Média
4,1
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Típico filme adolescente americano, só que voltado pro lado feminino. Acabei assistindo a série nova antes do filme. Mas não estraga em nada ambos obviamente são a mesma personagem, o filme aborda como algumas profissões tem esteriótipos que sim podem ser cobrados e Elle woods mostrou que as loiras podem brilhar em qualquer profissão que elas quiserem. Vai existir uma gozação ou um cochicho aqui e ali, mais da pra quebrar a barreira.
Legalmente Loira é frequentemente apresentado como uma comédia sobre inteligência, perseverança e quebra de preconceitos. No entanto, por trás da estética colorida e do discurso de empoderamento, existe uma narrativa artificial, ideologicamente conveniente e intelectualmente frágil.
Elle Woods começa o filme como uma jovem fútil, completamente obcecada por aparência, popularidade e aprovação masculina. Sua decisão de ingressar em Harvard não nasce de vocação, amor pelo Direito ou desejo genuíno de crescer. Ela vai para lá porque quer reconquistar o ex-namorado. O roteiro, porém, tenta transformar essa motivação infantil em uma jornada inspiradora.
A primeira grande incoerência está na forma como sua entrada em uma das universidades mais competitivas do mundo é apresentada. O filme quer convencer o público de que determinação e autenticidade bastam para superar qualquer obstáculo. Na prática, reduz anos de preparação acadêmica, disciplina intelectual e formação jurídica a uma montagem engraçada, um vídeo extravagante e algumas cenas de estudo.
A mensagem parece ser que esforço importa, mas somente quando a protagonista já possui beleza, dinheiro, influência social e uma quantidade quase ilimitada de privilégios. Elle não é uma mulher comum lutando contra um sistema injusto. Ela é rica, popular, atraente, bem relacionada e capaz de abandonar tudo para perseguir um namorado em Harvard. Ainda assim, o filme insiste em apresentá-la como vítima estrutural.
O suposto feminismo da obra também é contraditório. O filme afirma que mulheres não devem ser julgadas por sua aparência, mas utiliza a beleza, o figurino e o charme de Elle como elementos centrais de praticamente todas as suas conquistas. Ela vence preconceitos não porque abandona a superficialidade, mas porque prova que é possível ser superficial e, ao mesmo tempo, excepcionalmente competente quando o roteiro exige.
Os homens, por sua vez, são frequentemente reduzidos a estereótipos convenientes. Warner é covarde, elitista e oportunista. O professor Callahan é transformado em predador sexual. Outros personagens masculinos aparecem como arrogantes, inseguros ou incapazes de reconhecer o valor da protagonista. Emory é uma das poucas exceções, justamente porque cumpre o papel do homem gentil, passivo e permanentemente disposto a validar Elle.
O roteiro não constrói um conflito equilibrado entre indivíduos com virtudes e defeitos. Ele organiza os personagens de modo que a protagonista esteja sempre moralmente correta e seus críticos sejam punidos, humilhados ou desmascarados.
A cena do julgamento resume o problema. Elle soluciona o caso graças ao conhecimento sobre cuidados com o cabelo. A sequência tenta demonstrar que saberes tradicionalmente femininos também têm valor. No entanto, a resolução é tão conveniente e simplificada que transforma o processo jurídico em uma caricatura. Direito, investigação criminal, produção de provas e argumentação são substituídos por uma revelação improvisada sobre permanente e banho.
O filme não eleva conhecimentos femininos. Ele rebaixa a profissão jurídica para que a protagonista possa vencê-la sem precisar enfrentar sua real complexidade.
Também existe uma contradição moral evidente na relação de Elle com Warner. Ela passa boa parte da história tentando provar que merece o respeito de um homem que claramente não a valoriza. Quando finalmente supera essa obsessão, o filme trata isso como emancipação. Entretanto, quase toda sua trajetória dependeu da rejeição masculina. Sua transformação não nasce de princípios sólidos, mas de uma tentativa inicial de obter aprovação romântica.
O discurso de empoderamento, portanto, é posterior e oportunista. Primeiro, Elle busca um homem. Depois, quando percebe que pode conquistar mais prestígio sem ele, o roteiro redefine sua ambição como independência feminina.
Visualmente, o filme é colorido, organizado e reconhecível. Reese Witherspoon tem carisma e conduz bem a comédia. Porém, simpatia não é profundidade. A história depende de coincidências, personagens unidimensionais e uma protagonista protegida pelo roteiro.
Legalmente Loira não apresenta uma crítica séria ao preconceito. Apresenta uma fantasia em que todos que duvidam da protagonista estão errados, todos os obstáculos são simplificados e todas as características dela acabam se transformando em vantagens.
Como comédia, é previsível. Como retrato do Direito, é risível. Como história de mérito, é desonesto. Como obra feminista, confunde emancipação com validação constante da protagonista e transforma qualquer crítica a ela em prova de misoginia.
Nota final: 0/10. Uma fantasia de empoderamento construída sobre privilégios ignorados, conflitos artificiais e uma visão caricatural de homens, mulheres e competência profissional.
Elle Woods começa o filme como uma jovem fútil, completamente obcecada por aparência, popularidade e aprovação masculina. Sua decisão de ingressar em Harvard não nasce de vocação, amor pelo Direito ou desejo genuíno de crescer. Ela vai para lá porque quer reconquistar o ex-namorado. O roteiro, porém, tenta transformar essa motivação infantil em uma jornada inspiradora.
A primeira grande incoerência está na forma como sua entrada em uma das universidades mais competitivas do mundo é apresentada. O filme quer convencer o público de que determinação e autenticidade bastam para superar qualquer obstáculo. Na prática, reduz anos de preparação acadêmica, disciplina intelectual e formação jurídica a uma montagem engraçada, um vídeo extravagante e algumas cenas de estudo.
A mensagem parece ser que esforço importa, mas somente quando a protagonista já possui beleza, dinheiro, influência social e uma quantidade quase ilimitada de privilégios. Elle não é uma mulher comum lutando contra um sistema injusto. Ela é rica, popular, atraente, bem relacionada e capaz de abandonar tudo para perseguir um namorado em Harvard. Ainda assim, o filme insiste em apresentá-la como vítima estrutural.
O suposto feminismo da obra também é contraditório. O filme afirma que mulheres não devem ser julgadas por sua aparência, mas utiliza a beleza, o figurino e o charme de Elle como elementos centrais de praticamente todas as suas conquistas. Ela vence preconceitos não porque abandona a superficialidade, mas porque prova que é possível ser superficial e, ao mesmo tempo, excepcionalmente competente quando o roteiro exige.
Os homens, por sua vez, são frequentemente reduzidos a estereótipos convenientes. Warner é covarde, elitista e oportunista. O professor Callahan é transformado em predador sexual. Outros personagens masculinos aparecem como arrogantes, inseguros ou incapazes de reconhecer o valor da protagonista. Emory é uma das poucas exceções, justamente porque cumpre o papel do homem gentil, passivo e permanentemente disposto a validar Elle.
O roteiro não constrói um conflito equilibrado entre indivíduos com virtudes e defeitos. Ele organiza os personagens de modo que a protagonista esteja sempre moralmente correta e seus críticos sejam punidos, humilhados ou desmascarados.
A cena do julgamento resume o problema. Elle soluciona o caso graças ao conhecimento sobre cuidados com o cabelo. A sequência tenta demonstrar que saberes tradicionalmente femininos também têm valor. No entanto, a resolução é tão conveniente e simplificada que transforma o processo jurídico em uma caricatura. Direito, investigação criminal, produção de provas e argumentação são substituídos por uma revelação improvisada sobre permanente e banho.
O filme não eleva conhecimentos femininos. Ele rebaixa a profissão jurídica para que a protagonista possa vencê-la sem precisar enfrentar sua real complexidade.
Também existe uma contradição moral evidente na relação de Elle com Warner. Ela passa boa parte da história tentando provar que merece o respeito de um homem que claramente não a valoriza. Quando finalmente supera essa obsessão, o filme trata isso como emancipação. Entretanto, quase toda sua trajetória dependeu da rejeição masculina. Sua transformação não nasce de princípios sólidos, mas de uma tentativa inicial de obter aprovação romântica.
O discurso de empoderamento, portanto, é posterior e oportunista. Primeiro, Elle busca um homem. Depois, quando percebe que pode conquistar mais prestígio sem ele, o roteiro redefine sua ambição como independência feminina.
Visualmente, o filme é colorido, organizado e reconhecível. Reese Witherspoon tem carisma e conduz bem a comédia. Porém, simpatia não é profundidade. A história depende de coincidências, personagens unidimensionais e uma protagonista protegida pelo roteiro.
Legalmente Loira não apresenta uma crítica séria ao preconceito. Apresenta uma fantasia em que todos que duvidam da protagonista estão errados, todos os obstáculos são simplificados e todas as características dela acabam se transformando em vantagens.
Como comédia, é previsível. Como retrato do Direito, é risível. Como história de mérito, é desonesto. Como obra feminista, confunde emancipação com validação constante da protagonista e transforma qualquer crítica a ela em prova de misoginia.
Nota final: 0/10. Uma fantasia de empoderamento construída sobre privilégios ignorados, conflitos artificiais e uma visão caricatural de homens, mulheres e competência profissional.
Não dava nada por esse filme, mas me surpreendi! Essa história é meio que uma inspiração para mim... É tão satisfatório ver como a Elle percebe que nunca precisou de um homem para ser feliz, como ela consegue entrar em Harvard e como ela estuda tanto para se formar... É daqueles filmes de conforto, super recomendo!
Filme bem besta, diálogos chatos, bem pouco carismático, sem graça, quarenta minutos de filme e não tem nada de interessante.
muito legal, uma mulher subestimada por ser mulher e loira que vc automaticamente torce pelo sucesso
Legalmente loira é um filme que tenta trazer à sua época, da melhor maneira que pode, uma crítica sobre os estereótipos, preconceitos e ideologias machistas que cercam a vida da personagem Ellen.
O filme trás toda a roupagem de um clichê de como a visão hollywoodiana representava as pessoas na época.
Temos o grupo do colegial de moças padrão ( altas, magras e loiras) e caras atletas que pegam todas e são "filhinhos de papai". Já no segundo tempo em que o filme se passa em Havard vemos pessoas "sem nenhum senso de moda", que querem se exibir com seus diplomas e serem os "espertos".
Nos dois cenários a personagem Ellen Wood vai se destacar, primeiro com a iniciativa de entrar no curso mais difícil da universidade mais concorrida e depois por mostrar que pode sim ser inteligente e brilhante independente da roupa que está usando ou da cor de seu cabelo, tudo de forma leve mas incomoda o suficiente para fazer o espectador refletir.
O filme irá retratar auto-descoberta, superação, assédio e quebra de estereótipos. Apesar de ter alguns pontos problemáticos, para a época é surpreendente. Recomendo.
O filme trás toda a roupagem de um clichê de como a visão hollywoodiana representava as pessoas na época.
Temos o grupo do colegial de moças padrão ( altas, magras e loiras) e caras atletas que pegam todas e são "filhinhos de papai". Já no segundo tempo em que o filme se passa em Havard vemos pessoas "sem nenhum senso de moda", que querem se exibir com seus diplomas e serem os "espertos".
Nos dois cenários a personagem Ellen Wood vai se destacar, primeiro com a iniciativa de entrar no curso mais difícil da universidade mais concorrida e depois por mostrar que pode sim ser inteligente e brilhante independente da roupa que está usando ou da cor de seu cabelo, tudo de forma leve mas incomoda o suficiente para fazer o espectador refletir.
O filme irá retratar auto-descoberta, superação, assédio e quebra de estereótipos. Apesar de ter alguns pontos problemáticos, para a época é surpreendente. Recomendo.
Eu amo esse filme. Toda mulher deveria assistir e se inspirar. Eu amo como fica escancarado como os esteriótipos podem criar uma imagem totalmente diferente do que q pessoa realmente é
Uma boa comédia que mostra a transformação de uma garota fútil em uma pessoa melhor, sensível e capaz de se preocupar com os outros. A trama é leve e envolvente, porque a personagem de Reese é carismática e sem maldades. Bom divertimento!
filme muito bom! recomendo! no começo parece ser aquele cliche de patricinhas mas depois o filme da uma reviravolta incrível1 superrr recomendooooo! ameii!
Legalmente Loira é aquele típico filme que se você não assistir, não vai estar perdendo nada. Mas se você assistir, não vai estar ganhando nada também. O primeiro grande trabalho de Reese, e ela está muito bem, carismática e envolvente. Surpreendentemente, você se importa com a sua tosca personagem. Enfim, um filme descartável, porém inofensivo que até pode garantir um entretenimento razoável.
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