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Ricardo L.
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3.227 críticas
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3,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2026
Yorgus dirige esse filme indicado ao Oscar de melhor filme, ainda consegue trazer a estranheza como principal ponto, atinge boas ideias, mas não consegue chegar onde queria, assim como conseguiu na obra prima Pobres criaturas. Emma Stone novamente está brilhante.
Muitos se surpreenderam com esse filme..., porém quando vi quem era o diretor, imaginei um final bem parecido, quem conhece Yorgos Lanthimos sabe exatamente do que estou falando. Apesar do filme ser um remake (fiquei sabendo depois assisti), conhece todo o potencial do diretor. Mais uma grande atuação de Emma Stone.
spoiler: Michele estava testando (e por isso o paralelo das abelhas operárias) um medicamento com o objetivo de reduzir e controlar os impulsos mais violentos e destrutivos do ser humano enquanto Teddy justifica sua tortura por um bem comum.
spoiler: Bugonia faz uma reflexão recheada de simbolismos sobre a desumanização os medos do mundo de hoje. O filme mostra como pessoas comuns, ao enxergarem o outro como um inimigo, passam a achar normal a violência, confundindo paranoia com justiça. No fim, o verdadeiro horror não é o alienígena, mas quando a certeza cega toma o lugar da empatia e das regras do convívio social.
Exótico, diferente e até bizarro. Características marcantes desse diretor. Acaba sendo curioso e interessante, a medida que vai passando. Não podemos dizer que falta originalidade, pois essa é a parte fundamental, sem falar no inesperado plot twist.
Bugonia é muito legal. Ver um filme de Yorgos Lanthimos é sempre uma experiência fora da caixa. Aqui, a história parte de uma premissa absurda: dois conspiracionistas sequestram a CEO de uma empresa, convencidos de que ela é uma alienígena. Vendo assim, parece que será uma crítica aos crescentes movimentos conspiracionistas e negacionistas, mas não é tão clichê e bobo assim. Pelo contrário: quem vai com esse pensamento raso acaba sendo o verdadeiro alvo da piada.
É um filme muito bem conduzido, que brinca com a linearidade do absurdo, com um humor aguçado e ousado, além de ótimas situações envolvendo todos os seus personagens. E o final, que pode decepcionar alguns, eu adorei. O filme não é perfeito, mas é um dos meus favoritos do ano. 8/10
Sendo este o décimo filme de Yorgos Lanthimos, ele devia antecipar que as pessoas que acompanham seu trabalho esperariam que o que é revelado nos momentos finais do filme realmente fosse verdade, por mais absurdo que pareça. E assim, ele poderia pensar em como surpreender até essa parte do público.
Mas por mim, sem problemas. O melhor que conhecemos dele está muito presente aqui: é estranho, é desconfortável, é inquietante. E com seu estilo de filmagem único e belo.
Bugonia vem nos fazer duvidar da nossa sanidade, como se não bastassem todas as pulgas atrás da orelha que já temos.
Muito bom filme. Qualquer crítica aprofundada aqui pode estragar a experiência de quem for assistir, então não vou me prolongar.
Bugonia é um filme que conversa com um tema muito atual, o negacionismo e as teorias conspiracionistas. Muitos filmes têm abordado essa temática, mas Bugonia faz isso com muito bem. O clima tenso está presente o tempo todo. Não tem nada de comédia aqui, pelo contrário, é um belo suspense com traços de sci-fi.
Não dá pra falar muito mais, porque qualquer detalhe além disso pode comprometer a experiência. Recomendo muito.
Sobre as atuações, Emma Stone está mais uma vez insana. Que atriz! Visceral! Jesse Plemons também entrega uma performance com a qualidade e solidez de sempre. Para os saudosistas, bom rever a Alicia Silverstone.
A parte final encerra com muita competência uma obra que tenta pregar peças no imaginário do espectador e, por vezes, consegue com maestria.
Bugonia é Yorgos Lanthimos em sua versão mais ácida e, ao mesmo tempo, mais contida. A adaptação de Save the Green Planet! abraça o absurdo e o humor satírico, mas aposta em um roteiro surpreendentemente didático, deixando menos espaço para o subtexto que costuma marcar o diretor.
Mesmo assim, a tensão funciona, o comentário social é atual e o duelo entre os personagens sustenta o filme do início ao fim. Emma Stone está ótima, como sempre, mas é Jesse Plemons quem realmente rouba a cena, entregando uma das atuações mais afiadas da carreira.
O final, claro, é puro Lanthimos: desconfortável, engraçado e incisivo. Bugonia pode não ser o mais profundo do diretor, mas certamente é um dos mais divertidos e venenosos.
A equipe do filme soube desenvolver bem o tema teoria da conspiração, mostrando as loucuras que alguém pode fazer pra provar suas teorias. spoiler: Mas no final se vê que nem era teoria da conspiração e que o vilão na verdade era o herói que poderia salvar a humanidade .
Bugonia é um filme de ficção científica que contou com a direção de Yorgos Lanthimos e roteiro de Will Tracy. Na trama, acompanhamos 2 homens conspiracionistas Ted (Jesse Plemons) e o seu primo Don (Aidan Delbis), que estão obcecados e acreditam que Fuller (Emma Stones) a dona de uma grande empresa seja uma alienígena e estava com planos para destruir a Terra. Assim, Ted e Dan sequestram Fuller tentando salvar o nosso planeta. O filme é uma refilmagem (com roteiro livre) do filme sul-coreano : Save the Green Planet! Aqui Yorgos deixa a sua marca registrada, que é o seu cinismo ao olhar para as pessoas e a sociedade no geral. O título do filme dá pistas sobre a ideia de que uma espécie pode ser gerada a partir da morte da outra. Isso dá gatilho aos personagens Ted e Dan. Podemos dizer que esse é o filme mais comercial de Yorgos, pois é o mais “fácil” de digerir. Os diálogos carregam um humor ácido e o frame de contagem para o eclipse também (terra plana), tudo para deixar os 2 homens com a ideia de idiotas. Em termos de interpretação, Stone se destaca e deve ser indicada a melhor atriz (o filme em si deve ser lembrado em outras categorias). Delbis também teve o seu destaque, pois entre ele e Ted, era o mais lúcido dentro de suas condições ( o ator é autista na vida real, o que deixou sua interpretação ainda mais real). Trilha sonora balanceada e agradável para elevar as cenas de suspense e de virada no filme. Por falar em virada, o início do terceiro ato é rápido, pois é bastante impactante e dita o ritmo do final do filme de uma forma muito gostosa. A narrativa vai se adequando a um terro sanguinário e com uma dualidade boa no terceiro ato. Lógico que Yorgos não deixou de fazer suas critica sociais ao explorar o sofrimento de um indivíduo da classe trabalhadora, que foi vencido pelo sistema ao ver sua mãe doente e sua chefe enriquecendo cada vez mais.
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