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Ricardo L.
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3.245 críticas
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3,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2026
Yorgus dirige esse filme indicado ao Oscar de melhor filme, ainda consegue trazer a estranheza como principal ponto, atinge boas ideias, mas não consegue chegar onde queria, assim como conseguiu na obra prima Pobres criaturas. Emma Stone novamente está brilhante.
Muitos se surpreenderam com esse filme..., porém quando vi quem era o diretor, imaginei um final bem parecido, quem conhece Yorgos Lanthimos sabe exatamente do que estou falando. Apesar do filme ser um remake (fiquei sabendo depois assisti), conhece todo o potencial do diretor. Mais uma grande atuação de Emma Stone.
spoiler: Michele estava testando (e por isso o paralelo das abelhas operárias) um medicamento com o objetivo de reduzir e controlar os impulsos mais violentos e destrutivos do ser humano enquanto Teddy justifica sua tortura por um bem comum.
spoiler: Bugonia faz uma reflexão recheada de simbolismos sobre a desumanização os medos do mundo de hoje. O filme mostra como pessoas comuns, ao enxergarem o outro como um inimigo, passam a achar normal a violência, confundindo paranoia com justiça. No fim, o verdadeiro horror não é o alienígena, mas quando a certeza cega toma o lugar da empatia e das regras do convívio social.
Exótico, diferente e até bizarro. Características marcantes desse diretor. Acaba sendo curioso e interessante, a medida que vai passando. Não podemos dizer que falta originalidade, pois essa é a parte fundamental, sem falar no inesperado plot twist.
Bugonia é muito legal. Ver um filme de Yorgos Lanthimos é sempre uma experiência fora da caixa. Aqui, a história parte de uma premissa absurda: dois conspiracionistas sequestram a CEO de uma empresa, convencidos de que ela é uma alienígena. Vendo assim, parece que será uma crítica aos crescentes movimentos conspiracionistas e negacionistas, mas não é tão clichê e bobo assim. Pelo contrário: quem vai com esse pensamento raso acaba sendo o verdadeiro alvo da piada.
É um filme muito bem conduzido, que brinca com a linearidade do absurdo, com um humor aguçado e ousado, além de ótimas situações envolvendo todos os seus personagens. E o final, que pode decepcionar alguns, eu adorei. O filme não é perfeito, mas é um dos meus favoritos do ano. 8/10
Sendo este o décimo filme de Yorgos Lanthimos, ele devia antecipar que as pessoas que acompanham seu trabalho esperariam que o que é revelado nos momentos finais do filme realmente fosse verdade, por mais absurdo que pareça. E assim, ele poderia pensar em como surpreender até essa parte do público.
Mas por mim, sem problemas. O melhor que conhecemos dele está muito presente aqui: é estranho, é desconfortável, é inquietante. E com seu estilo de filmagem único e belo.
Bugonia vem nos fazer duvidar da nossa sanidade, como se não bastassem todas as pulgas atrás da orelha que já temos.
Muito bom filme. Qualquer crítica aprofundada aqui pode estragar a experiência de quem for assistir, então não vou me prolongar.
Bugonia é um filme que conversa com um tema muito atual, o negacionismo e as teorias conspiracionistas. Muitos filmes têm abordado essa temática, mas Bugonia faz isso com muito bem. O clima tenso está presente o tempo todo. Não tem nada de comédia aqui, pelo contrário, é um belo suspense com traços de sci-fi.
Não dá pra falar muito mais, porque qualquer detalhe além disso pode comprometer a experiência. Recomendo muito.
Sobre as atuações, Emma Stone está mais uma vez insana. Que atriz! Visceral! Jesse Plemons também entrega uma performance com a qualidade e solidez de sempre. Para os saudosistas, bom rever a Alicia Silverstone.
A parte final encerra com muita competência uma obra que tenta pregar peças no imaginário do espectador e, por vezes, consegue com maestria.
Bugonia é Yorgos Lanthimos em sua versão mais ácida e, ao mesmo tempo, mais contida. A adaptação de Save the Green Planet! abraça o absurdo e o humor satírico, mas aposta em um roteiro surpreendentemente didático, deixando menos espaço para o subtexto que costuma marcar o diretor.
Mesmo assim, a tensão funciona, o comentário social é atual e o duelo entre os personagens sustenta o filme do início ao fim. Emma Stone está ótima, como sempre, mas é Jesse Plemons quem realmente rouba a cena, entregando uma das atuações mais afiadas da carreira.
O final, claro, é puro Lanthimos: desconfortável, engraçado e incisivo. Bugonia pode não ser o mais profundo do diretor, mas certamente é um dos mais divertidos e venenosos.
"Bugonia" reforça a assinatura peculiar do diretor Yorgos Lanthimos, enquanto oferece uma experiência um pouco mais acessível em comparação com suas obras anteriores. A natureza bizarra e as surpresas inesperadas persistem, criando um ambiente intrigante. O roteiro escrito por Will Tracy se destaca por unir elementos clássicos de um thriller de sequestro, utilizando uma estrutura que mantém um ritmo ágil e a tensão em crescente ascensão, atraindo o espectador para um envolvimento constante.
As atuações de Emma Stone e Jesse Plemons são, sem dúvida, o grande destaque do filme. A química entre os dois atores proporciona um duelo psicológico dinâmico que dá vida ao enredo. Plemons apresenta um captor cujo estado de paranoia é ao mesmo tempo assustador e tragicômico, oferecendo uma perspectiva humana sobre a loucura que permeia seu personagem. Stone brilha como uma executiva astuta e implacável, que, mesmo em sua vulnerabilidade, busca manipular seus sequestradores, explorando a complexidade de sua personagem com maestria.
A sátira social que o filme propõe é feroz e provocadora, funcionando quase como um espelho que reflete as inquietações e dores do século XXI. O longa aborda de forma incisiva temas como o negacionismo, a cultura das teorias da conspiração e a desconfiança nas instituições, revelando os desafios enfrentados pela classe trabalhadora sob o sistema capitalista. Essa crítica social é um dos pontos mais elogiados, pois transmite uma mensagem relevante que ressoa com o público contemporâneo.
Em certos momentos, o Yorgos se apoia em caricaturas exageradas e em um sentimento de superioridade intelectual. Essa abordagem pode levar a uma superficialidade na exploração dos personagens, impedindo que o compreenda verdadeiramente as nuances da loucura que eles vivenciam. A sensação de que algumas dimensões dos personagens não são totalmente exploradas pode deixar uma impressão de que o filme não se aprofunda como poderia.
A equipe do filme soube desenvolver bem o tema teoria da conspiração, mostrando as loucuras que alguém pode fazer pra provar suas teorias. spoiler: Mas no final se vê que nem era teoria da conspiração e que o vilão na verdade era o herói que poderia salvar a humanidade .
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