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Talvez seja o maior exemplo recente de um conceito MUITO melhor do que o próprio filme. Porque os primeiros minutos realmente funcionam: corredores infinitos, iluminação amarelada, silêncio desconfortável e aquela sensação constante de que alguma coisa está errada mesmo quando não tem absolutamente nada acontecendo.
E nisso acerta muito. A atmosfera é sufocante, a estética liminal continua absurda e o filme consegue transformar vazio e repetição em algo genuinamente desconfortável. Tem momentos em que parece um pesadelo encontrado no YouTube às 3 da manhã.
O problema é quando o longa percebe que precisa virar… um longa. Quanto mais tenta explicar emoções, criar dramatização e transformar o conceito em narrativa tradicional, mais fica evidente que Backrooms funciona melhor como creepypasta, teoria da internet ou curta experimental do que como uma história de duas horas.
E nisso acerta muito. A atmosfera é sufocante, a estética liminal continua absurda e o filme consegue transformar vazio e repetição em algo genuinamente desconfortável. Tem momentos em que parece um pesadelo encontrado no YouTube às 3 da manhã.
O problema é quando o longa percebe que precisa virar… um longa. Quanto mais tenta explicar emoções, criar dramatização e transformar o conceito em narrativa tradicional, mais fica evidente que Backrooms funciona melhor como creepypasta, teoria da internet ou curta experimental do que como uma história de duas horas.
Por mim valeu a pena assistir mas é muito melhor não gastar seu dinheiro nisso, esperem sair do cartaz para ver na Netflix. Esse filme não é tão ruim assim, mas eu estou dandon 3 estrelas porque no filme foram mostrados só o lobby (escritório, sala amarela) e um pouco do nível 37 (pool rooms- sala da piscina) portanto, os outros níveis que são muito famosos não foram mostrados. Eu esperava que aparecesse o leven fun ou play rooms (aqueles níveis que tem o escorregador e o outro uma festa ), esses dois níveis na minha opinião tem muita fama e são bem conhecidos e acho que com certeza as pessoas teriam uma ótima experiencia com o filme se esses níveis fossem apresentados. Uma crítica muito negativa é que nesse filme todo não tem uma explicação exata, acredito que muitas pessoas também sairam do filme com dúvida de algumas cenas.
O filme estava muito bom do começo, mas ele piora depois que o protagonista morre e aquela mulher entra nas backrooms, sinceramente eu queria muito saber oque realmente aconceteu com a Kat, porque o namorado dela morreu, mas ela ainda conseguiu falar com o Clark (o protagonista), e depois não a mostraaram mais, eu acho que ela ficou presa ou morreu. Olha de começo assim que o Clark entra nas backrooms não aparece aquela entidade do lobby que fica te perseguindo enquanto tenta achar uma saída do escritório por mim seria muito legal se tivesse isso no filme; Outra coisa também é que eu achei muito estranho a respeito de que quando as pessoas ficam lá, o lugar cria uma lembrança do sujeito e ele fica distorcido, assim pode até ter sentido isso porém eu acho que as lembranças das pessoas não deveriam ter que ser os monstros para matar assim como acontece com o Clark porque a versão dele de pirata fazendo o comercial da loja de móveis simplemente mata ele? Não tem sentidooo! Assim, ele deve ter ficado louco de tanto permecanecer nas backrooms, já que é um lugar que não tem fim, as pessoas ficam presas lá. Na hora que a Mary consegue escapar da versão distorcida do protagonista que estava tentando matá-la, ela chega num laboratório, eai ela conversa com o Phil e depois de conversar com ele o filme termina mostrando a Mary na versão distorcida, ou seja, devem ter ficado muitas dúvidas sobre esse final como, oque realmente aconteceu com ela, tudo que ela passou era no final uma ilusão por ter ficado muito tempo nas backrooms?.
Mas bom, eu acho que esse é o mais importante, acho que deveriam ter explicado melhor sobre o laboratório, mas bom esse é meu comentário, perdão se tiver muitos spoilers, mas essa é minha opinião.
O filme estava muito bom do começo, mas ele piora depois que o protagonista morre e aquela mulher entra nas backrooms, sinceramente eu queria muito saber oque realmente aconceteu com a Kat, porque o namorado dela morreu, mas ela ainda conseguiu falar com o Clark (o protagonista), e depois não a mostraaram mais, eu acho que ela ficou presa ou morreu. Olha de começo assim que o Clark entra nas backrooms não aparece aquela entidade do lobby que fica te perseguindo enquanto tenta achar uma saída do escritório por mim seria muito legal se tivesse isso no filme; Outra coisa também é que eu achei muito estranho a respeito de que quando as pessoas ficam lá, o lugar cria uma lembrança do sujeito e ele fica distorcido, assim pode até ter sentido isso porém eu acho que as lembranças das pessoas não deveriam ter que ser os monstros para matar assim como acontece com o Clark porque a versão dele de pirata fazendo o comercial da loja de móveis simplemente mata ele? Não tem sentidooo! Assim, ele deve ter ficado louco de tanto permecanecer nas backrooms, já que é um lugar que não tem fim, as pessoas ficam presas lá. Na hora que a Mary consegue escapar da versão distorcida do protagonista que estava tentando matá-la, ela chega num laboratório, eai ela conversa com o Phil e depois de conversar com ele o filme termina mostrando a Mary na versão distorcida, ou seja, devem ter ficado muitas dúvidas sobre esse final como, oque realmente aconteceu com ela, tudo que ela passou era no final uma ilusão por ter ficado muito tempo nas backrooms?.
Mas bom, eu acho que esse é o mais importante, acho que deveriam ter explicado melhor sobre o laboratório, mas bom esse é meu comentário, perdão se tiver muitos spoilers, mas essa é minha opinião.
Um terror sobrenatural de boa qualidade com bons diálogos e uma trilha sonora excelente! Elenco muito bem.
Uma ideia criativa e uma execução arrastada e tediosa. Uma analogia com o labirinto do pensamento, ou uma prisão.
É... não é um filme fácil. Tem facilidades de roteiro que me parecem propositadamente, para dar uma visão mais pessoal do universo de cada um. Multi interpretativo, um drama de terror... confuso.
“The Backrooms” é um tornado de criatividade e originalidade em um segmento de filmes de terror que ainda estava tentando se encontrar. Com uma direção de arte muito autoral, clima claustrofóbico e tenso, um roteiro funcional e boas atuações, o longa — que adapta as histórias de terror oriundas do 4chan — é uma grata surpresa. Não esperava nada e saí do cinema impressionado.
O filme soube tratar algo muito importante em um terror/suspense: a angústia e o medo, e não apenas o susto transitório. A tensão é construída, e a sensação de desconforto é crescente. Esse “horror linear”, como muitos vêm chamando.
Gosto muito de suas analogias, de suas meias explicações e do fato de tudo ficar em aberto — gostaria muito de uma continuação. O diretor estreante — e criador das histórias — Kane Parsons manda muito bem. Claro que há a tutela da A24, um ótimo estúdio famoso por dar liberdade criativa aos seus realizadores.
Além disso, a fotografia amarelada e suja é muito eficaz, a maquiagem está excelente e, embora alguns poucos efeitos — pouquíssimos mesmo — pareçam estranhos (com uma “cara de IA”), isso é apenas um detalhe dentro de um conjunto muito sólido.
O ato final, apesar de contar com uma ótima cena de perseguição, me tirou um pouco da tensão construída anteriormente, mas nada que prejudique de forma significativa.
O filme soube tratar algo muito importante em um terror/suspense: a angústia e o medo, e não apenas o susto transitório. A tensão é construída, e a sensação de desconforto é crescente. Esse “horror linear”, como muitos vêm chamando.
Gosto muito de suas analogias, de suas meias explicações e do fato de tudo ficar em aberto — gostaria muito de uma continuação. O diretor estreante — e criador das histórias — Kane Parsons manda muito bem. Claro que há a tutela da A24, um ótimo estúdio famoso por dar liberdade criativa aos seus realizadores.
Além disso, a fotografia amarelada e suja é muito eficaz, a maquiagem está excelente e, embora alguns poucos efeitos — pouquíssimos mesmo — pareçam estranhos (com uma “cara de IA”), isso é apenas um detalhe dentro de um conjunto muito sólido.
O ato final, apesar de contar com uma ótima cena de perseguição, me tirou um pouco da tensão construída anteriormente, mas nada que prejudique de forma significativa.
“Backrooms” parte de um dos conceitos mais interessantes que surgiram na internet nos últimos anos e leva para o cinema o universo criado pela famosa creepypasta e pela websérie de Kane Parsons, que também assume a direção do longa. Com nomes como James Wan e Shawn Levy envolvidos na produção, existe uma expectativa considerável em torno dessa adaptação, principalmente pela possibilidade de transformar uma ideia relativamente simples em uma experiência de terror mais ampla. O filme compreende o que tornou os Backrooms tão inquietantes, a sensação de estar preso em um lugar familiar, mas completamente deslocado da realidade, onde cada corredor parece igual ao anterior e a possibilidade de encontrar uma saída se torna cada vez mais distante. A proposta é forte justamente por explorar um medo difícil de explicar, construído menos por aquilo que aparece diante dos personagens e mais pela incerteza sobre o lugar em que estão.
O maior acerto está na atmosfera, construída com bastante atenção à linguagem visual. Parsons combina câmeras convencionais com sequências em found footage, lentes olho de peixe e enquadramentos amplos que ressaltam a geometria repetitiva dos ambientes. Essa alternância não serve apenas como recurso estético, ela modifica a maneira como observamos os espaços, aproximando o espectador da desorientação dos personagens. Os corredores amarelos, as paredes sem personalidade e a iluminação artificial criam uma sensação persistente de desconforto, como se aquele lugar tivesse sido projetado para parecer comum, mas perdido qualquer ligação com o mundo real. O diretor demonstra compreender que o medo dos Backrooms depende justamente dessa ausência de referências, e não da necessidade de mostrar constantemente alguma ameaça.
O design de produção também merece destaque, especialmente pela construção de um cenário real para representar parte do labirinto. A dimensão física dos ambientes contribui para que os espaços pareçam existir para além do enquadramento, evitando que tudo tenha a aparência artificial de um cenário inteiramente criado por computador. A repetição dos corredores, os tons amarelados e o zumbido das lâmpadas trabalham em conjunto para produzir uma experiência claustrofóbica, mesmo em locais aparentemente abertos. A sonoplastia tem papel fundamental nesse resultado, transformando ruídos cotidianos e momentos de silêncio em fontes de tensão. Em vez de depender de sustos repentinos, o filme aposta na paranoia e na expectativa, deixando que a própria arquitetura desperte a sensação de que algo está errado. É uma abordagem que respeita a essência do material original e demonstra como a simplicidade visual pode ser muito mais perturbadora do que um excesso de estímulos.
As atuações ajudam a dar uma dimensão humana a esse cenário abstrato. Chiwetel Ejiofor, no papel de Clark, oferece uma interpretação marcada pela inquietação e pelo desgaste psicológico, dando ao personagem uma presença emocional que impede a narrativa de se resumir à exploração de corredores estranhos. Sua atuação ajuda a transmitir a dificuldade de compreender uma situação que parece desafiar qualquer explicação racional. Renate Reinsve também contribui com uma performance contida, adequada ao tom de incerteza que domina a história. Essa escolha de interpretação combina com a proposta do filme, já que reações exageradas poderiam comprometer a atmosfera construída pela direção. Ainda assim, o desenvolvimento dos personagens nem sempre acompanha a força do ambiente, e algumas questões pessoais acabam recebendo menos espaço do que precisariam para tornar seus conflitos tão envolventes quanto o mistério central.
É na metade final que “Backrooms” começa a perder parte da força que havia construído. A ideia original oferece possibilidades interessantes, mas transformar um conceito baseado na repetição, no vazio e na ausência de explicações em uma narrativa próxima de duas horas exige uma progressão que nem sempre acontece de maneira convincente. O roteiro passa a dispersar sua atenção, e a tensão acumulada nos ambientes deixa de ser suficiente para sustentar todas as escolhas da história. A falta de respostas definitivas poderia ser coerente com a proposta, já que explicar cada detalhe acabaria diminuindo o mistério, mas existe uma diferença entre preservar a ambiguidade e deixar a narrativa sem um desenvolvimento satisfatório. O terceiro ato acaba transmitindo uma sensação de abruptidão, como se o filme interrompesse sua trajetória antes de dar peso suficiente aos acontecimentos apresentados. A conclusão aberta pode alimentar interpretações, mas também evidencia que a atmosfera, por mais bem construída que seja, não consegue compensar todas as fragilidades do roteiro.
“Backrooms” demonstra uma compreensão admirável do potencial cinematográfico de seu material de origem. Kane Parsons constrói um universo visual convincente, explora o desconforto dos espaços liminares com criatividade e encontra no som, na fotografia e no design de produção ferramentas mais eficazes do que os sustos convencionais. O envolvimento de profissionais experientes reforça a dimensão da produção, mas é a visão do jovem diretor que dá personalidade à experiência. O problema está na dificuldade de transformar essa premissa em uma história que mantenha o mesmo nível de interesse até o fim. Quando se apoia na atmosfera e na sensação de estar perdido, o filme encontra seus melhores momentos, quando precisa desenvolver o mistério e conduzi-lo a uma conclusão, perde parte da precisão. Ainda assim, há bastante mérito na maneira como recria um dos conceitos mais reconhecíveis do terror da internet, mesmo que o resultado não alcance todo o potencial sugerido por sua proposta.
O maior acerto está na atmosfera, construída com bastante atenção à linguagem visual. Parsons combina câmeras convencionais com sequências em found footage, lentes olho de peixe e enquadramentos amplos que ressaltam a geometria repetitiva dos ambientes. Essa alternância não serve apenas como recurso estético, ela modifica a maneira como observamos os espaços, aproximando o espectador da desorientação dos personagens. Os corredores amarelos, as paredes sem personalidade e a iluminação artificial criam uma sensação persistente de desconforto, como se aquele lugar tivesse sido projetado para parecer comum, mas perdido qualquer ligação com o mundo real. O diretor demonstra compreender que o medo dos Backrooms depende justamente dessa ausência de referências, e não da necessidade de mostrar constantemente alguma ameaça.
O design de produção também merece destaque, especialmente pela construção de um cenário real para representar parte do labirinto. A dimensão física dos ambientes contribui para que os espaços pareçam existir para além do enquadramento, evitando que tudo tenha a aparência artificial de um cenário inteiramente criado por computador. A repetição dos corredores, os tons amarelados e o zumbido das lâmpadas trabalham em conjunto para produzir uma experiência claustrofóbica, mesmo em locais aparentemente abertos. A sonoplastia tem papel fundamental nesse resultado, transformando ruídos cotidianos e momentos de silêncio em fontes de tensão. Em vez de depender de sustos repentinos, o filme aposta na paranoia e na expectativa, deixando que a própria arquitetura desperte a sensação de que algo está errado. É uma abordagem que respeita a essência do material original e demonstra como a simplicidade visual pode ser muito mais perturbadora do que um excesso de estímulos.
As atuações ajudam a dar uma dimensão humana a esse cenário abstrato. Chiwetel Ejiofor, no papel de Clark, oferece uma interpretação marcada pela inquietação e pelo desgaste psicológico, dando ao personagem uma presença emocional que impede a narrativa de se resumir à exploração de corredores estranhos. Sua atuação ajuda a transmitir a dificuldade de compreender uma situação que parece desafiar qualquer explicação racional. Renate Reinsve também contribui com uma performance contida, adequada ao tom de incerteza que domina a história. Essa escolha de interpretação combina com a proposta do filme, já que reações exageradas poderiam comprometer a atmosfera construída pela direção. Ainda assim, o desenvolvimento dos personagens nem sempre acompanha a força do ambiente, e algumas questões pessoais acabam recebendo menos espaço do que precisariam para tornar seus conflitos tão envolventes quanto o mistério central.
É na metade final que “Backrooms” começa a perder parte da força que havia construído. A ideia original oferece possibilidades interessantes, mas transformar um conceito baseado na repetição, no vazio e na ausência de explicações em uma narrativa próxima de duas horas exige uma progressão que nem sempre acontece de maneira convincente. O roteiro passa a dispersar sua atenção, e a tensão acumulada nos ambientes deixa de ser suficiente para sustentar todas as escolhas da história. A falta de respostas definitivas poderia ser coerente com a proposta, já que explicar cada detalhe acabaria diminuindo o mistério, mas existe uma diferença entre preservar a ambiguidade e deixar a narrativa sem um desenvolvimento satisfatório. O terceiro ato acaba transmitindo uma sensação de abruptidão, como se o filme interrompesse sua trajetória antes de dar peso suficiente aos acontecimentos apresentados. A conclusão aberta pode alimentar interpretações, mas também evidencia que a atmosfera, por mais bem construída que seja, não consegue compensar todas as fragilidades do roteiro.
“Backrooms” demonstra uma compreensão admirável do potencial cinematográfico de seu material de origem. Kane Parsons constrói um universo visual convincente, explora o desconforto dos espaços liminares com criatividade e encontra no som, na fotografia e no design de produção ferramentas mais eficazes do que os sustos convencionais. O envolvimento de profissionais experientes reforça a dimensão da produção, mas é a visão do jovem diretor que dá personalidade à experiência. O problema está na dificuldade de transformar essa premissa em uma história que mantenha o mesmo nível de interesse até o fim. Quando se apoia na atmosfera e na sensação de estar perdido, o filme encontra seus melhores momentos, quando precisa desenvolver o mistério e conduzi-lo a uma conclusão, perde parte da precisão. Ainda assim, há bastante mérito na maneira como recria um dos conceitos mais reconhecíveis do terror da internet, mesmo que o resultado não alcance todo o potencial sugerido por sua proposta.
Backrooms: Um Não-Lugar é um filme de terror/ficção científica que contou com a direção de Kane Parsons e roteiro de Will Soodik. Na trama, acompanhamos Clark (Chiwetel Ejiofor), que possui uma loja de móveis. Com o divórcio Clark passa a dormir na loja e realizar consulta com sua terapeuta Dra Mary (Renate Reinsve). Em um certo dia, Clark descobre uma porta em sua loja que dá para um tipo de labirinto sem fim. Diante da curiosidade, Clark passa a perceber uma nova realidade. Parsons enfim estreou na direção com um filme de um universo que idealizou. Começando em 2019 e reacendendo en 2022, tal horror pode enfim chegar nas telas em um momento de forte investimento da indústria cinematográfica não apenas para o horror, mas para o folclore digital, mas com interferência Hollywoodianas. Provavelmente muito nao vao curtir o filme por ele nao ser didático, por nao explicar determinadas situações e contexto, mas a grande graça dos Backrooms é o inexplicável, o confuso, o perturbador, vasto e o sufocante. Assim, tiramos o chapéu para Parson por conseguir deixar essa experiência desconfortável ao nos mostrar diante da vastidão de paredes com tons verde e amarelo salas e corredores estreitos, verdadeiros labirintos infinito, o medo. Mas o medo do desconhecido. Isso foi feito pela experiência das câmeras que nos angustiava a cada virada de corredor, que poderia dar a um beco sem saída ou algum mostro que poderia aparecer. Sao muitas possibilidades. Inicialmente (e em algumas poucas cenas) o cineasta utiliza o found footage ( na verdade apenas em 2 ocasiões: na primeira cena do filme e em uma cena em que Clark decide documentar a sua ida). Ainda bem que foi usadi pouco esse recurso, pois limitava a experiência visual do terror e tbm é um tipo de filmagem já muito desgatada. Se a direção foi competente, nao posso dizer o mesmo do roteiro, que se limitou a nos trazer uma experiência minimalista e sensorial. Entendo que a premissa partiu de danos psicológicos da Dra Mary e do Clark com suas frustrações sobre o término do seu casamento e do emprego na sua própria loja de móveis quase falida, mas os diálogos foram super expositivos e favoreceu a didatismo do longa. Bastava uma ou outra cena para deixar claro que aquele nao-lugar de alguma forma procura copiar a nossa realidade, mas por ela nao ser biológica, realiza uma cópia muito desigual. E essa cópia vai além das questões físicas ( cadeira, placas, objetos no geral), mas a própria consciência de quem esteve ali. No geral, o filme tente colocar que o verdadeiro horror nao vem dos monstros, afinal esses sao criados da nossa propria mente. A mente é que deve ser temida. Filme interessante, com direção competente, que soube conduzir a mitologia, mas peca num roteiro que parece nao ter entendido o sentido e nem a atmofesra das Backrooms.
Tirando a parte da criatura gigante com perna de pau, o restante é muito bom, o suspense é muito intenso, principalmente no início do filme.
Eu achei o filme muito bom, e superou minhas expectativas porque consegue transmitir uma tensão constante e desconforto que prende muito a atenção e deixa com vontade de ver cada vez mais do lugar.
Os cenários são lindos e muito bem construídos, e dá pra imaginar que assistir no cinema deve ser uma experiência ainda mais intensa.
Gostei tanto que até tive pesadelos depois, o que mostra o quanto ele mexe com a gente kkkkk
spoiler: Apesar disso, duas coisas me incomodaram bastante... primeiro, o boneco de Olinda, que achei deslocado e até meio bobo, já que esperava algo mais perturbador, talvez um alien esquisito ou um gore mais pesado... segundo, a pouca profundidade do roteiro, porque dava pra explorar muito mais e o filme acaba deixando um gostinho de “quero mais” sem desenvolver todo o potencial. O final também ficou confuso e excessivamente aberto e olha que eu gosto de filmes difíceis, mas nesse caso achei exagerado, porque queria mais informações e mais história.
Ainda assim, pra spoiler:
mim o filme é ótimo, intenso e marcante, mas definitivamente não é para qualquer um.
Os cenários são lindos e muito bem construídos, e dá pra imaginar que assistir no cinema deve ser uma experiência ainda mais intensa.
Gostei tanto que até tive pesadelos depois, o que mostra o quanto ele mexe com a gente kkkkk
spoiler: Apesar disso, duas coisas me incomodaram bastante... primeiro, o boneco de Olinda, que achei deslocado e até meio bobo, já que esperava algo mais perturbador, talvez um alien esquisito ou um gore mais pesado... segundo, a pouca profundidade do roteiro, porque dava pra explorar muito mais e o filme acaba deixando um gostinho de “quero mais” sem desenvolver todo o potencial. O final também ficou confuso e excessivamente aberto e olha que eu gosto de filmes difíceis, mas nesse caso achei exagerado, porque queria mais informações e mais história.
Ainda assim, pra spoiler:
mim o filme é ótimo, intenso e marcante, mas definitivamente não é para qualquer um.
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