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Ravi Oliveira
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537 críticas
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4,0
Enviada em 6 de agosto de 2026
Toy Story 5 apresenta uma nova perspectiva sobre a relação entre brinquedos e a era digital. Dirigido por Andrew Stanton, que co-escreveu o roteiro com McKenna Harris, o filme traz à tona uma reflexão importante sobre a presença crescente dos dispositivos eletrônicos na vida das crianças. O filme, ambientado dois anos após os eventos de Toy Story 4, consegue capturar a transição dos momentos de brincadeira física para a dominância dos aparelhos digitais, representados pela chegada de Lilypad, um novo tablet que rapidamente se torna o favorito de Bonnie. Essa mudança é retratada de forma sensível, mostrando como o uso da tecnologia, embora inevitável, pode ser positivo quando equilibrado com experiências tangíveis e interações sociais.
A presença de Jessie no centro da narrativa é um dos grandes destaques do filme. Ela evolui de uma figura coadjuvante para uma verdadeira líder dos brinquedos originais, assumindo o papel de protagonista. Jessie inspira os outros brinquedos a encontrar um espaço na nova dinâmica de brincadeira, enfatizando a importância de manter a essência das interações físicas em um mundo cada vez mais digital.
A animação também trabalha sutis mensagens sobre amadurecimento e dilemas modernos enfrentados pelas crianças atualmente. Em vez de se concentrar em um melodrama de despedida, Toy Story 5 propõe uma visão mais otimista e reflexiva, incentivando os pais a não apenas considerarem os riscos do vício em eletrônicos, mas também explorar como a tecnologia pode servir como uma aliada, quando usada de forma consciente e equilibrada. Esse tema ressoa de maneira eficaz ao longo da trama, dando aos espectadores uma abordagem revigorante sobre paternidade e educação na era digital.
O "Exército de Multi-Buzz", formado pelos Hi-Tech Edition Buzz Lightyears que vieram de uma carga de contêiner naufragada, apresenta um paralelo com O Exército e A Origem. Inicialmente travados no "modo de demonstração", esses bonecos buscam entender suas existências na era digital. Apesar de causarem caos e serem vistos como antagonistas, eles se juntam à trama principal sob o comando do Buzz Lightyear original de Bonnie, o que torna a narrativa ainda mais interessante.
Assistir ao filme em IMAX 3D proporcionou uma experiência imersiva marcante. Cada cena ganhou vida de maneira vibrante, realçando a beleza e a detalhada animação que a Pixar sempre entrega. As facetas emocionais das interações entre os personagens se tornaram ainda mais impactantes nesse formato. A combinação da história, do desenvolvimento dos personagens e da experiência visual oferecida pelo IMAX realmente elevou a apreciação do longa, entregando uma perspectiva única que enriqueceu a jornada emocional proposta por Toy Story 5.
Toy Story 5 é uma obra que entretém, mas também convida à reflexão. A habilidade da Pixar em abordar questões contemporâneas de forma sensível e envolvente permanece intacta, solidificando a franquia como um marco nas histórias sobre a infância e o valor dos brinquedos em tempos de tecnologia.
Filme excelente. A animação e os efeitos visuais e sonoros sempre impecáveis. O enredo soa dramático demais, mas foi muito bem construído e o mais importante é que os personagens não perderam sua essência. Relevante a a discussão sobre a importância das interações humanas num mundo tecnológico, sobretudo durante a infância. Da franquia Toy Story, sem dúvidas, é o melhor. É um filme para toda a família, essencial os pais verem com seus filhos.
Desenhos são ótimos para qualquer tipo de público. Para os pais, os adultos em geral e, claro, para as crianças. É diversão assegurada. Já as continuações de produções são vistas com cautela e nem sempre conseguem o mesmo feito de encantar em relação à produção original. A mistura do provável com o improvável permeia mais um capítulo de “Toy Story”. A julgar pelo número 5, tende-se a pensar de que rendeu tudo o que deveria ter rendido. Esta difícil missão foi encabeçada e aceita pelo diretor e roteirista Andrew Stanton. Com o apoio de Kenna Harris, “Toy Story 5” contraria o que até o ator Tom Hanks havia profetizado logo após o episódio anterior, o número 4. Na época, Hanks tinha pressentido que a franquia “Toy Story” havia terminado e de que ele não mais participaria de alguma continuação. Ledo engano: não só Tom Hanks topa o desafio, como volta a dublar “Woody”, o caubói charmoso. Apesar de ter seu protagonismo reduzido para Buzz e Jessie, Woody marca presença e colabora com ambos numa missão apavorante para os brinquedos tradicionais, dos quais o trio pertence. Bonnie é uma menina que mantém seus brinquedos reais como bonecas e pelúcias. No entanto, ela ganha um tablet em forma de sapo que se intitula como “Lilypad” – um brinquedo eletrônico. Ao seu redor, a menina de 8 anos observa que seus amiguinhos da vizinhança estão se esbaldando com os dispositivos eletrônicos. Observadora atenta, Jessie comenta essa nova “onda” de Bonnie e tenta dialogar com Lilypad. Na discussão, o tablet entende o isolamento de Bonnie e, por fim, envia uma solicitação de amizade para Chelsea. Inconformada com o desfecho proposto por “Lily”, Jessie vai buscar ajuda entre os seus. “Bala no Alvo” é um deles. Ambos conhecem a casa de Blaze, nova amiga de Bonnie, e interagem com outros brinquedos postos de lado como “Rolinho”, “Clica” e “GPS Atlas”. Em comum, o desprezo e o abandono por “não servirem mais “ de entretenimento para Blaze. Ao mesmo tempo, Bonnie enfrenta a incompreensão de suas amigas de grupo virtual sobre o porquê de se divertir com brinquedos “comuns”. Por sua vez, o “sapinho” Lily convence os pais de Bonnie para que recolha todos os brinquedos numa caixa e os guarde numa garagem. A alegação do tablet é que os rivais atrapalham a sociabilidade de Bonnie. Desanimada, Jessie se isola numa área campestre, debaixo de uma árvore, e descobre uma caixa que guarda uma série de recordações como fotos e momentos felizes registrados com sua dona original. Isso dá novo alento para que Jessie não desista e lidere Woody, Buzz e todos os outros. Eles vão atrás de Lilypad, a qual se exila num caminhão de transporte por entender que magoou Bonnie. Encontram o “sapinho” e o convencem de que a união em torno de Bonnie é mais importante para que ela e Blaze se encontrem e façam amizade. Para dar vida à turma de Toy Story 5, foram convocados Tom Hanks, Joan Cusack e Tim Allen e Keanu Reeves. Destaca-se também a qualidade tanto das imagens como da animação. Neste caso, o desenho foi assistido em 3D, o que atesta o impressionante realismo e o resultado dos profissionais envolvidos na película. Porém, o tema de abordar a importância dos brinquedos antigos seja o maior atrativo. Central na ideia e no desenvolvimento de “Toy Story 5”, o desinteresse crescente das crianças em relação a bonecas de pano e afins mostra um relacionamento indiferente e inexistente entre os dois (crianças e brinquedos). O isolamento e o brincar sozinho moldam os mais jovens - o contraponto da modernidade tecnológica. Andrew Stanton roteirizou esse desafio duplo: a da quinta edição e do alerta. Este chamamento não vai somente para os pequeninos. Vai para os pais dos pequeninos. O desenho diverte sem dúvida. Pede para pôr à mão na consciência de todos, independentemente da faixa etária; qualquer brinquedo, mesmo que esteja roto ou em desuso tem sua utilidade. Antes a brincadeira dependia da imaginação; hoje está na resolução e na alta definição. Basta apertar o botão. Antes, usava-se o corpo para brincar; atualmente bastam os dedos. O conselho de Stanton (embora não seja proposital) é que a brincadeira, o jogo, a diversão não possuem idade. A qualquer hora, é possível revisitar o que não está em voga. No caso dos pais, não é uma atitude vergonhosa: o papel deles é transmitir e mostrar aos filhos “tecnológicos” como era a noção de brincadeira. E de como se vivia a infância. Não é de saudosismo que se fala. É um restabelecimento, uma ponte. No desenho, antigo ou moderno são correlacionados, podem viver numa boa – o exemplo do resgate de Lilypad por Jessie mostra-se claramente. Em tempos de impessoalidade e de velocidade, os pais, como responsáveis pela educação dos filhos, podem e até devem indicar o que traz alegria e momentos mais duradouros. A criança de hoje se torna o adulto de amanhã e suas referências dependem de quem veio antes. Não é sermão. Um último parágrafo: talvez Toy Story tenha completado sua saga e declarado “Fim”. Alguns acham que já atingiu a exaustão. Ou nem tanto. Fato é que os estúdios de Hollywood são uma caixa de surpresas. Será que vem o número 6? O mito não morreu?
“Toy Story 5” é o filme que não sabíamos que precisávamos. Com personagens mais maduros e voltado a uma nova geração, o quinto capítulo da aclamada franquia é melhor que seu antecessor.
Apesar de trazer um debate já batido — sobre a influência das telas nas crianças —, o filme consegue abordar o tema de forma fenomenal, explorando maturidade, criatividade, transição de épocas e apresentando um desfecho muito bem trabalhado sobre amizade. Além disso, evita vilanizar as telas, tratando-as como um elemento importante — não exclusivo, mas útil.
Tudo parece muito bem construído. Os personagens clássicos estão presentes, muitos apenas observando o mundo de canto, abrindo espaço para novos — e muito bons — personagens, criando conexões com o passado e fechando pontas narrativas.
É um bom filme, com a já excelente animação da franquia, perfeito tanto para crianças quanto para adultos.
Toy Story 5 tinha tudo para ser aquele retorno que a gente olha meio torto e pensa: “Pixar, de novo?”. Mas, para a surpresa geral, a franquia encontra aqui um motivo bem forte para existir de novo. A nostalgia continua presente, claro, porque basta Woody, Buzz e Jessie aparecerem para o coração dar aquela amolecida básica. Só que o filme não se sustenta apenas nisso.
A grande sacada está em transformar o tablet no novo “vilão” da infância. E o mais curioso é que ele nem precisa ser exatamente malvado. A ameaça agora é mais silenciosa: a criança está no quarto, os brinquedos estão ali, mas a atenção foi sequestrada por uma tela. Pesado, né?
Jessie assumir o protagonismo também faz muito sentido, principalmente pelo histórico dela com abandono. Nem tudo funciona perfeitamente, alguns personagens ficam meio largados no baú, mas a força do tema segura tudo. No fim, Toy Story 5 prova que ainda dá para brincar com esses personagens sem parecer só caça-níquel nostálgico.
Toy Story 5 trouxe uma mensagem importante para o atual cenário social. O diretor abordou o tema de forma direta, desenrolada e criativa. Os binquedos lutam para se manterem ativos em uma geração que nasce já com uma tela de celular dividindo espaço com uma mamadeira. O filme tem uma animação incrível, com muitos detalhes e bem divertido. Não teve espaço para todos os personagens, pois o foco foram mais na Jessie, Woody, Buzz Lightyear, Lilypad e bala no alvo.
Toy Story 5 é um bom filme, mas fica muito aquém dos três primeiros da franquia. Toy story 3 e 1 são, na minha opinião, os melhores, com muita diversão e profundidade. Aliás, Toy Story 3 é um dos melhores de todos os tempos. Sobre o último filme, o enredo deixa um pouco a desejar e repete a fórmula já consagrada no filme 1 e 3, só trocando o protagonista, que agora é a Jessie.
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