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Wellingta M
938 seguidores
257 críticas
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5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Abril Despedaçado é para mim um dos clássicos do nosso mais recente cinema nacional. Um filme triste, denso, profundo que nos transporta à tragédia de uma família marcada para morrer e a questionar se o destino de fato, existe ou não. Belo trabalho de Walter Salles, um de nossos melhores cineastas. também destaco o trabalho de Santoro, muito bom ( não precisava ter ido para Hollywood) e do menino Ravi Ramos Lacerda. Como curiosidade, esse foi o primeiro filme que vi de Wagner Moura e um dos primeiros de sua carreira cinematográfica. Recomendo.
Esse é um dos melhores filmes brasileiros que eu ja vi. Esperava que fosse bom, mas é melhor do que eu imaginava. Super bem produzido. Este filme serve também para ilustrar um pouco sobre os problemas latifundiários do Brasil que repercutem até hoje. É claro que o filme toma uma tangente para os particularismos, contudo mostra a que ponto pode chegar duas famílias economicamente distintas por causa de terras. O que o Brasil precisa até hoje e urgente é a reforma agrária.Essa é um dos problemas básicos do Brasil. O problema é que existem ainda "coronéis" no Brasil e o MST é muito mal visto. Mas...enfim, Abril Despedaçado é um filme completamente estupendo em todos os quesitos.
...A obra construída pelo diretor Walter Salles é um poema delirante de imagens e significações habilmente tecidas em inúmeras cenas, entretanto, dois momentos são extremamente emblemáticos e se entrelaçam: quando Tonho abandona a sua casa e se depara com duas estradas; um é o caminho que leva para a fazenda da família rival (a continuidade da tradição) e o outro é o caminho que leva direto ao mar, mas o personagem necessita atravessar e enfrentar a infecundidade do sertão para alcançar toda a magnitude do mar e saciar a sua sede na abundância dessas águas. Abril Despedaçado narra a rivalidade perpétua entre duas famílias, em uma região erma do nordeste brasileiro, onde a disputa pela terra justifica assassinatos cíclicos. Neste filme, Walter Salles se utiliza da figura simbólica do deserto para expressar um fenômeno universal na espécie humana: a cultura (tradição).
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