Bugonia
Média
3,6
159 notas

33 Críticas do usuário

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Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2026
Bugonia é muito legal. Ver um filme de Yorgos Lanthimos é sempre uma experiência fora da caixa. Aqui, a história parte de uma premissa absurda: dois conspiracionistas sequestram a CEO de uma empresa, convencidos de que ela é uma alienígena. Vendo assim, parece que será uma crítica aos crescentes movimentos conspiracionistas e negacionistas, mas não é tão clichê e bobo assim. Pelo contrário: quem vai com esse pensamento raso acaba sendo o verdadeiro alvo da piada.

É um filme muito bem conduzido, que brinca com a linearidade do absurdo, com um humor aguçado e ousado, além de ótimas situações envolvendo todos os seus personagens. E o final, que pode decepcionar alguns, eu adorei. O filme não é perfeito, mas é um dos meus favoritos do ano. 8/10
Ricardo L.
Ricardo L.

63.295 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2026
Yorgus dirige esse filme indicado ao Oscar de melhor filme, ainda consegue trazer a estranheza como principal ponto, atinge boas ideias, mas não consegue chegar onde queria, assim como conseguiu na obra prima Pobres criaturas. Emma Stone novamente está brilhante.
Incríveis Dorameiras
Incríveis Dorameiras

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2026
Filme sensacional.
Trama envolvente, enredo bem desenvolvido. Te prende do início ao fim.
Não sabe se o cara é um maluco esquizofrênico ou se ele realmente falava a verdade.
Vanessa Ferreira
Vanessa Ferreira

6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2026
Filme bom, mas tem que ter uma mente aberta tipo, entendedores entenderão… e é sobre isso né? ………..
Caio "Vasco"
Caio "Vasco"

7 seguidores 138 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de janeiro de 2026
Filme muito intenso, até a reta final você vê mais um drama e tensão com alguns toques de humor, mas os atores atuam muito bem, seja o sequestrador lunático por teorias da conspiração, seja a CEO Emma Stone como a sequestrada, ambos entregam muito em seus respectivos papéis, filme é tenso, é sem sentido algumas vezes.

O que fecha com chave de ouro esse filme é o plot twist final que realmente o sequestrador estava certo e a mulher era uma rainha alienígina pronta pra destruir a humanidade, isso aqui me pegou muito de surpresa e eu adorei, raro você vê um bom plot twist nada previsível nos cinemas, muito raro.
Antowan
Antowan

18 seguidores 185 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de janeiro de 2026
Filme doido da poha
Historia da teoria da conspiração que se mostra ser realidade dentro do filme kkkk
Meio tosco mas valeu o tempo gasto assistindo.
Fábio R.
Fábio R.

23 seguidores 86 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de janeiro de 2026
A equipe do filme soube desenvolver bem o tema teoria da conspiração, mostrando as loucuras que alguém pode fazer pra provar suas teorias. spoiler: Mas no final se vê que nem era teoria da conspiração e que o vilão na verdade era o herói que poderia salvar a humanidade
.
#BRUNO #
#BRUNO #

6 seguidores 357 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de janeiro de 2026
Esse filme é doido.... precisa ter a mente aberta pra tentar entender!!!


Bugonia é um filme que já nasce estranho — e isso é um elogio. Dirigido por Yorgos Lanthimos, o longa segue a linha autoral que o cineasta vem lapidando desde O Lagosta e O Sacrifício do Cervo Sagrado: uma mistura desconfortável de absurdo, crítica social e humor frio, quase cruel.
João Marcelo-RJ
João Marcelo-RJ

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de janeiro de 2026
QUANDO O CONTATO ALIENÍGENA É APENAS UM ESPELHO DA HUMANIDADE

Há filmes de ficção científica que falam sobre invasões.
Outros, sobre tecnologia.
Existe a sua primeira versão.
Outros, que misturam tudo...
Já vi de tudo sobre tudo!!
Mas, agora que acabei de assistir Bugonia, posso dizer que ele escolhe um caminho um pouco mais incômodo: Ele usa alienígenas para falar exclusivamente sobre nós.
Esse filme dirigido por Yorgos Lanthimos, não é um filme de respostas fáceis para quem não entende do assunto, nem achei que foi um filme de entretenimento confortável.
É uma experiência que provoca um estranhamento desde os primeiros minutos e termina deixando o espectador em silêncio... Pelo menos eu senti isso!!!
Mas não por confusão, mas sim por reconhecimento.

Logo de início, já notei que tratava se de uma ficção científica sem pressa de agradar, já que fica claro que Bugonia não segue a estrutura tradicional do gênero.
Não há explicações didáticas, cientistas em quadros brancos ou discursos salvadores da terra e da humanidade.
De cara, notei que o roteiro prefere o desconforto, a repetição e a observação fria do comportamento humano. Impressionante!
O filme acompanha personagens comuns inseridos em situações progressivamente absurdas, mas sempre tratadas com uma naturalidade inquietante.
O que poderia ser surreal se torna cotidiano e normal. E esse é um dos maiores méritos do filme: mostrar o absurdo já presente na normalidade.

Achei que Emma Stone entregou uma de suas atuações mais interessantes de sua carreira: Menos heroína, mais humanidade.
E justamente por recusar o heroísmo a sua personagem não é especial, escolhida ou iluminada.
Ela erra, hesita, reage mal e demonstra empatia apenas quando é tarde demais.
E percebi que isso foi intencional.
Em vez de representar “o melhor da humanidade”, ela representa o humano médio: contraditório, emocionalmente instável, racional apenas quando convém.
Quem prestou atenção aos detalhes, deve ter observado que sua presença no filme funciona como um espelho desconfortável para o espectador.

Os andromedanos de Bugonia são alienígenas que não querem conquistar: Querem avaliar.
São tudo, menos ameaçadores no sentido clássico em comparação com outras produções. Eles não invadem, não destroem cidades, não exigem submissão. Apenas observam.
E essa observação é o verdadeiro terror do filme!
Ao invés de julgarem nossa tecnologia ou poder militar, eles analisam nossa capacidade emocional, nossa relação com a própria criação e nossa incapacidade de lidar com consequências a longo prazo.
E a mensagem é clara: a humanidade já tem ferramentas para se destruir!
Falta apenas maturidade para não fazê-lo.

Quero destacar, que o momento que merece mais percepção e inteligência do filme é, sem dúvida, a cena final, spoiler: quando a personagem de Emma Stone entra na nave alienígena e a comunicação acontece em uma
linguagem incompreensível ao espectador.
Não pense que essa escolha é um erro narrativo ou falha de tradução. Ela é uma declaração estética no filme.
Percebi, ao longo da cena, que o Diretor parece dizer que certas ideias não cabem em simples palavras humanas.
Que o diálogo não precisa ser entendido literalmente, porque ele acontece em um nível conceitual e emocional.
O espectador não é convidado a compreender, mas a sentir.
E o sentimento que tive, foi de julgamento suspenso.
Mesmo sem entender seu dialeto, percebi que os andromedanos comunicam algo entre eles como:
“Eles acreditam que controlam a tecnologia, mas já permitiram que ela molde seus desejos, seus medos e suas guerras.”
É uma crítica direta a:
- Redes sociais
- IA sem ética
- Culto à eficiência sem propósito

É um filme sobre tecnologia, mas não sobre máquinas. E apesar do pano de fundo sci-fi, Bugonia fala pouco sobre alienígenas e muito sobre:
- Dependência tecnológica
- Automatização de decisões humanas
- Terceirização da responsabilidade moral
Mas a crítica sobre essas coisas, não é à tecnologia em si, mas à nossa disposição em usá-la como substituta de nossa consciência.
Perceba que o filme sugere que o verdadeiro colapso não virá de uma guerra ou invasão, mas da normalização do vazio, da eficiência sem ética e da ausência de um propósito coletivo.

Visualmente, Bugonia tem uma estética fria, som inquietante e silêncio como narrativa! Ele aposta em enquadramentos rígidos, cores dessaturadas e uma câmera que observa mais do que participa.
O som é econômico, muitas vezes substituído por silêncios longos que amplificam o tal desconforto.
Não há trilha emocional guiando o espectador. O filme se recusa a dizer o que você deve sentir. Mas você sente de tudo um pouco!

Bugonia não quer ser amado: Quer ser lembrado!
Infelizmente, este não é um filme para todos os públicos, e tampouco parece querer ser.
Ele exige paciência, disposição para o estranhamento e, principalmente, abertura para o desconforto.
Quem busca entretenimento direto pode sair frustrado ao final.
Quem aceita o convite à reflexão sai inquieto, e talvez um pouco transformado.
Bugonia não pergunta se estamos prontos para o contato alienígena.
Pergunta se estamos prontos para olhar para nós mesmos sem ilusões.
spoiler: E a nave não vai embora como vitória ou derrota. Ela vai embora como:

- Adiamento do julgamento
- Última chance
- Aviso silencioso

E aí, o filme termina deixando claro:
O verdadeiro perigo nunca foram os alienígenas!
Sempre fomos nós mesmos.

E essa, talvez seja a ficção científica mais honesta que o cinema pode nos oferecer hoje.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 897 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de janeiro de 2026
Bugonia é um filme de ficção científica que contou com a direção de Yorgos Lanthimos e roteiro de Will Tracy. Na trama, acompanhamos 2 homens conspiracionistas Ted (Jesse Plemons) e o seu primo Don (Aidan Delbis), que estão obcecados e acreditam que Fuller (Emma Stones) a dona de uma grande empresa seja uma alienígena e estava com planos para destruir a Terra. Assim, Ted e Dan sequestram Fuller tentando salvar o nosso planeta. O filme é uma refilmagem (com roteiro livre) do filme sul-coreano : Save the Green Planet! Aqui Yorgos deixa a sua marca registrada, que é o seu cinismo ao olhar para as pessoas e a sociedade no geral. O título do filme dá pistas sobre a ideia de que uma espécie pode ser gerada a partir da morte da outra. Isso dá gatilho aos personagens Ted e Dan. Podemos dizer que esse é o filme mais comercial de Yorgos, pois é o mais “fácil” de digerir. Os diálogos carregam um humor ácido e o frame de contagem para o eclipse também (terra plana), tudo para deixar os 2 homens com a ideia de idiotas. Em termos de interpretação, Stone se destaca e deve ser indicada a melhor atriz (o filme em si deve ser lembrado em outras categorias). Delbis também teve o seu destaque, pois entre ele e Ted, era o mais lúcido dentro de suas condições ( o ator é autista na vida real, o que deixou sua interpretação ainda mais real). Trilha sonora balanceada e agradável para elevar as cenas de suspense e de virada no filme. Por falar em virada, o início do terceiro ato é rápido, pois é bastante impactante e dita o ritmo do final do filme de uma forma muito gostosa. A narrativa vai se adequando a um terro sanguinário e com uma dualidade boa no terceiro ato. Lógico que Yorgos não deixou de fazer suas critica sociais ao explorar o sofrimento de um indivíduo da classe trabalhadora, que foi vencido pelo sistema ao ver sua mãe doente e sua chefe enriquecendo cada vez mais.
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