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    Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar
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    3,9
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    9 Críticas do usuário

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    Bruno Campos
    Bruno Campos

    573 seguidores 262 críticas Seguir usuário

    5,0
    Enviada em 20 de setembro de 2019
    Excelente! A direção de Marcelo Gomes (da obra-prima "Cinema, Aspirinas e Urubus") extrai arte pura de cada detalhe da cidade de Toritama, interior de Pernambuco. O crescimento da cidade é filmado à perfeição, através do processo de consecução de jeans, produto responsável por uma revolução ali. Onde antes tudo era rural - agricultura e pecuária de subsistência -, agora são trabalhadores, a maioria autônomos ou ganhando por bônus de produtividade. Em q pese a óbvia crítica às explorações do Capitalismo, os personagens deste doc assumem suas escolhas, e ainda circulam todo o ganho no sonho do Carnaval nas lindas praias de Alagoas. Imperdível.
    Cleibsom Carlos
    Cleibsom Carlos

    8 seguidores 120 críticas Seguir usuário

    2,5
    Enviada em 20 de janeiro de 2022
    Este documentário é de uma soberba e de uma prepotência impressionantes!!O filme age como um "colonizador" e olha os habitantes da cidade como se fossem índios, ou talvez, animais em um zoológico. Não interessa ao diretor a felicidade daquelas pessoas, independente do modo que eles as alcançam, pois eles são felizes e isso é dito diversas vezes e de diversas formas por eles próprios durante o documentário. Sabe aquela conversa deprimente de se "querer desenvolver os selvagens não civilizados"? É disto que estamos falando aqui! O que o diretor parece desconhecer é que a atitude dos moradores perante a vida, atitude esta que ele em sua sabedoria acha tão deprimente, não é causa e sim consequência, mas ele não está interessado em descer um pouco mais fundo. Não por acaso ESTOU ESPERANDO...me lembrou outro documentário com o mesmo viés feito também em Pernambuco, UM LUGAR AO SOL, só que lá o olhar foi para os milionários! Como ambos documentários foram feitos por integrantes da classe média, eles escancaram determinado modo de agir desta classe que não é nada admirável, que seja: quando de frente com os ricos da classe A, o olhar é sempre de baixo para cima, e quando diante dos pobres da classe Z, o olhar é sempre de cima para baixo! Creio que para esse pessoal da classe média fazer este tipo de filme não deve ser uma experiência muito agradável, porque ao mesmo tempo que se descobre que a "bestialidade" foi superada por ela, evidentemente por meritocracia, se descobre também que não há meritocracia que a faça atingir os benesses supremos do capitalismo e que tais benesses são inalcançáveis para ela.
    Edvaldo Santos
    Edvaldo Santos

    2 seguidores 12 críticas Seguir usuário

    2,5
    Enviada em 14 de julho de 2019
    Mais uma viagem de Marcelo Gomes. Um diretor de filmes sobre andanças e reflexões dos nordestinos pitorescos. O bem sucedido diretor tem talento indiscutível para entrar nos calabouços geográficos e nas profundezas da alma de um atípico ser humano nordestino. Em "Viajo porque preciso, volto porque te amo" seus personagens, nas caladas da noite, nos fazem pensar sobre o que faz o diretor nas madrugadas sombrias: Uma obsessão pelo obscuro ou um fetiche de gabiru? Agora, em ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR apresenta uma fotografia clara, vibrante, cores intensas. Um convite para uma possível apresentação de uma atividade econômica que vem mudando a vida da população local. Em uma chegada triunfal ao local de investigação (cidade de Toritama, interior de Pernambuco) vemos o contraste bem delineado entre a riqueza e a pobreza no enquadramento dos outdoors e da vegetação seca às margens da BR 104. Com uma edição extraordinária e um desenho de som dos mais qualificados vai apresentando ao mesmo tempo pessoas, e as ruas da cidade. A narração do próprio diretor nos indica quem estará no controle de nossa viagem. Mas, pra onde vai Marcelo? Se formos nos orientar pelo seu texto de sinopse começaremos a nos decepcionar. Ouvindo relatos de algumas pessoas sobre populações que migram para as praias em período de feriado prolongado (inclusive o Carnaval). ele reduz ao proletário da confecção de Toritama um único destino, um único lazer. Como loucos, desesperados saem os moradores para locais que lhes ofereça diversão. Algo não observado por Marcelo na região agreste. Pra quem não conhece a região acaba por acreditar neste conto. Tantos eventos da cidade e da região concentram milhares de participantes, como o Festival do Jeans de Toritama e as prestigiadas Festas juninas. O filme apresenta uma "investigação" nas fábricas residenciais, chamadas de "facções". Parece-nos que as lentes estão voltadas para apenas aqueles coitados que faturam alto e não sentem falta de assinar carteira de trabalho. O filme definha pelo que não mostra. As caminhonetes passam nas ruas e seus proprietários não são vistos. As grandes fábricas são compostas por máquinas de última geração. E estes proprietários? Onde estão? Poderiam estar lá, sim. Mas o recorte do diretor tem uma intencionalidade. Sustentar o que o título e a sinopse sugerem. Até uma filmadora é emprestada para registrar os possíveis "vexames dos matutos" no litoral. As cenas de pessoas ressacadas acordando são repetidamente exploradas. Com qual função no filme? Até o crescimento desordenado da cidade é retratado com pedreiros desajeitados. Será que esta apelação seria tão importante para apresentar as distorções capitalistas? Ou o aspecto jocoso do filme esta na proporção de sua venda como produto exótico? Em A GREVE, Eisenstein já explora todo este universo. O riso hoje é natural para o contexto. Estariam os personagens de Marcelo num contexto de chacota? Tudo isso muito lamentável para um grande cineasta que parece ao se conectar com suas origens sugere estar se desconectando, com uma ira sem razão de existir. Um bom filme para debater sobre a urbanização dos municípios do Nordeste.
    Gil Nascimento
    Gil Nascimento

    4 seguidores 48 críticas Seguir usuário

    3,5
    Enviada em 30 de dezembro de 2020
    Qual Brasil conhecemos? Quando ocorre o confronto ao vermos um local onde passamos nossa infância ter sido modificado ao ponto de não o reconhecermos mais, como ficamos em relação a isso? Qual o limite de nosso julgamento, o que é o certo ou errado?

    O documentário traz a reflexão sobre quem somos, como gastamos nosso tempo e como perdemos ele por pouca coisa, como no meio de uma vida difícil nos agarramos a ideia de um intervalo, mesmo que esse intervalo aconteça somente de ano em ano, na tentativa de fazer com que a vida se torne um pouco mais tragável.
    Anderson Gabriel M.
    Anderson Gabriel M.

    2 críticas Seguir usuário

    4,0
    Enviada em 31 de dezembro de 2019
    Edvaldo não entendeu a antítese carnaval-trabalho. A ideia do autor não é reduzir as opções de lazer dos moradores ao carnaval, mas contrastar o regime disciplinado, rígido, previsível, uniforme e constante do trabalho taylorista ao carnaval, reconhecidamente uma festa de exageros, desvios. É como se aquelas pessoas acumulassem ao longo do ano uma tensão que só são autorizadas a liberar no carnaval. É algo característico do Brasil.
    Ana T.
    Ana T.

    1 crítica Seguir usuário

    5,0
    Enviada em 24 de dezembro de 2019
    Encantada com a sensibilidade do diretor ao captar a indústria de Toritama, sobretudo com os moradores.
    Pamela Gaudio
    Pamela Gaudio

    1 crítica Seguir usuário

    1,0
    Enviada em 23 de novembro de 2019
    Não gostei. Muito.........................................................................................................................................................................jeans.
    Giulian Lin
    Giulian Lin

    1 crítica Seguir usuário

    3,5
    Enviada em 1 de agosto de 2020
    Muito cuidado ao avaliar os moradores de Toritama como coitados. Regiões como aquela no Nordeste são diferentes e possuem um filtro diferente de sonhos e vontades. O valor, antes de ser um ótimo salário e poder aquisitivo, é a possibilidade de mandar os arrogantes se lascar**. Por isso eles sempre estão falando sobre não ter patrões e sobre como "dinheiro desvirtua". Eles sabem que o trabalho é duro, mas gostam de viver como estão afim, sem muita subalternidade. A paisagem árida, as pessoas ressecadas, causa estranhamento mas talvez não seja melhor ou pior que um centro urbano lotado e desigual, ou um padrão de povo boçal. São trabalhadores e sabem conduzir a vida com leveza e se divertir.

    O filme não se trata dos moradores de Toritama, nem da capital do jeans. São aspectos saudosistas do diretor, de seu pai, de sua infância. Embora não se trate de uma autobiografia, o filme foi feito em sinal de nostalgia pessoal. Particularmente não gosto muito desse perfil. Mas respeito esse trabalho que retrata uma realidade invisibilizada sem julgamentos apressados. Eu gostei. Foi bom ver aspectos do meu povo e vida na tela.
    Rejane Marx
    Rejane Marx

    1 crítica Seguir usuário

    5,0
    Enviada em 24 de novembro de 2019
    Achei maravilhoso e criativo um cara transformar o dia a dia das pessoas e fazer disso uma bela história que prende e desperta a atenção das pessoas pela vida das pessoas e alguns personagens como o Sr. João, Da. Adalgisa e claro que não poderia faltar, o Léo essa figura cativante, simples, trabalhador que deseja ser profeta, mas vamos combinar, é um filósofo kkkk. Adorei e achei rico em detalhes.🤗😍🎧📸
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