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Ophélie Renaud
42 críticas
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4,5
Enviada em 12 de setembro de 2026
Acho o filme comovente porque ele não apresenta nunca a criminalidade dessas crianças como alguma coisa que apareceria espontaneamente, ele mostra pelo contrário uma sucessão de abandonos, de violência e de exploração na qual as instituições supostas as protegerem participam delas mesmas aos problemas. Mesmo quando ele rouba, trafica ou usa uma arma, Pixote fica visivelmente uma criança, o que a relação com a Sueli e sobretudo a cena onde ele busca uma presença maternal tornam particularmente comovente. Acho forte a ideia de que depois de ter fugido do reformatório as crianças parecem reencontrar na rua os mesmos relacionamentos de dominação baixo outras formas como se eles podiam mudar de lugar sem realmente escapar ao sistema. O filme mostra São Paulo das crianças marginalizadas alguns anos antes de que a periferia comece ela mesma a prender a fala. O destino real do Fernando Ramos da Silva, matado pela polícia quando ele tinha somente 19 anos, faz com que o filme seja ainda mais trágico como se a celebridade acedida graça a Pixote não a tivesse; basta a brisar completamente os mecanismos sociais que o filme denunciava.
Filme de 1980 considerado um marco no cinema nacional . Filme realista e perturbador porém nescessário. O filme mostra com crueza a realidade de como eram alojados os menores infratores em 1980 . A atuação de Marília Pêra foi brilhante .
Um clássico do cinema nacional! História impactante retratada pelo personagem Fernando Ramos, que infelizmente imita a realidade. Excelente obra de Hector Babenco! Imperdível!!!
Narrativa forte e crua de um Brasil cruel e intimidador. Triste perceber que, mesmo o filme tendo sido lançado nos anos 80, ainda se faz tão atual. Causa um verdadeiro soco no estômago e provoca um real incômodo ao assistir diversas cenas. Uma pena saber o que houve com o ator que interpretou Pixote e que muitos jovens como ele têm o mesmo "destino" todos os dias... abandonados pela sociedade e entregues à criminalidade.
Um bom representante do cinema nacional. Destaca-se por ser realista, por ter personagens interessantes e um enredo que agrada. O filme é melhor que Carandiru, outro filme de Hector Babenco.
Tudo de ruim que se pode imaginar na sociedade tá nesse filme. Incrivelmente me traumatizou de várias formas, mas ainda recomendo para todos... p ver como a vida pode ser cruel. Tem um filme brasileiro que já vi também que relata sobre a experiência de um adolescente dentro de um manicômio por ser viciado em drogas, mas nada se compara ao terror que foi Pixote. A cada minuto eu clicava na tela para ver quando iria acabar essa coisa. Sem desmerecer esse claramente, o trabalho árduo para deixar tudo realista merece conhecimento sim!! Eu acho que só poderei falar isso, até porque eu iria dar spolier. Enfim, vejam... mas plmds, preparem seus psicólogos.
Pode ter sido considerado uma grande obra em algum momento, mas assim... Mostrar o estupro de uma criança, depois mostrar a criança nua ensanguentada, acho que nada justifica esse tipo de abordagem. Certamente é um filme que seria impossível fazer hoje, e que bom!
Ao assistir Carandiru, também do diretor Hector Babenco, receava a retratação nua e crua da violência na extinta maior penitenciária da América Latina.
É curioso como Babenco desconstruiu minhas expectativas, pois em Pixote, ambientado em um centro socioeducativo para menores infratores, a representação da violência do cotidiano dos menores marginalizados é muito mais realista.
Filme visceral, que nos desencanta em relação ao sistema de reintegração social brasileiro, promete incomodar e impactar. É com certeza um filme que não se esquece após os créditos.
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