A Voz Suprema do Blues
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3,7
256 notas

24 Críticas do usuário

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Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de dezembro de 2020
Baseado na peça teatral escrita por August Wilson, "A Voz Suprema do Blues", filme dirigido por George C. Wolfe, tem um título que faz referência à protagonista da obra: a cantora Ma Rainey, que era conhecida como a "Mãe do Blues" e foi uma das responsáveis pela popularização deste gênero nos Estados Unidos.

"A Voz Suprema do Blues" se passa durante uma sessão de gravação de um dos discos de Ma Rainey (interpretada por Viola Davis), na cidade de Chicago, em 1927. Esta situação serve como pano de fundo para que o texto originalmente escrito por Wilson e, aqui, adaptado por Ruben Santiago-Hudson, trate sobre como era ser uma pessoa negra naquela conjuntura histórica, passando por temas como violência, arte e religião; ao mesmo tempo em que faz uma crítica sobre como eram as relações de trabalho entre os produtores/agentes e músicos/cantores negros - e também entre os cantores e seus músicos.

Apesar de ter uma história com viés interessante, "A Voz Suprema do Blues" esbarra em uma série de problemas. O mais sério deles diz respeito à transição entre as linhas narrativas que compõem a história. Por vezes, o filme dá a impressão de que a história nunca chega a decolar de verdade - e, quando chegamos ao clímax do roteiro, na cena que se encontra nos últimos instantes do longa, o momento perde muito do seu impacto.

Mesmo assim, "A Voz Suprema do Blues" tem também algumas qualidades - todas relacionadas às atuações. Tanto Viola Davis quanto Chadwick Boseman (que interpreta um músico com suas próprias ambições) estão ótimos - e devem emplacar indicações ao Oscar 2021. É bom também ficar de olho em algumas categorias técnicas, como Melhor Figurino e Melhor Fotografia, nas quais o filme poderá figurar também.
Mateus Olivotti
Mateus Olivotti

6 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de dezembro de 2020
Ma Rainey´s Black Bottom é um filme de drama lançado em 2020 e dirigido por George C. Wolf.

O longa me surpreendeu muito, estava esperando apenas um filme com boas atuações, mas acabei encontrando um filme com uma excelente direção de arte, uma boa direção, e claro, atuações excepcionais. No sentido técnico o longa é perfeito, os figurinos a ambientação, etc, você realmente se sente na Chicago dos anos 1920, o que em um filme de "época" é sempre essencial. O filme oferece atuações ótimas, sem dúvidas as atuações de Viola Davis e Chadwick Boseman são uma das melhores da temporada e uma das minha favoritas ao Oscar 2021. Também vale destacar que o filme tem um ótimo discurso sobre o racismo, e aborda o tema de uma das melhores formas dês de Black Klansman.

Confesso que quando estava vendo o filme eu me senti um pouco triste, pois essa será infelizmente a última vez que veremos Chadwick Boseman nas telas, e esse é o melhor papel de sua carreira, espero realmente que ele tenha pelo menos uma indicação ao Oscar. Viola Davis mesmo com pouco tempo de tela tem uma ótima presença e é uma personagem muito marcante, e sua maquiagem está ótima e acredito que será reconhecida na categoria de melhor maquiagem e penteado. Porém, sem dúvidas esse é um filme de Boseman , é nele que o filme foca a maior parte do tempo e tem os melhores e mais surpreendentes monólogos.
Acredito que esse seria um filme perfeito, se não fosse pelo fato de que o diretor não soube muito bem adaptar a peça de teatro na qual o longa se baseia, sendo assim, em alguns momentos ele lembra demais uma peça gravada, e para uma adaptação isso nunca é bom, sei que tem gente que se incomodou muito com isso, mas mesmo que tenha atrapalhado um pouco a minha experiência, não me incomodou tanto assim.

Ma Rainey´s Black Bottom é um filme ótimo, uns dos melhores do ano com duas das melhores atuações de 2020, mas a adaptação da obra original não é muito boa, fazendo o longa lembrar uma peça de teatro gravada.
Ma Nogueira
Ma Nogueira

1 seguidor 17 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de dezembro de 2020
Maravilhoso. Talento, talento, talento. É isso que vemos. O filme, que é uma adaptação de uma peça de teatro, mostra o dia da gravação de um disco da cantora de blues, Ma Rainey, considerada a "mãe do blues". Ano, 1927. Mas é um retrato da situação dos negros num período crítico nos EUA. O filme se passa praticamente todo na gravadora. É o último trabalho do ator Chadwick Boseman. E ele teve a oportunidade de mostrar todo seu talento, como o arrogante trompetista Levee. Os diálogos fortes, sobre suas vidas, seus sofrimentos, seus sonhos e planos.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de dezembro de 2020
Um roteiro com toda expressividade em seus diálogos e caracterizações, mas falta um pouco na estrutura que parece solta na passagem. A diferença fica com as interpretações fortes e incríveis.
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