Não recomendado para menos de 10 anos
Na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.
3,5
Bom
Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar
Os capitalistas do Agreste
por Bruno Carmelo
Quem diria que o personagem principal deste documentário seria o próprio diretor, Marcelo Gomes. É ele quem abre a projeção, explicando sua relação de infância com a cidade de Toritama, em Pernambuco. Em seguida, o cineasta caminha pela cidade, faz perguntas, provoca amigavelmente as dezenas de trabalhadores das fábricas locais. Ele se coloca em cena, tanto na imagem quanto no som, expondo-se em suas motivações, sua abordagem de entrevista, suas escolhas de enquadramento. Gomes explica porque retirou o som de uma cena, porque colocou trilha sonora depois.Por esta razão, Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar se torna tanto uma observação empática sobre a produção massiva nas usinas de calças jeans quanto um estudo despretensioso e afetuoso sobre o cinema como veículo de memória afetiva. O diretor chega ao local esperando encontrar a calma de sua juventude, mas se depara com a a
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Em Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, Marcelo Gomes mergulha na cidade de Toritama, no agreste pernambucano, onde a maioria da população trabalha na produção de jeans em suas casas, dentro de um sistema autônomo, mas sem direitos trabalhistas. O filme reflete sobre a precariedade do trabalho e a busca pela felicidade através de pequenos momentos de lazer, como o carnaval, quando todos param de trabalhar para viajar e ...
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Excelente! A direção de Marcelo Gomes (da obra-prima "Cinema, Aspirinas e Urubus") extrai arte pura de cada detalhe da cidade de Toritama, interior de Pernambuco. O crescimento da cidade é filmado à perfeição, através do processo de consecução de jeans, produto responsável por uma revolução ali. Onde antes tudo era rural - agricultura e pecuária de subsistência -, agora são trabalhadores, a maioria autônomos ou ganhando por bônus ...
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Qual Brasil conhecemos? Quando ocorre o confronto ao vermos um local onde passamos nossa infância ter sido modificado ao ponto de não o reconhecermos mais, como ficamos em relação a isso? Qual o limite de nosso julgamento, o que é o certo ou errado?
O documentário traz a reflexão sobre quem somos, como gastamos nosso tempo e como perdemos ele por pouca coisa, como no meio de uma vida difícil nos agarramos a ideia de um intervalo, mesmo ...
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Belíssimo documentário, para assim refletirmos, como foram produzidas aquelas roupas que compramos no nosso dia a dia, será que a pessoa que produziu essa minha roupa, almoçou hoje? teve tempo de ficar com sua família? Será que se machucou enquanto confeccionava ? quantas horas será que trabalhou ? Infelizmente somos escravos do sistema, esse documentário retrata que os trabalhadores, são autônomos de seu próprio trabalho e eles que " ...
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Festival de Berlim
Selecionado para a Mostra Panorama do 69º Festival de Berlim.
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
Vitrine Filmes
Ano de produção
2019
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-