, quem assumia naturalmente o papel de liderança era a Dolly, da mesma forma que Woody liderava os brinquedos do Andy. De repente, sem qualquer desenvolvimento, Jessie passa a ser a líder absoluta. Buzz, que sempre foi um personagem equilibrado e um dos pilares da franquia, acaba reduzido a um ajudante atrapalhado que apenas segue ordens da Jessie. Enquanto isso, diversos brinquedos importantes praticamente desaparecem da história.
Outro ponto que me incomodou é a forma como os brinquedos reagem à Lilipad. Todos ficam impressionados por ela ser um dispositivo eletrônico, como se nunca tivessem visto tecnologia antes. Mas isso simplesmente não faz sentido dentro do universo de Toy Story. No segundo filme, Rex joga videogame. Também é a Trixie quem utiliza um computador para pesquisar onde fica a Sunnyside. Já no quarto filme, lançado em 2019, celulares, tablets e outros dispositivos já faziam parte do cotidiano, e os próprios brinquedos chegam a interagir com tecnologia moderna, como quando sabotam o GPS do trailer. O filme parece ignorar completamente tudo isso para fazer da tecnologia uma novidade.
A continuidade em relação ao quarto filme também me incomodou bastante. Toy Story 4 termina com uma despedida emocionante entre Woody e seus amigos, especialmente Buzz. Era um encerramento que transmitia a sensação de que cada um seguiria seu caminho. Porém, neste filme, descobrimos que Jessie simplesmente consegue falar com Woody através de um comunicador. Pior: isso aparentemente é um segredo, tanto que nem o Buzz sabe da existência desse meio de contato. Isso enfraquece completamente o peso emocional da despedida anterior.
Além disso, quando Woody finalmente aparece, Betty simplesmente o leva até o grupo e vai embora. Considerando que a missão é tratada como urgente, é estranho que ela não participe de absolutamente nada. Sua ausência parece existir apenas para simplificar o roteiro.
Também achei fraca a nova dinâmica entre Woody e Buzz disputando quem seria o delegado. A relação dos dois sempre funcionou porque havia amizade, respeito e crescimento mútuo. Aqui, a disputa parece artificial e existe apenas para criar conflitos rápidos.
Outra coisa estranha é o desaparecimento de alguns personagens. Cadê o palhaço da Bonnie? A impressão é que o filme simplificou tanto o elenco que alguns brinquedos simplesmente deixaram de existir sem qualquer explicação.
Por fim, a cena em que Jessie encontra justamente a caixa enterrada debaixo da terra foi a gota d'água para mim. É uma coincidência tão absurda que ficou impossível ignorar. Nesse momento, tive a sensação de que o roteiro já não estava preocupado em construir acontecimentos de forma natural, apenas em fazer a história chegar ao próximo ponto.
No fim das contas, o maior problema de Toy Story 5 não é a mensagem sobre tecnologia. Essa ideia, isoladamente, funciona. O problema é que o filme parece esquecer a própria continuidade da franquia. Personagens mudam de personalidade, acontecimentos anteriores são ignorados e diversas situações só acontecem porque o roteiro precisa, e não porque fazem sentido dentro do universo de Toy Story. Para uma franquia que sempre foi tão cuidadosa com seus personagens e com a coerência de sua história, essa foi, para mim, uma das maiores decepções da série.
Otimo, assistiria mais de uma vez, ótimo filme para assistir em família. No cinema foi ótimo, ainda mais nesse mês de férias.
Toy story sempre me surpreende, sem sombras de dúvidas um dos melhores filmes da pixar. Inegável que os 3 primeiros são melhores, mas o 5 é muito bem construído e com uma crítica a nova geração e o consumo excessivo de telas de forma bem humorada.
Sem os principais (bonecos masculinos) ficou claro que já seria um só para as feministas e os "feministos" que para ganharem notoriedade dão nota 11.
è triste ver ainda que o cinema de animação precisa também amadurecer juntos com seus fãs que cresceram e agora estão abandonando pq não querem isso em seus desenhos favoritos.
è triste ver ainda que o cinema de animação precisa também amadurecer juntos com seus fãs que cresceram e agora estão abandonando pq não querem isso em seus desenhos favoritos.
lLindo, amarra bem com a história dos outros filmes e trata de um problema super atual. Amei! Bom pra crianças e adultos.
No início é um pouco difícil de continuar assistindo. Mas do meio para o fim vai ficando mais interessante
O desenho animado Toy Story 5 é um verdadeiro presente para os fãs do cinema e uma obra-prima que consegue superar todas as expectativas. O filme resgata com perfeição a nossa infância, trazendo de volta os personagens clássicos que tanto amamos em uma jornada repleta de nostalgia, magia e muito coração. A qualidade da animação está absolutamente impecável, entregando um visual rico em detalhes e cores vibrantes que encantam os olhos. Além de ser uma aventura extremamente divertida e cheia de ação para toda a família, o roteiro brilha ao trazer momentos profundamente emocionantes e lições valiosas sobre amizade, amadurecimento e lealdade. É uma história linda e inesquecível que diverte as crianças e faz os adultos chorarem, provando que essa franquia ainda tem muita força para brilhar nas telas.
Toy Story 5 é um bom filme...
Não tinha como ser pior que o 4
A Jessie como protagonista foi um acerto...
Mas senti falta de algo no filme... Um clímax
Não teve uma música de impacto como "amigo estou aqui" ou "para sempre unidos"
Meu Ranking
Toy Story 1- 8,5/10
Toy Story 2 - 9/10
Toy Story 3 - 10/10
Toy Story 4 - 6/10
Toy Story 5 - 7,5/10
Não tinha como ser pior que o 4
A Jessie como protagonista foi um acerto...
Mas senti falta de algo no filme... Um clímax
Não teve uma música de impacto como "amigo estou aqui" ou "para sempre unidos"
Meu Ranking
Toy Story 1- 8,5/10
Toy Story 2 - 9/10
Toy Story 3 - 10/10
Toy Story 4 - 6/10
Toy Story 5 - 7,5/10
Desde o filme 4 da franquia eu já senti que não teríamos mais a essência de Toy Story nesses filmes. O 4 e o 5 filme poderiam facilmente serem lançados com outro nome e outros personagens e seria um filme totalmente novo. Neste é ainda pior, já que diminuíram o tempo de tela de Woody, o motivo desse filme existir. Jessie tenta seguir o legado dele no filme mas isso acaba ficando muito forçado, não sei bem explicar. O que sei é que Toy Story acabou no 3 filme, e os outros são apenas os diretores tentando "encher linguiça"
O filme em si é muito bom , ele tem uma atmosfera meio filme de terror assim como vimos nos últimos filmes da pixar,o protagonismo da Jessie foi muito bem feito mas a estrutura do roteiro falha diversas vezes:
[spoiler][/os buzzes servem praticamente para nada e se unem na reta final de forma forçada, parece bem aleatório e nem sequer explicação pelo fato de eles estarem em uma ilha deserta do nada tem.]
A trama da Jessie parece desconexa com a trama que é apresentada no início e o pior que o filme parece focar totalmente nessa trama por um período e deixa de lado os outros brinquedos e a própria ideia da Lily pad
[spoiler][/os buzzes servem praticamente para nada e se unem na reta final de forma forçada, parece bem aleatório e nem sequer explicação pelo fato de eles estarem em uma ilha deserta do nada tem.]
A trama da Jessie parece desconexa com a trama que é apresentada no início e o pior que o filme parece focar totalmente nessa trama por um período e deixa de lado os outros brinquedos e a própria ideia da Lily pad
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