Eu adoro novas ideias, isso me cativa. Mesmo que não seja uma ideia totalmente nova para a maioria, eu gosto quando sou impressionado por algo que não imaginava antes. A Pixar sabe como fazer um filme assim: novo, único. Monstros S.A. pega todos os monstros que você teve medo na infância e os humaniza de uma forma incrível, tirando qualquer trauma que você poderia ter, e transformando em puro afeto e diversão.
A dupla protagonista, Sully e Mike são perfeitos tanto em conceito e estética, quanto em comportamento. Um deles mais sério e focado, o outro mais relaxado e divertido. A incrível ideia de trazer um paralelo entre o mundo dos monstros e o mundo humano e ainda, a ideia da fonte de energia do mundo deles ser oriunda do nosso, é algo excepcionalmente único e é aí que a Pixar ganha pontos preciosos, que muitas vezes outras animações não tem. Ela gosta do novo.
Quando somos apresentados a única personagem humana do filme, Boo, terminamos de nos encantar totalmente por essa trama. Totalmente cativante, engraçada e inocente, a garota tem um papel fundamental na trama, fazendo os monstros mudarem a imagem que tem dos humanos, e vice e versa.
O texto do filme é afiado, coeso e acessível a todos, principalmente crianças. A animação está ótima e a modelagem de cada monstro é única, variando texturas entre cada um deles, desde os pelos de Sully até a pele escamosa do vilão Randall. A trilha sonora é básica mas precisa, principalmente nas cenas onde vemos os monstros assustando as crianças.
A Disney/Pixar acertou novamente ao nos apresentar a algo tão único e emocionante. A história é muito bem amarrada e os personagens são amáveis. O toque Pixar está lá, mais forte do que nunca.