Midsommar - O Mal Não Espera a Noite
Média
3,2
764 notas

179 Críticas do usuário

5
21 críticas
4
25 críticas
3
23 críticas
2
17 críticas
1
26 críticas
0
67 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 888 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de maio de 2026
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite é um filme de terror/suspense que contou com a direção e roteiro de Ari Aster. Na trama, acompanhamos Dani (Florence Pugh), que vem atravessando um momento delicado de sua vida após a perda de sua família. Dani decide viajar para um vilarejo isolado na Suécia, junto com o seu namorado Christian (Jack Reynor) e os amigos dele. Porém, o grupo se depara com uma comunidade fechada com costumes estranhos. O roteiro começa de forma interessante, dando profundidade a personagem Dani, suaz perdas e a relação desgastada com seu namorado. Tudo isso, para justificar a sua necessidade de procurar algo novo para se conectar diante de um luto. Nesse sentido, o terror desse filme se espelha no desconhecido, abraçado pela antropologia que liga ao misticismo do grupo. Existe um cuidado da direcao em preparar todo o terreno, mostrando cada detalhe desse grupo ( costumes) ,isso de fato enriquece muito o filme, mas o maior problema é a dosagem do terror. Em um filme longo, normalmente se espera que o horror seja crescente, mas diria que nao é assim nesse filme. Além da demora (justificada ,como descrevi acima) para inserir essas comunidade, temos uma cena que impacta bastante envolvendo 2 velhos (suicídio) e se esperava coisas piores a partir dali, mas o filme vai aliviando as cenas seguintes e depois mostrando novamente algo chocante. O horror vai funcionando como uma montanha russa até o ápice final do filme ( que nao me chocou tanto quanto a cena de suicídio dos 2 velhos). Esses momentos de "alívio " do terror, serve para a construção do drama entre os personagens. Embora o drama se concentre entre o casal protagonista do filme, tanto quando o relacionamento vai por água abaixo, o drama se esvazia num terror. Acredito que o roteiro em nao saber dosar e nem conduzir seus momentos de drama e terror tenha sido o maior pecado do filme. No mais, temos boa atuação de Pugh, boa fotografia com cenas amplas e sempre ensolarado. Isso se justifica pelo verão sueco, em que o sol praticamente nao se poe. No mais, é um filme longo, que poderia ser mais curto.
Eduardo Lenares
Eduardo Lenares

10 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de maio de 2025
Filme um pouco doido, mas no geral é até que legalzinho, achei o final bem normalzinho e é isso pessoal.
arthinkabtit
arthinkabtit

10 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de julho de 2023
• Talvez seja o mais óbvio a dizer mas, esse filme é claramente confuso de propósito, bem pensado em certas formas pra fazer o espectador pensar
(Provavelmente não pensei o suficiente porque não entendi nada)

• A parte cinematográfica do filme, os elementos que dão vida às cores e tudo presente no cenário é nítido como foi bem pensado.
E mesmo que eu não seja um dos maiores fãs de terror e desse formato de filmes de fazer o espectador não entender nada e que faz pra entender depois só desagrada a experiência durante o filme.

• Pontos do filme:
• - Cinematográfico 10/10 (Já expliquei a cima, mas resumidamente, muito bem pensado em jogadas de cores e câmera)

• - História 07/10 (não é nada inovador, chegando a ser previsível a depender da perspectiva de cada um mas consegue cativar o seu foco nas vezes certas)

• - Protagonista 03/10 (não sei se minha nota em relação a protagonista faz parte do fator de que eu não entendi quase nada do propósito desse filme, mas, sinceramente ela só chora, fica doidona e tem crises.
Ela é basicamente só mais um objeto estático pra que o filme acontecesse mas que ela em si não tivesse quase nenhum desenvolvimento)

• - Elenco 09/10 (amo todos os atores que estão ali, principalmente Will Poulter)

• - Plot 09/10 (Não superou todas minhas expectativas, ou previsões sobre o final, mas é um final bom.
que querendo ou não, é claro que uma pessoa frustada emocionalmente e psicologicamente conseguiria ser manipulada facilmente pelas pessoas dessa seita ou culto a continuar a fazer o que eles fazem)

Basicamente é isso, minha opinião, vale.
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de março de 2023
Tem boa fotografia , o roteiro é confuso, muito viajado , é um terror psicológico , muitas cenas sem sentido , inverossímeis ., mas o filme te prende , te envolve., mas o roteiro é fraco., quando começasse aquelas mortes , qualquer pessoa de bom senso , iria embora daquele lugar., a protagonista Frorence Pugh está muito bem!! tem algumas cenas que impactam, mas falta conteúdo no filme.
Gabi
Gabi

7 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de julho de 2022
No geral o filme é bom, mas é preciso fazer algumas considerações.
O filme não é bem um terror, é um filme que te deixa em alerta; só que ao mesmo tempo, a dinâmica é mais lenta, então até que o próximo grande acontecimento apareça, você fica longos minutos esperando, o que acaba mexendo um pouco com seu psicológico. Não é um filme assustador, muito menos misterioso, até porque já se tem ideia do que vai acontecer ali pela metade do filme.
Sobre a trama: o enredo não é dos melhores, mas ao mesmo tempo ele te cativa, você só consegue pensar se gostou ou não quando chega no final, porque sua mente fica bem concentrada no filme.
A direção, filmagem, atuação, são muito boas. Mas não é um filme pra todos.
Billy Joy
Billy Joy

4 seguidores 51 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de dezembro de 2021
Nesta revisão de Midsommar, pude perceber como a sequência inicial proporciona uma ansiedade pela antecipação da tragéda, uma espécie de ressonância ao público do mesmo sentimento de Dani (Florence Pugh) ao esperar uma resposta a suas ligações. A premonição da catástrofe já se manifesta ao nível do plano, no alongamento de cenas aparentemente banais, porém progressivamente angustiantes, mas concretiza-se por completo na medida em que revisitamos a obra com o olhar do espectador calejado pela dramatização de Aster. Alguns filmes parecem ganhar vida nessa repetição esquemática da morte, mais do que nunca, a passividade do público assume caráter de voyeur da tragédia.

Todo o drama que advém da tragédia familiar na primeira parte do filme é brilhante na articulação de incomunicabilidades. Já falei recentemente aqui sobre como o Pulse de Kiyoshi Kurosawa trabalha essa ideia de distanciamentos afetivos. Em Midsommar, tal aspecto é abordado com menor ênfase nos espaços físicos, priorizando a subjetividade de gestos e intenções implícitas nas falas de seus personagens. Se por um lado, há um caráter dramatúrgico muito evidente em como cada personagem do filme se enxerga como protagonista dessa narrativa, suas ações buscam uma negação superficial disso. O filme todo é revestido de um falso altruísmo que tenta mascarar as verdadeiras necessidades de cada personagem.

Estas necessidades são centralizadas num falido relacionamento entre Dani e Christian que busca sobrevivência em espécies de obrigações sentimentais. A tragédia na família pede um amparo irrestrito e o plano da hesitante chegada de Christian no apartamento de Dani já esclarece bem o dilema da situação que se sucede. A viagem de férias exige uma roupagem de casal feliz, insistentemente evidenciada pelos planos do casal caminhando de mãos dadas, como que algemados nessa coexistência pseudoaltruísta. Todas as angústias do filme existem nas tentativas de apaziguamento que apenas reforçam a inevitabilidade do trágico na narrativa.

A chegada na Suécia representa um contraponto visual que denota algum suspiro de esperança por parte da protagonista. Um filme até ali de fotografia dessaturada, preenchido por ornamentos de natureza morta, abre espaço para a onipresença do sol e uma encenação quase fabular naqueles espaços bucólicos. Isso somente se dá para que, a partir da cena de suicídio do casal ancião, caia por terra qualquer expectativa de escapismo. A geografia possibilitadora de um respiro sentimental é rompida em suas superficialidades para que a tragédia humana manifeste seu caráter onipresente.

É decepcionante como, da metade para o fim, o filme de Aster perde muito de suas capacidades dramáticas, dedicando-se em demasia a uma mise-en-scène deslumbrada por estranhezas litúrgicas. Já existe um indicativo desse caminho a ser tomado quando o diretor abusa de movimentos complexos de câmera, como na transição temporal de cenas em que Dani entra em diferentes banheiros, ou no travelling invertido do trajeto do carro até o vilarejo. Aos poucos, o filme abre espaço para essa atenção performática que busca chocar, mas, em seus exageros, somente afoga o que há de melhor na natureza da narrativa.

Poucos elementos ainda sobrevivem bem nessa parte final. A frontalidade de um gore deliberadamente artificial é muito boa ao atestar certa banalidade contrastante com as angústias dos personagens-turistas. Tal naturalidade da comunidade local perante esses atos de extrema violência é articulada bem pela maneira como Aster não priva seu filme do dilaceramento explícito dos corpos, estabelecendo interessante contraste com o choque estrangeiro, carregado de traumas relacionados ao cessamento da vida.

Mesmo nas cenas em que o diretor pesa realmente a mão nessa unidade estilística que busca o choque através de contrastes entre a beleza explícita de um enquadramento e seus significados psicológicos, a atuação de Florence Pugh ainda assim consegue manter vivo algum interesse pelo que se sucede. Atriz que consegue equilibrar muito bem certa seriedade dramática com uma ingenuidade proveniente de trejeitos infantis (seu choro é perturbador por natureza ao remeter em demasia ao de uma criança), Pugh desenvolve magistralmente a postura passiva de uma personagem que busca sempre agradar aos outros e, por consequência, acumula grandes ressentimentos que são pouco verbalizados.

Pugh relembra ao público o que há de mais comum entre o adulto e a criança na manifestação de sentimentos quando tudo parece fugir de controle. Se o filme todo trabalha nessa incomunicabilidade dos desejos individuais, não há maneira melhor de articular isso em uma personagem que não pela luta interna entre a necessidade de um altruísmo maduro e a inevitabilidade do ego infantil. É por conta dessa sua tremenda capacidade de abstração no papel designado que, mesmo quando Aster parece sufocar tudo com sua busca sensorial por algo que não se mostra dramaticamente eficaz em tela, Pugh nos relembra que há ali uma personagem capaz de representar toda a angústia das tragédias humanas. Sua performance aqui é a representação contemporânea de uma Lilian Gish num close-up médio e, mesmo que isso seja um anacronismo grosseiro, é inevitável imaginar o quão belo seria Florence Pugh sob direção de um inspirado Griffith.

Em todo caso, Midsommar não deixa de repetir um esquema estilístico que também torna Hereditário um filme pouco regular na sua articulação dramática. Ari Aster parece um diretor já muito madura na construção de ambientes que emanem dramas bastante evidentes das relações humanas. Há um entendimento muito claro das possibilidades a serem exploradas narrativamente nesses espaços superficialmente comuns, mas contaminados pela tragédia. O seu grande problema parece ainda se dar na busca por momentos de maior purgação da unidade dramática. Quando aquilo que é sobriamente construído parece pedir uma ampliação de suas consequências, abrindo espaço para uma maior quebra de relações causais, Aster ainda parece um novato admirado com a suas possibilidades audiovisuais. Sua busca pelo fluxo limita-se somente ao imediatismo de um plano elaborado. Talvez ainda esteja por vir a grande realização desse jovem cineasta, sua perfeita síntese entre angústias mundanas e artifício cinematográfico.
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de novembro de 2021
Tem cenas de mal gosto. Se o filme fosse meu eu tiraria várias cenas ( de tão grotescas , agente ve logo q eh mentira, e sem necessidade, mas acho que ele quis chocar mesmo)
Mas eh um filme que mostra que pessoas más existem até por trás de uma paisagem idílica.. Realmente os verdadeiros bruxos não mostram o que são.Muito menos se forem maus.
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de dezembro de 2020
Se você procura um filme de terror convencional e com aqueles típicos clichês de filmes do gênero ou com jump scares que renda alguns susto, então você não encontrará em Midsommar.

Na verdade, apesar da sua classificação original, essa película Sueca/Estadunidense não é um terror, mas sim um suspense psicológico com sutis toques de terror em raros momentos.

A trama é carregada de um suspense psicológico que nos incomoda constantemente ao longo de toda a sua duração. É um incômodo que não sabemos de onde vem, pois a trama não deixa claro como e nem de onde o perigo (se é que existirá) pode surgir. Sabemos que existe alguma coisa de muito errada acontecendo, porém não sabemos o que é.

O clima pesado desse filme lembra muito o do filme "Hereditário" que, aliás, é do mesmo diretor. Apesar de "Hereditário" ter uma atriz com uma aparência “diferente” e que, naturalmente, nos passa uma certa aflição e repulsa (talvez por um preconceito do telespectador) e também pelo "BANG" não demorar tanto a acontecer (até mais rápido do que normalmente esperamos), "Midsommar" (que tem uma trama mais lenta) tem uma atmosfera parecida. Talvez a principal semelhança entre os dois filmes é essa sensação de que está tudo “bem”, mas que algo ruim poderá acontecer a qualquer momento.

Talvez essa sensação seja despertada em nós por, previamente, já ter lido a sinopse do filme ou por já saber qual é seu gênero. Se não fosse isso, talvez não imaginaríamos se tratar de um filme de suspense tão tenso. Certamente o telespectador que assiste “Mindsommar”, chegou com algumas informações prévias sobre o filme. Pois esse filme não teve hipe e muito menos é o típico filme que, de primeira, atrai os telespectadores acostumados a filmes “mais comuns nesse gênero”.

Esse incômodo que "Hereditário" desperta no telespectador, devido a aparência de uma de suas personagens, possa ter sido despertado também em "Midsommar" justamente por colocar um único personagem (do casting principal) de raça diferente da majoritária encontrada no ambiente onde se passa a trama. O telespectador fica esperando que a qualquer momento essa situação possa ser levantada e sirva de motivação para algum acontecimento do filme.

"OBS: Pode parecer precipitação da minha parte essa última questão levantada, mas observem em um certo momento do filme em que ao fundo passam diversas ovelhas e, no meio delas, existe uma que é completamente preta. Certamente isso é, no mínimo, alguma referência ou algo que os roteiristas fizeram questão de nos mostrar."

Em relação as atuações, confesso que a única que me agradou foi a da personagem principal. Achei as outras atuações bem genéricas e que não tiveram um destaque positivo, restando a Florence Pugh (que interpreta a personagem principal) a missão de praticamente conduzir o filme sozinha.

Midsommar é um ótimo suspense, porém necessita de uma certa paciência do telespectador. Se você for daqueles apressadinhos, certamente desistirá no meio do caminho, pois o filme tem um início bem morno. O filme só começa a esquentar lá do fim do 2º ato.

Apesar de ter um roteiro que seja meio difícil de se digerir e que talvez deixe algumas pontas soltas, “Midsommar” é uma surpresa e se destaca justamente por ter um roteiro que não é muito convencional. Mas se você é daquele que curte mais uns filmes pipocas, então esse aqui talvez não lhe agrade tanto. Eu recomendo.

Daria uma nota 7.5
Rodrigo M.
Rodrigo M.

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de novembro de 2020
Cara, tem filmes que entendemos que se o personagem não for burro, não tem história, esse é um deles! Previsível do início ao fim. Mas deu pra curti a tarde!
(Sétimo Filme assistido da Amazon Prime)
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de julho de 2020
A trama é desenvolvida com ritmo sonolento e inconsistente,nem tudo funciona bem no filme,mas vale três estrelas por possuir um suspense interessante com cenas chocantes que conseguem levantar questões relevantes.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa