Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo: Críticas - Página 2
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
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Amanda Cristina Alves Leite
4 críticas
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3,5
Enviada em 13 de julho de 2025
A sensação de estar sendo puxada por mil direções ao mesmo tempo é exatamente o que se sente ao assistir Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo. O título não mente. E sim, é uma experiência única... mas talvez cansativa demais pra querer repetir.
Dirigido pelos criativos e ousadíssimos Daniels, o filme mistura ficção científica, comédia, drama familiar, ação, filosofia existencial e cenas absurdas que envolvem dedos de salsicha e lutas com... objetos inusitados (sem spoilers, mas quem sabe, sabe). No centro de tudo está Evelyn Wang (Michelle Yeoh), uma dona de lavanderia que descobre ser a chave para salvar o multiverso.
E é aí que o caos começa. Literalmente.
Apesar do ritmo insano, dos visuais criativos e da atuação impecável do elenco (Yeoh, Ke Huy Quan e Stephanie Hsu entregam tudo!), confesso que em vários momentos a viagem ficou mais cansativa do que envolvente. O filme tem muitas ideias brilhantes, mas se estende demais tentando explorá-las todas. No fim, algumas cenas de ação e drama se perdem no meio do excesso.
Mas o que realmente segura o coração do filme é o núcleo familiar — especialmente a relação entre mãe e filha. O clímax emocional, em que Evelyn finalmente entende Joy/Jobu Tupaki, é sincero, bonito e cheio de significado. O famoso “bagel do nada” vira símbolo do niilismo e da sobrecarga existencial, e Evelyn combate isso com a arma mais poderosa de todas: a presença e o afeto.
spoiler: A cena final, com Evelyn levemente “viajando” na Receita Federal, mostra que ela ainda sente os ecos do multiverso — mas agora sabe onde quer estar. Um toque poético e agridoce para encerrar a loucura.
Veredito sincero: Gostei da proposta, admirei a ousadia e curti alguns momentos. Mas... não foi um amor. A duração exagerada e o ritmo frenético tornaram a experiência um tanto entediante pra mim, mesmo com toda a criatividade. É daquelas obras que a gente respeita mais do que ama
Já estava ficando desesperado ao perceber que os críticos oficiais e até youtubers falam bem dessa porcaria, mas quando vi que os comentários aqui no adoro cinema era maioria revoltados com essa joça finalmente me encontrei, já estava tentando assistir até o fim pra ver onde eu "errei", mas agora sim tenfo certeza de que foi o filme da história a receber o premio de melhor filme
Corajoso quem conseguiu assistir até o final esse lixo cinematográfico. Filme enfadonho e grotesco. A história e narrativa caótica não prendem o espectador e os personagens sem graça não contribuem.
apesar de ter ganhado Oscar de melhor filme, achei uma bagunça pelo seu ritmo frenético além de uma quantidade excessiva de informaçõesse tornando o muito confuso e superficial com a rapidez com que as coisas acontecem.
Filme muito interessante. A produção oriental vai além da imaginação. Tem seus exageros, mas é sobre assuntos bem atuais. É sobre relacionamentos, aceitação, diferenças de pensamentos e de geração. O elenco é muito bom.
Nunca vi um filme tão ruim em toda a minha vida! Totalmente sem sentido, cheio de cenas que causam vergonha alheia. Não consegui chegar até o final de tão tenebroso.
"Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo" faz jus ao nome ao reunir de forma cacofonicamente bem estruturada os mais diversos tipos de experiências num único filme, até nas próprias cenas em si. Reflexões extremamente profundas, diálogos fortes e emocionantes, cenas de ação e lutas impecáveis, outras cenas propositalmente constrangedoras, humor efetivo e inesperado, fotografias magníficas, clichês cinematográficos e dilemas sociais e pessoais; tudo isso e além reunidos num único longa merecidamente ganhador de 7 Oscars. A ideia de levantar um ponto tão tocante para o ser humano quanto a pergunta "como seria minha vida se eu tivesse feito outras escolhas?" foi um gigantesco acerto e, para mim, é o ponto alto do filme, embora seja uma boa briga entre outras ótimas escolhas, como as vidrantes lutas e os figurinos memoráveis sobretudo da personagem Joy/Jobu. Enquanto traça uma trilha para o desenvolvimento da resposta para essa pergunta no segundo plano, que vai desde "Nada nem nenhuma escolha importa" até "Tudo importa e é amável — até a vida mais chata e fracassada de todas", o que vemos de fato é uma gigantesca alusão a um ser humano em seu processo de desenvolvimento emocional e de suas relações, com seus entes próximos e consigo mesmo. É realmente um marco para a história do cinema, um lembrete de que nada na arte nunca superará a aliança de criatividade com filosofia. Ao final do longa, a impressão não é a de que assisti a um único filme, mas sim a todos os filmes de todas as inúmeras vidas da protagonista, cada um chegando em sua própria conclusão que conversam uma com as outras. A única mínima crítica da minha parte é a de que o filme pode se tornar um pouco cansativo devido sua alta densidade, mas ainda vale a pena cada segundo gasto o assistindo. Uma forte recomendação do merecidíssimo filme do ano de 2023! . Eu me chamo Felipe Nera, sou um escritor sobretudo de horror e, agora, estou começando a fazer pequenas críticas cinematográficas. Acompanhe mais do meu trabalho lá no Instagram! @felipe_nera
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