Silêncio
Média
4,1
334 notas

30 Críticas do usuário

5
2 críticas
4
21 críticas
3
4 críticas
2
2 críticas
1
0 crítica
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2017
Silêncio ( concorrente ao Oscar) - Nossa esse filme foi um dos melhores do ano até agora, merece muito estar entre os indicados ao Oscar, pois conta uma grande história de um padre cristão nas épocas de mil e seiscentos no Japão onde os inquisidores budistas matavam todos que não seguiam a sua religião, Esse é um filme muito forte com cenas que nos fazem sofrer junto com os personagens, mais um grande filme do diretor Martin scorcese
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2017
Assim como um projeto que é muito próximo de seu coração (Gangues de Nova York), a adaptação de Silêncio, livro escrito por Shusaku Endo, foi um dos projetos que Martin Scorsese mais sonhou em trazer para a grande tela. O livro se passa no Japão do século XVI, quando a religião católica foi proibida dentro do território japonês, e aqueles que ainda teimavam em praticá-la eram perseguidos pelos inquisidores do país.

A história está centrada na figura de dois jovens missionários portugueses – os padres Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) – que partem rumo ao Japão para descobrir o paradeiro de um dos seus mentores, Cristóvão Ferreira (Liam Neeson). Ferreira e Garupe tomam essa decisão pois não acreditam que aquele que mais os motivaram na prática da fé cristã tenha apostatado (renegado a fé em Deus e em tudo aquilo que Jesus Cristo representa).

Desta maneira, Silêncio é a jornada (clandestina) destes dois jovens, em meio a um Japão perdido e que encontra na repressão à fé cristã uma maneira de manter seu país livre das influências externas e mais fiel à sua cultura e tradição. Neste sentido, as presenças de Rodrigues e Garupe significam a resistência de uma instituição milenar e a oportunidade de oferecer conforto àqueles que ainda creem na fé cristã.

A maior força de Silêncio encontra-se na maneira sutil pela qual Scorsese retrata o dilema moral que aflige Sebastião Rodrigues. Confrontado com o sofrimento e o sacrifício que seus fiéis enfrentam, na medida em que são perseguidos, o que mais aflige o jovem padre é o silêncio de Deus diante daquelas situações e diante das inúmeras preces que ele faz, pedindo orientações, auxílio, uma luz diante de tanta sombra e escuridão. Do alto de sua juventude, no entanto, e aqui está a beleza da trajetória de autodescoberta e amadurecimento vivida pela personagem, está o aprendizado de que o silêncio, sim, para aqueles que sabem usá-lo e interpretá-lo, é uma prece, uma resposta, um auxílio, uma luz, é amor.

Dirigido com maestria por Martin Scorsese, em meio às paisagens de países orientais como o Taiwan, Silêncio é uma obra que nos ensina muito sobre fé, sobre orgulho, sobre disciplina, sobre traição, sobre perdão, sobre sermos fortes (mesmo diante dos momentos de maior fraqueza) e sobre aprender que, às vezes, sucumbir não é ruim – e sim, uma maneira de salvação. Uma pena que o filme não tenha recebido o reconhecimento que merecia. Mas, com certeza, será uma obra que reverberará por muito tempo.
Bruno Maschi
Bruno Maschi

444 seguidores 215 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de janeiro de 2017
Um drama para poucos. Muito poderoso e excelente nas partes técnicas. Andrew Garfiel está grandioso! O ritmo encomoda e poderia ter 30 minutos a menos!
raphaelssouza
raphaelssouza

86 seguidores 136 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de setembro de 2017
Jesus: Eu vim para este mundo compartilhar da dor dos homens. Os filmes sobre religião estão mais sombrio e de novo Andrew num filme religioso e se saindo melhor do q esperado.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de outubro de 2017
Um país contra o Cristianismo
Silêncio (em inglês: Silence

Mais uma grande obra do gênio Martin Scorcese, escrito por Jay Cocks, com base no romance Chinmoku do autor japonês Shusaku Endō. Scorcese retorna novamente com um filme sobre religião, os outros foram A Última Tentação de Cristo (1988) e Kundun (1997).

Silêncio trata de um assunto bastante delicado, que é a religião e a fé. O longa se passa no século XVI, mais precisamente no ano de 1640, e conta a trajetória de dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), que partem para o Japão na busca de seu mentor Cristóvão Ferreira (Liam Neeson).

O longa de Scorcese mergulha no Japão em uma época em que o cristianismo estava totalmente abolido e a caça pelos cristãos era muito dura. Um país inteiro que se voltava contra a igreja católica e se propunha em suas próprias leis e crenças, onde tinham sua própria religião, o Budismo, e forçavam toda população a seguir tais conceitos. O filme abrange a dura realidade dos cristãos que viviam em um martírio escondidos em vilarejos convivendo dias e noites com o medo e a repressão. Qualquer desvio, eles eram duramente castigados e torturados, à medida que eram obrigados negar a Cristo e a igreja católica. Com a chegada dos padres, toda a população cristã viam renascer a esperança e a fé, à medida que eram obrigados a se esconder dos senhores feudais que caçavam e torturavam os padres cristãos.

Scorcese souber extrair toda essência de sua obra em seus mínimos detalhes, nos apresentando um roteiro enxuto e bem encaixado. Utilizando todos os seus méritos em suas filmagens, onde podíamos observar umas tomadas aéreas, que podia facilmente se passar como a visão de Deus sobre seus fiéis em diversos planos. O longa foi rodado em algumas partes do Japão onde podíamos observar os cenários e a ambientação de um local mórbido, denso e sem vida. A fotografia estava envolvida em um pano de fundo totalmente morto. Scorcese utilizou suas cenas sem uma trilha sonora principal, onde o próprio silêncio que se destacava, deixando a obra ainda mais impactante.

A forma como um Japão feudal tratava e perseguia o cristianismo era muito forte e doloroso, o que me deixou bastante impactado com cada relato. A maneira como era torturado os cristãos, sendo duramente castigados até a morte, foi algo que me impressionou bastante, de certa forma me deixando até indignado. Uma vez que cada um tem o direito de crê e seguir a religião que quiser, mas que naquela época e naquele país, era visto como uma afronta. Podemos claramente observar algumas referências a Judas, Pedro e ao próprio Jesus Cristo, que estava estampado na figura do padre Rodrigues.

Andrew Garfield tem a sua melhor atuação da carreira (sem nenhuma dúvida). É impressionante a interpretação e a entrega de Andrew na pele do padre Rodrigues. Uma atuação fina e muito bem ajustada, onde podemos observar o crescimento de seu personagem em cada cena. Com expressões faciais convincentes e uma dramaticidade incrível, que nos passava a dor e a angústia vivida na pele de uma forma muito verdadeira. Andrew Garfield amadureceu bastante desde o filme do Homem Aranha, se colocando em um novo patamar em Hollywood, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar nesse ano pela sua bela atuação em Até o Último Homem. Porém, eu achei a atuação e o trabalho de Andrew em Silêncio muito mais forte e muito mais notável, pra mim, caberia fácil uma indicação a Melhor Ator (mas ele já estava indicado por Até o Último Homem). Foi como eu já destaquei - Andrew Garfield teve a sua melhor atuação da carreira e, com certeza ele entra na lista daqueles atores que ainda vai levar a estatueta pra casa, isso é só questão de tempo (ele já é um belo ator).

Adam Driver teve uma atuação mais mediana como o padre Francisco Garupe, assim como Liam Neeson, que também não fez grande diferença, porém, no que os dois personagens se propunha, eles conseguiram completar bem.

O mestre Scorcese nos entrega mais uma de suas obras marcantes. Um longa que divide opiniões, na medida do que cada um vai buscar no filme. É um tema bastante forte sobre a igreja católica e abrange diretamente a fé dos cristãos. Típico filme que atrairá uns e desagradará outros - Eu particularmente considero um ótimo filme!!!
Sidney  M.
Sidney M.

29.816 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de abril de 2017
Assim como a maioria dos filmes religiosos, Silencio vai gerar polemica, entretanto a história levanta pontos muito interessantes, seja você religioso ou não. A direção é muito boa, estica um pouco, mas não me senti tão cansado durante as quase três horas. É um filme difícil, amargo, e nada otimista, mas muito interessante. Nota 7,5
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de setembro de 2019
Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam ao Japão para buscar evidências do paradeiro de Ferreira (Liam Neeson), também padre e responsável pela formação teológica dos dois jovens. A busca enfrenta complicações devido ao fato de que o cristianismo foi banido do país oriental e seus fiéis são motivos de perseguição brutal. Os aprendizados e o sentimento de perseverança acompanharão os dedicados padres na difícil tarefa almejada por eles.

Empurrado e retirado da gaveta por diversas vezes, o longa SILÊNCIO trilhou um árduo caminho até que Martin Scorsese, enfim, conseguisse colocá-lo nas telas. O filme, cuja temática aborda o cristianismo de maneira minimalista em um período no qual o Japão, sob domínio de um violento inquisidor, não prosseguiu como doutrina. Aqueles que aderem à busca por uma escolha espiritual que possa fazer menção ao catolicismo, ainda que em imagens ou gestos, são forçados ao ritual conhecido como fumiê, cuja apostasia castigava psicologicamente os fiéis.

O teor e temática do filme são não menos que incríveis, principalmente porque o excelente diretor Martin Scorsese trata do assunto de forma imparcial, realçando aquilo que efetivamente precisa ser deliberado em cena. O período no qual se desenvolve a história é marcado por uma intolerância brutal, sempre realçada pelo desprezo dos líderes orientais por uma doutrina que pregava, antes de tudo, o perdão e a tolerância. Há grandes manifestações ideológicas e filosóficas impelidas ao contexto do filme, algumas capazes de causar reflexão acerca da perseverança e da força em uma crença inabalável (religiosa ou não).

O ritmo lento de um filme longo, já que são quase 3h de duração, soam propositais para inserir o espectador na busca incessante de seus protagonistas ante tamanhas dificuldades que vão muito além do idioma e da brutalidade de seus algozes. Garfield e Driver estão brilhantes em seus complicados papéis, que exigem grande apelo emotivo para construir o que é proposto pelo roteiro, tudo alavancado pelo sólida e segura direção de Scorcese que tem em seu grupo um diretor de fotografia simplesmente brilhante.

Independente das acepções de cada pessoa, SILÊNCIO entrega muito mais do que tratar da intolerância religiosa, uma vez que suas concepções filosóficas se ajustam ao indivíduo de acordo com suas capacidades de reflexão sobre, principalmente, respeito e perseverança. Um filme para poucos que fala para muitos. ÓTIMO!
Benedicto Ismael C. Dutra
Benedicto Ismael C. Dutra

92 seguidores 145 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de março de 2017
No século 16, o padre Ferreira, jesuíta, foi ao Japão fazer catequese e divulgar o catolicismo. Mas Ferreira desapareceu sem que se soubesse exatamente o que teria acontecido com ele, então dois outros jesuítas decidem viajar para o Japão para descobrirem o que tinha acontecido com Ferreira.
Uma viajem penosa a uma região estranha, outra língua, outros costumes. Os dois encontram uma comunidade escondida para fugir a perseguição das autoridades que não queriam o ingresso de religião em seu pais. O filme mostra a credulidade de pessoas em confronto com os conflitos íntimos dos padres diante da crueldade e sofrimentos a que eram submetidos os seguidores.
O padre Rodrigues se debatia diante das imposições do Inquisidor e da sensação de estar na posição de mártir. O filme apresenta uma visão figurativa sobre os acontecimentos que levaram Jesus a julgamento, com traições e julgamento marcado pela falta de justiça, no entanto fica longe dos verdadeiros ensinamentos de Jesus e sua missão de restabelecer o saber da naturalidade das leis que regem a vida e a evolução dos seres humanos. Ferreira estava bem vivo e no íntimo havia compreendido que sua crença estava longe de explicar a vida e seu significado espiritual.
Celso M.
Celso M.

346 seguidores 178 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de março de 2017
Sobre martírio e fé, silêncio é perturbador, triste e tenso. É um filme para se apreciar em "silêncio", preferencialmente no conforto de sua casa. Longo, maestoso, perfeitamente dirigido traça a tênue linha entre a fé e a entrega. Não é um filme para todos, pois Martin Scorsese detalhe lentamente o ritmo a ser desenrolado. É uma obra profunda para se lembrar do que a incoerência é capaz de produzir.
Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.
crist_mist
crist_mist

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2018
Um dos filmes da minha vida!
Fui ver o filme com algum receio, já havia lido o livro que é brilhante e adoro o Scorsese. A expectativa era, portanto, muito alta e foi, total e absolutamente correspondida.
Para entenderem melhor o filme, recomendo que espreitem um pouco sobre a História Japão-Portugal,. Poderão apreciar o filme sem o fazer, colocando o foco na essência da mensagem que narra,. acima de tudo, uma profunda crise existencial.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa