Silêncio
Média
4,1
339 notas

31 Críticas do usuário

5
2 críticas
4
21 críticas
3
5 críticas
2
2 críticas
1
0 crítica
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Ricardo M.
Ricardo M.

13.447 seguidores 697 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de setembro de 2019
Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam ao Japão para buscar evidências do paradeiro de Ferreira (Liam Neeson), também padre e responsável pela formação teológica dos dois jovens. A busca enfrenta complicações devido ao fato de que o cristianismo foi banido do país oriental e seus fiéis são motivos de perseguição brutal. Os aprendizados e o sentimento de perseverança acompanharão os dedicados padres na difícil tarefa almejada por eles.

Empurrado e retirado da gaveta por diversas vezes, o longa SILÊNCIO trilhou um árduo caminho até que Martin Scorsese, enfim, conseguisse colocá-lo nas telas. O filme, cuja temática aborda o cristianismo de maneira minimalista em um período no qual o Japão, sob domínio de um violento inquisidor, não prosseguiu como doutrina. Aqueles que aderem à busca por uma escolha espiritual que possa fazer menção ao catolicismo, ainda que em imagens ou gestos, são forçados ao ritual conhecido como fumiê, cuja apostasia castigava psicologicamente os fiéis.

O teor e temática do filme são não menos que incríveis, principalmente porque o excelente diretor Martin Scorsese trata do assunto de forma imparcial, realçando aquilo que efetivamente precisa ser deliberado em cena. O período no qual se desenvolve a história é marcado por uma intolerância brutal, sempre realçada pelo desprezo dos líderes orientais por uma doutrina que pregava, antes de tudo, o perdão e a tolerância. Há grandes manifestações ideológicas e filosóficas impelidas ao contexto do filme, algumas capazes de causar reflexão acerca da perseverança e da força em uma crença inabalável (religiosa ou não).

O ritmo lento de um filme longo, já que são quase 3h de duração, soam propositais para inserir o espectador na busca incessante de seus protagonistas ante tamanhas dificuldades que vão muito além do idioma e da brutalidade de seus algozes. Garfield e Driver estão brilhantes em seus complicados papéis, que exigem grande apelo emotivo para construir o que é proposto pelo roteiro, tudo alavancado pelo sólida e segura direção de Scorcese que tem em seu grupo um diretor de fotografia simplesmente brilhante.

Independente das acepções de cada pessoa, SILÊNCIO entrega muito mais do que tratar da intolerância religiosa, uma vez que suas concepções filosóficas se ajustam ao indivíduo de acordo com suas capacidades de reflexão sobre, principalmente, respeito e perseverança. Um filme para poucos que fala para muitos. ÓTIMO!
Luiz Adriano G
Luiz Adriano G

6 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de novembro de 2018
Um ótimo filme pra quem gosta de aprender um pouco mais de história. Aborda muito bem o conflito entre religiões, mas sem ser apelativo; além de ser imparcial. Só acho que não precisava ser tão extenso, mas, enfim.
Júlio O
Júlio O

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de julho de 2018
Filme maravilhoso! Forte, impactante e com uma fotografia magnífica! Garfield mais uma vez impressionando. A única coisa que me incomodou (de maneira muito leve) foi o ritmo do finzinho do segundo ato. Fora isso, um filme praticamente perfeito. Recomendo!
Ricardo L.
Ricardo L.

63.326 seguidores 3.245 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de junho de 2018
Martim Scorcesse em mais um grande filme! Elenco ótimo que conta com Andrey Garfield, Lian Neeson e Adan Driver, todos estão ótimos com destaque para Andrey. Roteiro é muito bom elaborado, poderia ter diminuído uns 40 minutos de filme, fotografia é deslumbrante. Silêncio é ótimo, mas com potencial para ter sido perfeito.
crist_mist
crist_mist

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2018
Um dos filmes da minha vida!
Fui ver o filme com algum receio, já havia lido o livro que é brilhante e adoro o Scorsese. A expectativa era, portanto, muito alta e foi, total e absolutamente correspondida.
Para entenderem melhor o filme, recomendo que espreitem um pouco sobre a História Japão-Portugal,. Poderão apreciar o filme sem o fazer, colocando o foco na essência da mensagem que narra,. acima de tudo, uma profunda crise existencial.
Felipe F.
Felipe F.

3.728 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2018
Scorcese toca na ferida da intolerância religiosa com este bom filme, bastante longo e cansativo, mas com um bom roteiro, boas atuações e uma fotografia maginiífica.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.615 seguidores 485 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de outubro de 2017
Um país contra o Cristianismo
Silêncio (em inglês: Silence

Mais uma grande obra do gênio Martin Scorcese, escrito por Jay Cocks, com base no romance Chinmoku do autor japonês Shusaku Endō. Scorcese retorna novamente com um filme sobre religião, os outros foram A Última Tentação de Cristo (1988) e Kundun (1997).

Silêncio trata de um assunto bastante delicado, que é a religião e a fé. O longa se passa no século XVI, mais precisamente no ano de 1640, e conta a trajetória de dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), que partem para o Japão na busca de seu mentor Cristóvão Ferreira (Liam Neeson).

O longa de Scorcese mergulha no Japão em uma época em que o cristianismo estava totalmente abolido e a caça pelos cristãos era muito dura. Um país inteiro que se voltava contra a igreja católica e se propunha em suas próprias leis e crenças, onde tinham sua própria religião, o Budismo, e forçavam toda população a seguir tais conceitos. O filme abrange a dura realidade dos cristãos que viviam em um martírio escondidos em vilarejos convivendo dias e noites com o medo e a repressão. Qualquer desvio, eles eram duramente castigados e torturados, à medida que eram obrigados negar a Cristo e a igreja católica. Com a chegada dos padres, toda a população cristã viam renascer a esperança e a fé, à medida que eram obrigados a se esconder dos senhores feudais que caçavam e torturavam os padres cristãos.

Scorcese souber extrair toda essência de sua obra em seus mínimos detalhes, nos apresentando um roteiro enxuto e bem encaixado. Utilizando todos os seus méritos em suas filmagens, onde podíamos observar umas tomadas aéreas, que podia facilmente se passar como a visão de Deus sobre seus fiéis em diversos planos. O longa foi rodado em algumas partes do Japão onde podíamos observar os cenários e a ambientação de um local mórbido, denso e sem vida. A fotografia estava envolvida em um pano de fundo totalmente morto. Scorcese utilizou suas cenas sem uma trilha sonora principal, onde o próprio silêncio que se destacava, deixando a obra ainda mais impactante.

A forma como um Japão feudal tratava e perseguia o cristianismo era muito forte e doloroso, o que me deixou bastante impactado com cada relato. A maneira como era torturado os cristãos, sendo duramente castigados até a morte, foi algo que me impressionou bastante, de certa forma me deixando até indignado. Uma vez que cada um tem o direito de crê e seguir a religião que quiser, mas que naquela época e naquele país, era visto como uma afronta. Podemos claramente observar algumas referências a Judas, Pedro e ao próprio Jesus Cristo, que estava estampado na figura do padre Rodrigues.

Andrew Garfield tem a sua melhor atuação da carreira (sem nenhuma dúvida). É impressionante a interpretação e a entrega de Andrew na pele do padre Rodrigues. Uma atuação fina e muito bem ajustada, onde podemos observar o crescimento de seu personagem em cada cena. Com expressões faciais convincentes e uma dramaticidade incrível, que nos passava a dor e a angústia vivida na pele de uma forma muito verdadeira. Andrew Garfield amadureceu bastante desde o filme do Homem Aranha, se colocando em um novo patamar em Hollywood, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar nesse ano pela sua bela atuação em Até o Último Homem. Porém, eu achei a atuação e o trabalho de Andrew em Silêncio muito mais forte e muito mais notável, pra mim, caberia fácil uma indicação a Melhor Ator (mas ele já estava indicado por Até o Último Homem). Foi como eu já destaquei - Andrew Garfield teve a sua melhor atuação da carreira e, com certeza ele entra na lista daqueles atores que ainda vai levar a estatueta pra casa, isso é só questão de tempo (ele já é um belo ator).

Adam Driver teve uma atuação mais mediana como o padre Francisco Garupe, assim como Liam Neeson, que também não fez grande diferença, porém, no que os dois personagens se propunha, eles conseguiram completar bem.

O mestre Scorcese nos entrega mais uma de suas obras marcantes. Um longa que divide opiniões, na medida do que cada um vai buscar no filme. É um tema bastante forte sobre a igreja católica e abrange diretamente a fé dos cristãos. Típico filme que atrairá uns e desagradará outros - Eu particularmente considero um ótimo filme!!!
Germano F.
Germano F.

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de setembro de 2017
Show. Sensacional.Andrew Garfield inesquecível. Dizem que até hoje alguns japisenes tem aquela imagem da época que precisavam ser pisadas. A linguística que foi o ponto frágil do filme. Uma salada que incluiu japoneses falando bem ingles e portugueses falando também o inglês. Isso não tira o mérito de Scorsese.
raphaelssouza
raphaelssouza

89 seguidores 136 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de setembro de 2017
Jesus: Eu vim para este mundo compartilhar da dor dos homens. Os filmes sobre religião estão mais sombrio e de novo Andrew num filme religioso e se saindo melhor do q esperado.
Anderson  G.
Anderson G.

1.372 seguidores 409 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2017
No auge de seus 74 anos Martin Scorsese volta a um tema já tocando antes em sua filmografia, a fé, com um sonho de ser padre quando menino, Scorsese domina o assunto e encanta o coração de todos os enchendo de empatia, sendo eles religiosos, ou não (como é o meu caso), mas é impossível não ficar tocado com a narrativa de Scorsese que se baseia num acontecimento verídico. "Silence" o novo filme de Scorsese que é um dos melhores filmes do ano narrativamente e tecnicamente, foi injustamente ignorado dos festivais mas mesmo assim, não deixa de ser um grande filme. O roteiro que segue de uma maneira linear, e mesmo podendo acompanhar diversos pontos de vista, se foca em um único personagem, centrado em uma introdução, um inicio, meio e final muito bem definido em seus atos o filme é completo e mesmo com quase 3 horas, o ritmo não cai nem por um minuto. Temos a historia aqui de dois padres que se colocam a disposição para obter mais informações sobre um padre que aparentemente renunciou a fé, só que essa missão é num japão a onde o catolicismo foi bandido e qualquer referencia do mesmo é torturada, psicologicamente e fisicamente. O nome do filme ser "Silence" não é por acaso, a palavra silencio é repetida diversas vezes no filme, o que denoda um paralelo perfeito com o próprio catolicismo no japão, a onde á fé tinha que ser exposta em silencio, a onde os católicos e jesuítas foram silenciados e sofreram em silencio, creram em silencio, tiveram esperanças em silencio, e continuaram com a sua fé da maneira mais silenciosa possível, embora fique comercialmente estranho, Scorsese foi preciso e metafórico seu titulo que acompanha toda a trama do longa. O primeiro recurso técnico que salta os olhos de primeira é a fotografia do filme, ela é linda, parece viva, repassa esperança e ao mesmo tempo que passa frustração, sempre iluminando e enriquecendo os detalhes de outros conjuntos que estão muito bem também, como a direção de arte, maquiagem e figurino, não é a toa que a fotografia foi a unica coisa lembrada de "silence" no óscar, o filme também conta com ótimas mixagem e edição de som, e uma montagem que auxilia o roteiro a deixar um filme longo parecer curto e não enjoar o telespectador, mesmo que as vezes fique repetitivo. Andrew Garfield está ótimo, e é o grande destaque em termos de atuação, seu parceiro Adam Driver também está ótimo, mesmo aparecendo pouco, e o que menos aparece é Liam Neeson, mesmo assim, o ator tem um presença de tela gigante e é impossível não ficar fascinado com seu personagem ,Tadanobu Asano, que faz um personagem que serve como interprete, também manda muito bem, sua atuação faz o telespectador ficar com um pé atras sempre em relação ao ser personagem. Martin Scorsese, mostra que sabe fazer qualquer tipo de filme, mesmo já trabalhando com filmes parecidos, o vovô merecia mais um Oscar antes ainda de terminar sua carreira, infelizmente não foi dessa vez, a onde seu filme foi injustamente ignorado, apesar de ser um ótimo longa.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa