Midsommar - O Mal Não Espera a Noite
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3,2
765 notas

179 Críticas do usuário

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Diego N.
Diego N.

3 seguidores 2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 5 de outubro de 2019
Pior filme que já vi na vida! História chata, arrastada e bizarra. O filme não causa nenhuma reação além de nojo, sono, perturbação, frustração, desinteresse, antipatia e estarrecimento por conta de algumas cenas desnecessárias que refletem a falta de criatividade e coesão num roteiro grotesco e confuso. Filme repugnante!!!
Wagner S
Wagner S

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de outubro de 2019
Um verdadeiro diferencial e respiro para os fãs do gênero de terror, os quais vêm sendo massacrados por uma pilha de lançamentos repetidos da mesma formula, preguiçosos e mal acabados, quando os clássicos do terror tinham sua principal ferramenta para assustar, sua atmosfera perturbadora. Esse é redondo e assim como alguns novos filmes do gênero, trazem esse mesmo sentimento de volta, com o mal nas entrelinhas e nesse caso, a luz do dia (sem apelo para o jump scare). O desespero da personagem principal e seus gritos são angustiantes, isso tudo creditado ao diretor e seus enquadramentos dramáticos e da fabulosa Florence Pugh.
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de outubro de 2019
Está certo que representar os sentimentos pulsantes de uma jovem no estado em que estava a protagonista, pode ser excitante, mas a técnica e o excesso de simbolismo falam muito mais alto do que o miolo da história.
É, sem dúvidas, uma experiência interessante por ser uma proposta diferente, mas não tão envolvente e satisfatório quanto deveria.
Nelson F.
Nelson F.

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 30 de setembro de 2019
Versão atual e malfeita de uma espécie "colheita maldita", onde, em conluio, sociedade oculta sueca (resto do paganismo nórdico ?), utilizando de persuasão e entorpecentes em jovens universitários, comete atrocidades em seus cultos com algo de divindade.
Folclore de terror em 140 minutos perdidos lennnnnntameeeeente, onde sua família, que assiste com você, te pergunta: - “podemos ir embora ?”, “porque estamos assistindo isso ?”.
Não assusta a ninguém, apenas choca em cenas com alguma carnificina e defeitos especiais nas cenas com uso de bonecos sem ossos.
Prefira ver “Itchi and Scratchy Show” (Comichão e Coçadinha), é mais rápido e segue a mesma linha (não traz felicidade, nem cultura nem diversão).
Nesta tendência é provável que o próximo filme do diretor seja “The Strange Thing About Ari Aster”.
#Ton
#Ton

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 30 de setembro de 2019
É a piração do cachorro louco viajando em um purê de drogas e que resolveu escrever um roteiro do nada a lugar nenhum. Parabéns a qualificação de sem pé nem cabeça foram atualizadas.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2023
Filme do diretor em acessão Ari Áster, que tem em Hereditário seu único filme e que já lhe rendeu bons frutos o colocando no mapa de diretores promissores. Aqui temos uma história com a pegada um tanto que exótica, levando o público a refletir e criar possibilidades e isso eleva bem esse roteiro duro e eficaz. Muito bom
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de setembro de 2019
O ser humano é capaz de ser bastante influenciável se estiver em uma situação psicologicamente vulnerável – seja lá o motivo – um trauma, a ausência familiar ou até mesmo a falta de comunicação numa relação amorosa – o diretor Ari Aster (que surpreendeu a todos com seu primeiro longa ano passado, o terror Hereditário) utiliza todas esses fatores para ilustrar uma trama que envolve inúmeras referências, criticas e paralelos com males que nossa sociedade propaga – do extremismo religioso, a visão estereotipada e prejudicialmente “santificada” da mulher em nossa sociedade ou a hipocrisia moral que tomou conta de muitos nos últimos para cá, Midsommar torna-se uma viagem (e acho “viagem” uma palavra que define bem o caminho dos personagens da história) – ou, para ser mais preciso, uma “bad trip”, que leva a uma reflexão profunda sobre nossos costumes e a falta de expressão e empatia para reprimir sentimentos de ódio, maldade ou pura omissão diante do mal – seja ele sob qualquer forma.

Com uma atenção maior sobre a questão religiosa, o roteiro do próprio Aster traça um paralelo sobre os efeitos do extremismo sobre a jovem Dani (Florence Pugh), que acaba de viver um forte trauma emocional e está em um relacionamento em crise com o estudante universitário Christian (Jack Reynor) – o casal, tentando superar os problemas de comunicação, aceita o convite do amigo Pelle (Blomgren) e embarcam para uma viagem até uma região interiorana da Suécia, junto de mais dois amigos (Poulter e Harper) – ao chegarem ao local, logo notam que se trata de um vilarejo afastado, composto por pessoas que parecem seguir uma espécie de seita ou religião – com rígidos e estranhos costumes, durante o “sol da meia noite” do local, pois lá não há anoitecer. Dani acaba sendo a primeira a notar que algo estranho está acontecendo por lá, mas isso pode não ajudar muito o grupo de amigos.

Ajudado ainda por um elenco espetacular, composto por atores pouco conhecidos, o destaque fica por conta da talentosa Florence Pugh, que impressiona pela expressividade e a forma como representa as dores e aflições de seu coração e mente – Ari Aster se aproveita desta forte carga emocional para compor (sem exageros) um longa que expressa significados e metáforas praticamente em cada um de seus planos – logo de inicio, ele usa uma representação, em quadro, que, rapidamente, descreve as promessas de “falsos profetas” e moralistas de guela, que prometem levar as pessoas a uma “vida melhor” – ou a maneira que representa o sofrimento de Dani – como na forma que introduz a passagem de tempo para a viagem até a Suécia – com um corte genial do banheiro de um apartamento para o banheiro de uma avião – mesmo que com alguns significados óbvios – como ao filmar a estrada na qual os personagens viajam de ponta cabeça, indicando a inversão de supostos valores a seguir – tais sequências casam perfeitamente com a proposta do diretor – a riqueza de detalhes é tamanha que é necessário uma atenção redobrada para tentar captar tantas mensagens – que vão de simples reações de personagens – como quando Josh compara um comportamento de uma outra religião em tal assunto e o morador do local simplesmente o ignora, indicando a intolerância a outras religiões – ou coisas mais diretas, como uma placa na estrada que indica o preconceito com imigrantes – a própria ideia do local ficar sob a luz do dia o tempo todo é uma enorme referência a instituições que cometem erros (e até crimes) perante nossa sociedade e ficam impunes (as claras), sem precisar se esconder (as escuras, digamos assim) – impossível não pensar em políticos e suas ideologias radicais ou fanáticos religiosos, que impõe seus seguidores a situações ultrajantes, ofensivas, humilhantes ou perigosas – para dizer o mínimo. Sem falar que o longa retrata ainda a punição de quem discorda de tais imposições e o lado de quem tenta expor estes absurdos – ou, ainda, quem fica omisso diante de tais acontecimentos – como na forma que expressa o interesse em apenas fazer a tese para a faculdade dos personagens de Reynor e Harper, sem se importarem com a gravidade do que esta acontecendo – embora tal momento, onde os dois rivalizam o uso do tema para as suas teses, seja o único problema do filme, por inserir diálogos pouco inspirados e que pausam a narrativa brevemente.

Mas nesse aspecto temático ainda fica bem evidente a forma como Aster demonstra como as mulheres são vistas como uma espécie de “troféu” ou apenas objetos – a mercê das vontades dos homens – uma submissão que muitos tendem a classificar como “natural” ainda nos dias de hoje – assim como a questão da perda da virgindade feminina – como se as mulheres sempre precisassem de homens para serem felizes, conforme o machismo tenta impor – isso também inserido na maneira destrutiva como Dani encara sua relação inicialmente – e a tentativa de ajuda descaradamente querendo algo em troca, por parte de Pelle – alias, estas “falsas ajudas”, são representadas em alguns momentos de uma forma propositalmente caricata e engraçada – para mostrar que a tentativa de identificação com as pessoas é só uma forma de atrair “fiéis”, por exemplo. Também merece menção a forma como é mencionada a questão da “recompensa após a morte”, pelo destino de alguns personagens idosos – tornando a maneira que o longa expõe isso em meio a história como um impulsionamento narrativo – o elemento de suspense tirado destes pontos torna-se sufocante – dada a criação muito bem estruturada das personalidades de cada individuo da trama – totalmente bem estabelecidos no primeiro ato – e conduzidos de forma propositalmente lenta pelo cineasta – a ponto de captarmos bem seus estados emocionais e suas multifacetações – Aster utiliza simples distorções nas paisagens e cenários para representar as alucinações de alguns personagens e uma suposta falsa ligação deles com a natureza.

Alias, visualmente, Midsommar é genial: a direção de arte e o design de produção acertam lindamente na criação do vilarejo sueco – seja pela concepção estilizada e assustadora das casas de madeiras em meio a vegetação em volta do lugar, ou até mesmo pelo figurino bastante claro (indicando uma certa “santificação”) dos moradores – sempre rodeados por flores coloridas, que poderiam representar um tipo de pureza – e a fotografia de Pawel Pogorzelski compõe imagens belíssimas, escancarando ainda mais as cores dos ambientes – de escura e sombreada no começo, mostrando a casa de Dani ou o apartamento dos amigos de Christian, para ficar quase que chapada nos dois atos a seguir – utilizando com inteligência suas alterações de tons, conforme a gravidade do que acontece em tela – essa maneira mais clara de expor as situações também ajuda o filme a apresentar alguns efeitos de maquiagem bastante realistas e chocantes – sem efeitos digitais implausíveis.


Entre tantas metáforas e simbolismos, Midsommar é um filme extremamente importante para nossa realidade – ele mostra com perfeição os estragos que a alienação religiosa ou ideológica tem sobre as pessoas, que tendem a querer procurar as soluções mais fáceis para seus problemas na vida – seja para superação de traumas ou problemas conjugais – se esquecendo do básico e caindo em promessas infundadas – vindas de figuras ou questões morais distorcidas (no caso do longa, representado de uma maneira até literal) pelas próprias pessoas – ou seja, a inversão de valores ao qual nossa sociedade tem-se submetido, reflete a hipocrisia que muitos ressaltam todos os dias, principalmente entre aqueles que dizem querer a paz e o amor, mas pregam a violência e morte, sem ao menos notarem suas contradições – como diria Goethe, “nada mais assustador que a ignorância em ação” – algo tão atual e real que faz este trabalho de Ari Aster não precisar de nenhum “jump scare” ou recursos manjados do gênero para nos assustar. A realidade já é assustadora o suficiente.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de setembro de 2019
"Midssomar" traz consigo um visual incrível, uma tensão e desconforto constante e ótimos aspectos técnicos, mas peca demais em seu roteiro, o segundo filme do jovem promissor Ari Aster Fica abaixo do seu primeiro longa, porém agrega uma experiência cinematográfica mais completa.

O longa apresenta um problema, seu roteiro, que não sabe a onde focar e nem mesmo o que contar, com um decorrer do enredo perdido, sem saber para onde andar e péssimas escolhas de plot e ritmo, um primeiro ato completamente desnecessário que poderia ter sido resolvido em 5 minutos, partindo logo para o "plot principal", embora isso não pareça existir aqui, um déficit de atenção contaste em não saber a onde focar e diversos são os personagens sem função narrativa, sem contar os diversos arcos e núcleos que são abertos e nunca concluídos, isso pode até ser em certo ponto proposital e funcionar em diversos filme, mas aqui não funciona.

Se o roteiro apresenta problemas, tecnicamente o longa é primoroso, com uma fotografia contraste ao habitual do terror, bem clara e lindíssima, uma composição de cenário incrível e ótimos figurinos, a direção de arte é a que mais merece méritos aqui, deste as maquiagens até às coreografias, é espetacular em diversos sentidos,até a mixagem de som é ótima, tal qual a trilha sonora que mescla um ritmo moderno e clássico.

Ari Aster tem um direção com méritos, o diretor dirige bem seu filme, o mesmo sabe criar bem o clima e a tensão, com uma câmera que consegue ser claustrofóbica mesmo com ângulos abertas e ótimos cortes, secos e viscerais, além da já comentada e maravilhosa composição de cenário, porém o déficit de atenção do roteiro resvala um pouco na direção também, pois o diretor se perde em seu próprio mundo criado e se empolga muito com a câmera na mão, diversas são as contemplações desnecessárias e uso de técnicas que não condizem com com o restante do filme, Ari teve ótimas idéias para o seu segundo filme, porém teve diversos problemas de execução, é inegável que o jovem diretor tem talento, mas sua empolgação em querer demonstrar isso acaba prejudicando seu filme.

O Cast é muito bom, embora alguns personagens não tenham função narrativa, os atores cumprem seus papéis, até Will Poulter como alívio cômico está bem, sem falar de todos os integrantes da vila sueca, que são assustadores e ótimos, porém o grande destaque realmente fica para Florence, a pouco conhecida atriz britânica dá um espetáculo a parte e se entrega completamente ao seu papel, indo do desespero ao drama, passando por medo e aceitação.

O segundo filme de Ari tem diversos méritos, mas também apresenta problemas, principalmente de execução e falta de clareza em seu foco, por vezes na direção, mas principalmente no roteiro, com um primeiro ato desnecessário e um roteiro que não consegue se decidir qual história contar, porém temos uma direção de arte deslumbrante e uma direção, que apesar dos desvios, é extremamente desconfortável, causando muitas vezes incômodos, o que é bom para um filme de terror. O objetivo de ser assustador na luz do dia funciona principalmente no inicio, após acostumarmos isso perde a força. "Midssomar" está sendo amado ou odiado, eu o acho um bom filme, nada além disso, mas se tivesse que escolher entre o amar e o odiar, eu prefiro amar. É importante também o telespectador embarcar na onda do longa para sentir sua tensão e desespero, caso contrário será uma longa viagem de mais de duas horas chata e cansativa.
Nota: 7,5
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de setembro de 2019
Estranho e perturbador, filme claro e alucinógeno onde amigos viajam para um festival de verão na Suécia. Agoniante, visualmente bonito e bem diferente. Diferenças culturais e problemas de luto são alguns dos pontos abordados. Fiquei tonto.
Dani N
Dani N

1 seguidor 14 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de setembro de 2019
Não é tudo isso que fizeram do filme. É legalzinho. Na mesma linha de pensamento de Hereditário, com muitas referências baseadas na vida real também. No filme mesmo muitas coisas ficam subtendidas, e não tem muito o que explorar. Nãos é o tipo de filme que te faz medo ou coisa assim mas no fim das contas é até chocante. Dá pra assistir, é só não criar tanta expectativa.
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