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Cezar L.
23 críticas
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4,5
Enviada em 6 de junho de 2026
Meus filhos deram nota 9, filme integrante não é possível entender como tudo começou o que deixa o mais interessante gostei pq a salas pontecializa o que tem de ruim dentro de alguns personagens...
O filme Backrooms, do diretor Kane Pixels, não é uma adaptação das centenas de níveis criados pela comunidade da WikiDot. Ele parte do conceito original surgido no 4chan em 2019: um labirinto infinito de paredes amarelas, carpete molhado, lâmpadas que zumbem e uma sensação opressiva de desolação. O diretor expande essa premissa com elementos de terror psicológico e sobrenatural, adiciona sua própria mitologia e entrega um longa que funciona como introdução para quem nunca ouviu falar do fenômeno e como reinterpretação para quem já conhece o universo.
Introdução eficiente ao conceito
Nos primeiros minutos, o filme já estabelece o essencial: existe um labirinto amarelo, há criaturas desconhecidas e uma equipe de pesquisadores estuda o local. Não há exposição cansativa. A imagem mostra, o público entende. Quem nunca viu nada sobre Backrooms sai da sala sabendo do que se trata em partes. spoiler:
Protagonista e trauma
O protagonista não é apenas um "cara que entrou sem querer". Ele carrega um trauma real: foi expulso de casa pela esposa, vive sozinho, trabalha numa loja vazia, e tem um comercial de televisão como sua única vitrine pública. Quando ele cai nas Backrooms, o ambiente reage às suas memórias. Aparecem uma família falsa, uma cozinha com figuras imóveis, e uma entidade que usa o figurino do seu próprio em dos seus comercial da loja que é um mascote da loja. O monstro não é uma criatura genérica. É um reflexo do protagonista, nascido das suas frustrações e solidão.
Morte temática
A morte do protagonista não é anticlimática. Ele é consumido pela entidade que o espelha, dentro de um espaço que simulou a família que ele perdeu. É um fim coerente com a lógica que o filme estabeleceu: as Backrooms se alimentam de memórias, distorcem desejos, e transformam as pessoas em parte do ambiente. Não há fuga heroica. Há desfecho trágico e necessário.
Psicóloga como ponte
A psicóloga pode parecer um personagem secundário subutilizado à primeira vista, mas ela cumpre um papel essencial. Ela é o olhar do público dentro da história: descobre as Backrooms junto com a gente, testemunha o horror, e no final é resgatada pela equipe de pesquisa, servindo de conexão entre o mundo comum e a organização que estuda o fenômeno. O passado dela (a menção à mãe) fica em aberto, provavelmente para ser explorado na sequência.
Mistura dos dois terrores
O grande acerto do filme é unir terror psicológico e terror sobrenatural de forma que um não existe sem o outro. O labirinto infinito e a entidade funcionam porque o protagonista tem um trauma pessoal. O trauma ganha forma porque o ambiente sobrenatural o materializa. Os dois se alimentam, e o resultado é um desconforto que vai além do susto barato.
Falta de ritmo e espaços subexplorados
O filme não é perfeito. O ritmo é irregular. A vida do protagonista antes de entrar nas Backrooms se estende por mais tempo do que o necessário, e o final (o resgate da psicóloga) é apressado. As subáreas mostradas de relance – as piscinas, as casas, a cozinha – poderiam receber mais tempo de tela, permitindo que o desconforto se instalasse com mais calma. A própria psicóloga, que ganha uma breve menção ao passado, nunca vê esse fio ser puxado.
Para quem é o filme?
Backrooms não é para o fã nostálgico que queria ver uma adaptação da WikiDot com seus centenas de níveis, entidades catalogadas e a famosa bactéria correndo pelos corredores. O filme é para quem aceita uma releitura do conceito original. É uma introdução longa – quase um primeiro ato de uma série maior. O segundo filme pode explorar o que ficou em aberto: a conspiração da Async, a expansão das subáreas e o papel da psicóloga dentro da organização.
Veredito
O filme acerta no essencial. Apresenta o conceito de forma visual e econômica. Constrói um protagonista cujo trauma se integra à trama. Substitui a criatura genérica por um monstro personalizado que reflete a psique do personagem. Mistura os dois tipos de terror de maneira orgânica. E deixa ganchos promissores para a sequência, sem depender de uma conclusão fechada.
Os problemas de ritmo, a subutilização de certos elementos e o final apressado impedem a nota máxima. Mas, como primeiro ato de uma história maior, Backrooms recebe 8/10. Se o segundo filme corresponder à promessa, a nota do primeiro pode até subir.spoiler:
The Backrooms acerta justamente no que poucas produções de terror conseguem fazer hoje: provocar desconforto genuíno sem depender de sustos fáceis. A sensação constante de isolamento, a arquitetura impossível dos ambientes e a incerteza sobre o que existe além de cada corredor criam uma atmosfera inquietante que permanece mesmo após o término do filme.
O grande mérito da obra está em transformar o desconhecido em sua principal ameaça. Em vez de explicar tudo ao espectador, o filme trabalha com o mistério, permitindo que a imaginação complete os espaços vazios e, muitas vezes, aquilo que imaginamos é mais assustador do que qualquer monstro mostrado na tela.
Além do terror psicológico, a narrativa apresenta um universo com potencial significativo de expansão. Há elementos suficientes para despertar curiosidade sobre a origem dos Backrooms, suas regras e possíveis conexões com outros personagens ou dimensões, sem comprometer o mistério que torna a experiência tão interessante.
Como ponto positivo adicional, o filme evita a sensação de obra descartável. Ele deixa perguntas em aberto e constrói um cenário que naturalmente gera expectativa por novos capítulos. Por isso, uma continuação não pareceria forçada, mas sim uma oportunidade de aprofundar um universo que ainda possui muito a explorar.
Veredito: um terror atmosférico e perturbador, que causa desconforto de forma inteligente, prende pela estranheza e deixa a impressão de que a história está apenas começando. A possibilidade de continuação surge mais como uma consequência natural da riqueza do conceito do que como mera estratégia comercial.
O início e o meio é bom, só o final é uma bosta eles não explicam as backrooms,os personagens são burro,os monstros são buxas,o monstro principal foi solado por uma pedra,o monstro tava na frente dela só que o monstro não devora ela só ficou parado,a CLT assusta mais que o monstro,o clarck ficou maluco sem motivo,o Bobby é uma anta,e a namorada do Bobby viu ele morrendo e mesmo assim correu,e a história era muito confusa,o cara tinha faça e o queijo na mão para fazer um filme bom, não recomendo esse filme para quem é fã até ir a coisa 2 é melhor,no filme It a coisa foi morto por bullying,sim por bullying, até o It a coisa no segundo filme assusta mais,a placa de jesus foi mais legal que os personagens principais.
Filme muito bom, muita gente não entendeu o final mas quem não entendeu vou estar explicando no final aparece a Mary numa cadeira dentro das Backrooms toda deformada mas não é ela verdadeira é porque as BackRooms está se lembrando dela quanto mais os Backrooms mais se lembra de uma pessoa mais deformada ela fica o clark disse isso na hora que eles estavam na mesa comendo
O filme e muito bom, sinceramente, eles conseguiram arrasar nos primeiros 70 minutos de filme. Terror bom, atmosfera boa, o ar de mistério sem saber oque pode estar ali observando, eles conseguiram criar muito bem isso, mas depois parece que o filme corre pra tentar explicar tudo que ta acontecendo sem motivos spoiler: a cena que a psicóloga bate no capitão Clark acabou com todo terror na hora ali, não fez muito sentido essa cena para mim
O jovem criador deu o passo maior que a perna, foi além do que deveria e pirou demais na batatinha, estragando em parte as outras 3 horas já criadas as que poderiam levar a conclusões melhores adaptadas, mais fundamentadas e provavelmente mais inteligentes.
spoiler: a parte da bactéria/fungo se tornando versão das pessoas que lá entravam e o próprio backrooms absorver as memórias das pessoas já era quase explícita na serie, acabou o mistério. O complexo nada mais será do que um Langoliers das memórias do mundo e pessoas
Filme bom para quem gosta de backrooms e não espera um png correndo, claro que o filme não é perfeito, mas ele te mantém entretido do começo até o final e te deixa querendo uma continuação explorando mais esse universo. (Obs: leve em conta que o filme tem a versão do criador, não espere nada como as creepypastas e jogos, o filme segue a ideia do Kanye das backrooms e não a mistureba que a comunidade criou)
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