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Gisele Landim
1 crítica
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3,5
Enviada em 22 de julho de 2025
Achei um ótimo retrato da sociedade atual, que espera viver uma “vida perfeita” mas não aceitaria viver uma mentira. Sobre retratarem um homem, achar que sabe o que é melhor para sua esposa sem nenhuma consulta prévia… qualquer semelhança não é mera coincidência.
Sinopse: Uma dona de casa que vive em uma comunidade experimental começa a suspeitar que a empresa de seu marido está escondendo segredos perturbadores.
Crítica “Não se preocupe, querida” entrega uma visão interessante sobre o que se esconde por trás das aparências de uma vida perfeita. Com uma direção provocativa de Olivia Wilde e performances impactantes, especialmente de Florence Pugh como a protagonista Alice, o filme mergulha no mundo do suspense psicológico, criando uma atmosfera tensa que atrai a atenção do público.
O enredo gira em torno de Alice, uma dona de casa cuja vida em uma comunidade utópica logo se revela repleta de obscuridades. A cinematografia é um dos pontos altos do filme, com visuais deslumbrantes que contrastam com a crescente sensação de opressão e inquietação. Cada plano é meticulosamente trabalhado, transportando os espectadores para um cenário que parece perfeito à primeira vista, mas que esconde segredos perturbadores.
A interpretação de Florence Pugh é verdadeiramente cativante. Ela traz profundidade à sua personagem, equilibrando vulnerabilidade e determinação à medida que a trama se desenrola. O elenco de apoio, incluindo Harry Styles e Chris Pine, também merece destaque, com performances que adicionam camadas ao mistério, embora algumas figuras pareçam menos desenvolvidas.
Contudo, apesar de seu potencial, o filme enfrenta desafios na narrativa. O roteiro, embora tenha suas nuances, parece desviar-se em momentos cruciais, tornando-se confuso e repetitivo. Algumas reviravoltas são previsíveis e, em vez de criar um impacto, deixam a sensação de que poderia ter sido explorado de forma mais eficaz.
A tensão psicológica do filme, que promete surpresas e revelações, às vezes se sente estagnada em um ritmo que não favorece a construção de suspense necessária para manter o público completamente engajado. Além disso, algumas temáticas importantes, como a crítica ao patriarcado e à conformidade, não são totalmente desenvolvidas, dizendo menos do que poderiam.
Em resumo, “Não se preocupe, querida” é uma tentativa corajosa de explorar a faceta sombria da vida suburbana, impulsionada por atuações sólidas e uma estética envolvente. Apesar de sua execução imprecisa e momentos confusos, o filme deixa uma impressão duradoura, levantando questões preocupantes sobre a realidade que muitos preferem ignorar. É uma obra que certamente induce à reflexão, mesmo que não atinja todo seu potencial.
O filme possui um suspense e drama instigando o telespectador a continuar assistindo e se perguntar onde toda história irá finalizar. Me surpreendi com o enredo do filme.
O início do filme é bem lento, por isso não dou 5 estrelas, a atuação dos personagens são bem boas também.
" Visual impactante, Florence Pugh magnética, mas narrativa sofre com desempenho masculino desigual." Nos anos 1950, Alice (Florence Pugh) vive em um cenário idílico, cercada por glamour e modernidade, enquanto seu marido Jack (Harry Styles) trabalha no enigmático Projeto Vitória. À medida que pistas sobre a verdade vêm à tona, o aparente paraíso se transforma em um pesadelo inquietante. Olivia Wilde desconstrói com habilidade o brilho falso da era dourada americana, criando um suspense elegante que mistura mistério e ironia. Florence Pugh brilha como o núcleo emocional da trama, enquanto a estética impecável e a direção de arte de Erika Toth complementam a narrativa. Chris Pine encanta com carisma perturbador como o líder ambíguo, mas Harry Styles entrega uma atuação inconsistente, dependendo demais da energia de Pugh. Apesar de algumas soluções fáceis no roteiro, Wilde conduz o filme com maestria, expondo as rachaduras de um sonho americano ilusório.
Filme envolvente e que te mantém preso do início ao fim. Mais um minuto de filme e seria 5 estrelas. Me lembrou Matrix, o Show de Truman e A Origem. Gostei!
Podemos dizer que apesar do bom elenco e da boa atuações de Florence Pugh (protagonista), que conseguem desenvolver e entregar bons dialogos e da ótima fotografia, o filme acaba se perdendo em uma discussão rasa e sem necessariamente conseguir o que quer mostrar. O roteiro de Katie Silberman sugere reviravoltas e mistérios aparentemente não 100% explicado e uma relação de insegurança no que acreditar (no que está no olhos da protagonista ou nos seus lapsos de consciência). O que talvez esperássemos da trama era uma construção gradual de despertar da protagonista à realidade. No mais, a história é ambienta da década de 1950, na qual um pequena comunidade de trabalhadores em diversas áreas estão desenvolvendo um projeto secreto (projeto Vitória). Cada um desses trabalhadores tem uma vida aparentemente perfeita com suas casas e esposas, na qual todos os dias parecem ser cenas repetidas. A problemática do filme começa quando a protagonista (casada com um engenheiro) começa a ter lapsos e visões e começa a questionar tudo ao seu redor. No mais, Harry Styles (Jack) marido da protagonista parece que só foi colocado no filme pelo seu charme, pois fica muito evidente o abismo de atuações entre ele e Pugh no terceiro ato. Por fim, o filme no deixa até sem saber se temos ou não esperança após o seu termino.
A obsessão pela perfeição gera desconforto. Em um mundo onde existe caos, as pessoas proucuram se sentir satisfeitas com sua realidade, mesmo se essa realidade fosse além do que nós entendemos por "normal".
O controle da nossa própria vida não é o suficiente quando o egoísmo que existe dentro de nós, for além da capacidade de se colocar no lugar do próximo. Sobretudo, a realidade sempre vem a tona, a ação sempre gera uma reação.
Acho que filmes clichês deveriam vir com alerta. Pois fui buscar por um filme de suspense e me aparece esse como se pudesse ser considerado assim. Mesmo de sempre: spoiler: homens são vilões, mulheres super heroínas salvadores da pátria e uma das outras. Realidade moderna onde as mulheres são escravas de seus empregadores, com jornadas exaustivas, visto como modernidade e passaporte da felicidade para mulheres. E realidade "patriarcal" onde o homem provê e mulheres são donas de casa e mães, visto como prisões e passaporte para a infelicidade das mulheres.
De suspense não tem nada, porque é tanto mais do mesmo, que chega dar preguiça. Ledo engano quem acha que esse tipo de filme faz pensar. Pelo contrário, subestima nossa inteligência. Entregando uma ideia pronta, de uma pauta exaustivamente falada, como se todas as mulheres fossem obrigadas a engolir guela abaixo uma "verdade incontestável" de que sermos escravas de empregos nos faz felizes, enquanto sermos esposas nos faz escravas.
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