Silêncio
Média
4,1
334 notas

30 Críticas do usuário

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Sidney  M.
Sidney M.

29.816 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de abril de 2017
Assim como a maioria dos filmes religiosos, Silencio vai gerar polemica, entretanto a história levanta pontos muito interessantes, seja você religioso ou não. A direção é muito boa, estica um pouco, mas não me senti tão cansado durante as quase três horas. É um filme difícil, amargo, e nada otimista, mas muito interessante. Nota 7,5
Benedicto Ismael C. Dutra
Benedicto Ismael C. Dutra

92 seguidores 145 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de março de 2017
No século 16, o padre Ferreira, jesuíta, foi ao Japão fazer catequese e divulgar o catolicismo. Mas Ferreira desapareceu sem que se soubesse exatamente o que teria acontecido com ele, então dois outros jesuítas decidem viajar para o Japão para descobrirem o que tinha acontecido com Ferreira.
Uma viajem penosa a uma região estranha, outra língua, outros costumes. Os dois encontram uma comunidade escondida para fugir a perseguição das autoridades que não queriam o ingresso de religião em seu pais. O filme mostra a credulidade de pessoas em confronto com os conflitos íntimos dos padres diante da crueldade e sofrimentos a que eram submetidos os seguidores.
O padre Rodrigues se debatia diante das imposições do Inquisidor e da sensação de estar na posição de mártir. O filme apresenta uma visão figurativa sobre os acontecimentos que levaram Jesus a julgamento, com traições e julgamento marcado pela falta de justiça, no entanto fica longe dos verdadeiros ensinamentos de Jesus e sua missão de restabelecer o saber da naturalidade das leis que regem a vida e a evolução dos seres humanos. Ferreira estava bem vivo e no íntimo havia compreendido que sua crença estava longe de explicar a vida e seu significado espiritual.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2017
Assim como um projeto que é muito próximo de seu coração (Gangues de Nova York), a adaptação de Silêncio, livro escrito por Shusaku Endo, foi um dos projetos que Martin Scorsese mais sonhou em trazer para a grande tela. O livro se passa no Japão do século XVI, quando a religião católica foi proibida dentro do território japonês, e aqueles que ainda teimavam em praticá-la eram perseguidos pelos inquisidores do país.

A história está centrada na figura de dois jovens missionários portugueses – os padres Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) – que partem rumo ao Japão para descobrir o paradeiro de um dos seus mentores, Cristóvão Ferreira (Liam Neeson). Ferreira e Garupe tomam essa decisão pois não acreditam que aquele que mais os motivaram na prática da fé cristã tenha apostatado (renegado a fé em Deus e em tudo aquilo que Jesus Cristo representa).

Desta maneira, Silêncio é a jornada (clandestina) destes dois jovens, em meio a um Japão perdido e que encontra na repressão à fé cristã uma maneira de manter seu país livre das influências externas e mais fiel à sua cultura e tradição. Neste sentido, as presenças de Rodrigues e Garupe significam a resistência de uma instituição milenar e a oportunidade de oferecer conforto àqueles que ainda creem na fé cristã.

A maior força de Silêncio encontra-se na maneira sutil pela qual Scorsese retrata o dilema moral que aflige Sebastião Rodrigues. Confrontado com o sofrimento e o sacrifício que seus fiéis enfrentam, na medida em que são perseguidos, o que mais aflige o jovem padre é o silêncio de Deus diante daquelas situações e diante das inúmeras preces que ele faz, pedindo orientações, auxílio, uma luz diante de tanta sombra e escuridão. Do alto de sua juventude, no entanto, e aqui está a beleza da trajetória de autodescoberta e amadurecimento vivida pela personagem, está o aprendizado de que o silêncio, sim, para aqueles que sabem usá-lo e interpretá-lo, é uma prece, uma resposta, um auxílio, uma luz, é amor.

Dirigido com maestria por Martin Scorsese, em meio às paisagens de países orientais como o Taiwan, Silêncio é uma obra que nos ensina muito sobre fé, sobre orgulho, sobre disciplina, sobre traição, sobre perdão, sobre sermos fortes (mesmo diante dos momentos de maior fraqueza) e sobre aprender que, às vezes, sucumbir não é ruim – e sim, uma maneira de salvação. Uma pena que o filme não tenha recebido o reconhecimento que merecia. Mas, com certeza, será uma obra que reverberará por muito tempo.
Celso M.
Celso M.

346 seguidores 178 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de março de 2017
Sobre martírio e fé, silêncio é perturbador, triste e tenso. É um filme para se apreciar em "silêncio", preferencialmente no conforto de sua casa. Longo, maestoso, perfeitamente dirigido traça a tênue linha entre a fé e a entrega. Não é um filme para todos, pois Martin Scorsese detalhe lentamente o ritmo a ser desenrolado. É uma obra profunda para se lembrar do que a incoerência é capaz de produzir.
Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.
Phelipe A.
Phelipe A.

63 seguidores 135 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de março de 2017
Todos os filmes de Martin Scorsese fazem os espectadores pensarem e discutirem o que acabaram de ver e com seu novo longa Silêncio isso não é diferente. Um filme denso, com uma história triste e deplorável da humanidade, mostrando as diferenças culturais que até hoje não são muito bem aceitas e diferenças religiosas que se misturam com políticas internas e que são usadas para “controlar” a população mais pobre.

O filme conta a história de dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), que viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.

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Gabriella Tomasi
Gabriella Tomasi

128 seguidores 106 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2017
(...)Com atuações magníficas, Andrew Garfield desempenha o papel de sua vida com tamanho realismo, muito mais merecedora de indicação ao Óscar do que daquele de Até o Último Homem. E (...) aqui até os inimigos possuem complexidade: tanto o Inquisidor e seus soldados, como também os campesinos, com um destaque especial ao personagem Mokichi (Tsukamoto) que incorpora a versão de Judas. Silêncio, em suma, é um estudo sobre devoção, obsessão e martírio. É uma das obras mais intimistas de Scorsese que infelizmente ficou ofuscada no ano de 2016, mas que merece imensamente nossa atenção.
Arthur D.
Arthur D.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 28 de maio de 2019
Atuação, como de costume, horrorosa por parte de Andrew Garfield que, como sempre, parece interpretar o mesmo personagem em todos os filmes. Adam Driver, horrível atuação também. Não é possível nem sequer sonhar nestes dois como padres. Creio que foi uma grande decepção esta direção do Scorcese, pois o filme é fraquíssimo. Mal há diálogo, mas sim pessoas gemendo em sofrimento durante quase 3 horas. Neste mar de decepção a minha maior foi o fato de Liam Neeson, um grandíssimo e prestigiado ator, estar neste filme... entretanto não vou nem comentar, não sei nem o porquê de seu nome estar nos créditos, uma vez que nem sequer atuou. Neeson aparece em cerca de 30% ou menos do filme e com uma atuação apagada.
Os nomes de Neeson e Scorcese pesam em nossa decisão de assistir o filme, mas sinceramente, está é a pior obra de ambos.
Uma palavra que pode descrever este filme é: decepcionante.
João victor c.
João victor c.

3 seguidores 13 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2017
Apesar de toda a rebeldia de ''Lobo de Wall Street'' o diretor Martin Scorsese tem algo em comum a várias pessoas do mundo: Ele é um católico fervoroso. E em 'Silence', seu mais recente trabalho, ele dirige o filme de forma extremamente pessoal, colocando seus valores, princípios e crenças em questão.
Esse não é um filme fácil de se assistir, não é um filme padrão Hollywood com atuações forçadas, trilha sonora irritantemente onipresente e finais mirabolantes. Silence é cinema de verdade, fluindo a partir da genialidade do roteiro.
Andrew Garfield está sensacional nesse filme, que ator espetacular!
Vale o destaque para o cast japonês. Yōsuke Kubozuka merecia uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante, infelizmente os supostos defensores da ''diversidade'' não levam isso em conta.
Issey Ogata também convence como Has Landa japonês.
A ''não-presença'' no Oscar é compreensiva, Scorsese não fez esse filme pra ganhar o Oscar, como já foi dito, é algo pessoal ao diretor.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2017
Silêncio ( concorrente ao Oscar) - Nossa esse filme foi um dos melhores do ano até agora, merece muito estar entre os indicados ao Oscar, pois conta uma grande história de um padre cristão nas épocas de mil e seiscentos no Japão onde os inquisidores budistas matavam todos que não seguiam a sua religião, Esse é um filme muito forte com cenas que nos fazem sofrer junto com os personagens, mais um grande filme do diretor Martin scorcese
Bruno Maschi
Bruno Maschi

444 seguidores 215 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de janeiro de 2017
Um drama para poucos. Muito poderoso e excelente nas partes técnicas. Andrew Garfiel está grandioso! O ritmo encomoda e poderia ter 30 minutos a menos!
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