Não Se Preocupe, Querida
Média
3,5
302 notas

46 Críticas do usuário

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Mariano Soltys
Mariano Soltys

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2024
Filme “Não se Preocupe, Querida” e a vida cibernética


Um filósofo atual que trata do tema da cibernética é Pierre Levy, sendo que ainda outros observam o momento atual com desconfiança, como Zizec, Bauman e outros. O filme “Não se preocupe, querida” está em um nível de Matrix, Show de Truman, Blade Runner e outros, mostrando mulheres em uma vida dos anos 40, para servir maridos e ficarem presas a um serviço e operação secreta militar no deserto. Os maridos saem para trabalhar, as mulheres cuidam dos filhos, da casa e do almoço: por si só isso já seria uma distopia patriarcal. Mas o foco do filme é spoiler:
um simulacro da realidade, parecendo à cidade onde moram aquelas de testes nucleares americanos.

“Não se preocupe, querida” tem um primeiro choque quando a protagonista Alice, spoiler:
vê imagens estranhas, bem como começa a questionar após ver uma queda de avião do céu, além de uma amiga e vizinha ter se suicidado, ou ferido a si mesma, em crise existencial. A realidade por ser um choque, entre o real e o imaginário, entre o real e o virtual. Vivemos em gaiolas mentais fabricadas pela família, pela cultura, pela religião e tudo mais. As mulheres parecem terem sido as maiores vítimas dessas manipulações comportamentais. O corpo se torna o escravo, seja dos maridos, seja dos pais ou da religião e sociedade. Nos anos 50 havia uma grande libertação das mulheres, seja pela pílula, seja por começarem a trabalhar fora. Parece o filme mostrar uma vida ou sonho americano perfeitos nessa dinâmica, misturado a um serviço militar secreto e um período de pós Segunda Guerra. Acaba no tema feminista, que parece transparecer na mulher que desafia o marido, que não quer ser escrava no amor e casamento. O livro “She: a chave da psicologia feminina” mostra esse universo feminino voltado para o amor e o casamento, como espécie de iniciação a vida plena. Desconstruir o que a mulher era obrigada a fazer era necessário para reconstruir a mulher na sua essência.

Mas a temática do filme começa a se desvelar quando mostra o casal no mundo real, ou a médica ao tratar Alice. Ela é médica dela mesma. O mudo que ela vivia era cibernético e virtual, um simulacro de uma vida noutro tempo, no passado onde a mulher não questionava, não pensava, não estudava, não trabalhava. Alice assim descobre de onde vêm as imagens que aparecem nas suas lembranças, quando no mundo perfeito. Também o filme é curioso pelo que não diz, abrindo a possibilidades que podem ser explicadas em outro filme, como já fez um Cubo, por exemplo. Muitas vezes vivemos algo semelhante em nossos celulares, em mundo cibernético e “perfeito” que nos coloca na morte ou em coma, para a vida realmente real, dos sentidos, de pessoas próximas, amigos legítimos e um amor de real entrega. Talvez sejamos cobaias de um sistema planejado, para nos manipular, como a Alice no filme, que descobre um pouco tarde, mas que coloca em caos toda a jogada do governo e poder militar. Esse é o papel de uma disposição filosófica, é desvendar esse mundo de ilusão e manipulação. A vida cibernética nos mescla com as máquinas e nos torna obsoletos, mas ao mesmo nos desperta para desafiar esse sistema comportamental e figurativo.

Mariano Soltys, filósofo e advogado, autor de livro Séries e Filosofia
B.Boy Jc
B.Boy Jc

2.969 seguidores 762 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de agosto de 2023
Eu achei um filmaço! O início é um pouco lento e confuso, mas no desenrolar da história prende bastante com um mistério muito interessante de acompanhar. O terceiro ato dar uma acelerada e empolga muito, além de ter um final bastante satisfatório. Adorei!
Marcos Gabriel B.
Marcos Gabriel B.

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4,0
Enviada em 2 de agosto de 2023
É um dos poucos casos em que a crítica da imprensa é ruim, mas o filme é excelente. Filme 7/10, irá te entreter, te gerar suspense e nervoso. É um filme com ritmo lento, estranho mas que passa muito rápido e você nem percebe. Filme diferente, mas bom. Atuação do harry me surpreendeu, fui ver com um certo preconceito, porém o cara deu conta do papel
Ábila
Ábila

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2,0
Enviada em 23 de julho de 2023
O filme retrata a vida perfeita, segundo toda tecnologia e estética dos anos 50, onde as mulheres são femininas e os homens provedores. Os casais são pacatos e tem contentamento na maior parte das cenas, os homens são recrutados para participarem do projeto criado pelo Frank, ele é o chefe, modelo e Coaching de todos os seus operadores, as mulheres são instruídas a apoiarem seus maridos na importante missão designada a eles. O filme pode ser encarado como crítica a vida comum dos anos 50, onde o marida trabalha e a mulher cuida do lar e dos filhos, na história embora as mulheres se mostrem felizes e os maridos satisfeitos e empolgados com a importância do trabalho, às vezes sinto que o filme quer mostrar que aquela vida é fútil e vazia, tanto que a personagem Alice vivia uma vida extremamente cansativa com o trabalho, praticamente era o homem do lar e mesmo assim queria sua vida como antes e briga com o Marido por causa disto e talvez esta critica seja fruto do meu cansaço a estar sendo sempre vendido para as mulheres a ideia de que elas se bastam e de que elas podem e devem ser o homem de seus lares. Isso funciona? Pois vemos uma mulher extremamente cansada, onde o casal nem mesmo consegue ter relações sexuais, esta é a vida perfeita em contrate com a outra que a personagem vive? É claro que neste caso devemos considerar que a atriz quer escapar da cabeça doentia de Frank. Além disso, o filme não explora seus pontos fortes da história, fico o tempo todo com a impressão de que estão lançando várias teorias e faces da história sem se aprofundar em nada, seria melhor se fosse mais rápido, com tempo de desenvolver mais os personagens e o passado, mais do que aconteceu antes da criação da comunidade ou o motivo pela qual ela foi criada e eu também gostaria de conhecer a história do casal Frank e Shelly. Então o filme é ótimo se você quer apenas assistir algo com a fotografia bonita, apenas.
Sidney Silva
Sidney Silva

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4,0
Enviada em 1 de junho de 2023
"Don't Worry, Darling" é um ótimo filme de suspense e de drama que mergulha o espectador em um universo intrigante e repleto de mistérios. Dirigido com maestria por uma das cineastas mais talentosas da atualidade na minha opinião, que pessoalmente, não havia assistido nenhum filme sob sua direção, esse foi o primeiro. O filme apresenta uma narrativa envolvente e performances excepcionais que prendem a atenção do público do início ao fim.

A trama se desenrola em uma comunidade aparentemente perfeita dos anos 1950, onde a protagonista, interpretada de forma magnífica pela talentosa atriz Florence Pugh, mergulha em uma rede de segredos e mentiras. A diretora habilmente constrói uma atmosfera de tensão crescente, deixando o espectador ansioso por descobrir a verdade por trás dos eventos inexplicáveis que ocorrem na cidade.

Além da trama intrigante, "Don't Worry, Darling" se destaca pela direção de arte meticulosa e pela recriação detalhada da época. Cada cenário, figurino e elemento de produção são cuidadosamente elaborados para transmitir a atmosfera da década de 1950, transportando o público para aquele período histórico de forma autêntica e imersiva.

O elenco brilha em cada cena, com atuações notáveis ​​que dão vida aos personagens complexos e multifacetados. A química entre os atores é palpável, adicionando camadas de profundidade aos relacionamentos retratados no filme. A protagonista feminina, em particular, se destaca ao retratar uma personagem forte, vulnerável e determinada, que luta para desvendar os segredos ocultos da cidade.

Além da trama envolvente e das performances excepcionais, a cinematografia de "Don't Worry, Darling" é deslumbrante. O diretor de fotografia utiliza uma paleta de cores rica e contrastante, ressaltando as emoções e os momentos-chave da história. A combinação entre enquadramentos criativos e movimentos de câmera habilmente executados adiciona um elemento visualmente arrebatador ao filme.

Em resumo, "Don't Worry, Darling" é um achado muito bom no mundo cinematográfico que mescla suspense, drama e uma narrativa intrigante de forma brilhante. Com uma direção habilidosa, performances excepcionais e uma estética visual deslumbrante, o filme mantém o espectador envolvido e cativado do início ao fim. É uma experiência cinematográfica que não deve ser perdida pelos amantes de um bom suspense e de narrativas complexas.
Danielle Sharon
Danielle Sharon

14 seguidores 6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de maio de 2023
Gostei do filme até quase o final.. Na minha opinião faltou aprofundamento das "descobertas" da Alice e faltou também uma explicação para o final e sobre o que tinha atrás da porta de espelho.
Mariana Monte
Mariana Monte

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 9 de abril de 2023
Um dos piores filmes que já assisti na vida. Não tem nada mais que descreva essa porcaria de filme..
Henrique Lira
Henrique Lira

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de abril de 2023
Achei um ótimo filme, com aquela sensação de algo errado por ali o tempo todo que vai se intensificando no final, surpreendente e diferente.
Luiz Cappellano
Luiz Cappellano

62 seguidores 103 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de março de 2023
EXCELENTE opção para se assistir no DIA INTERNACIONAL DA MULHER (disponível HBO).
Um núcleo social utópico para os homens e distópico para as mulheres, eternamente ancorado na década de 1950, onde os papéis de gênero homem/mulher eram rígidos e os padrões de conduta (e até de vestuário) muito claros e muito explícitos.
Não por acaso as denominações neopentecostais adotam padrão estético de postura e vestimentas deste período, torando-o quase atemporal... Nunca a distância entre os sexos foi tão demarcada e as limitações à militância e empoderamento feminino tão claras! Estávamos então vivendo o pós-guerra, onde, nas potências envolvidas no conflito, muitas mulheres haviam tido de ocupar posições anteriormente tipicamente masculinas (mecânicas, motoristas de ônibus, frentistas, etc) e, para "normalizar" a sociedade, retornando ao status quo anterior ao conflito, surge o "new look" ("novo" só no nome) com as saias godê e balonê, infladas por várias anáguas (lembrando o visual de meados do séc. XIX), salto agulha, cintas, corpetes... Tudo o que impossibilitasse ou dificultasse os movimentos e a liberação feminina!
spoiler: Pois bem, com o desenrolar do filme vamos percebendo, em doses homeopáticas, que tudo isso é realidade virtual, criada por homens fracos/frágeis que, em sendo completamente fracassados no mundo real, geraram este "mundo paralelo" para, não apenas aprisionarem e controlarem suas mulheres, mas também para aparecerem com "super-homens", sendo inclusive "embelezados" e "glamourisados", tornando-se machos alfa, provedores e defensores, o que nunca foram!
Viviane P
Viviane P

3 seguidores 49 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2023
Filme muito ruim. Muito ruim mesmo. É perder tempo. Vazio de tudo. O final é patético, um "bem feito" para quem perdeu tempo assistindo.
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