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Juan Freitas
49 críticas
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4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2026
É um romance frustrado tratado com maturidade, e as decisões fazem sentido porque nascem de conflitos internos reais. A cinematografia traduz a melancolia do filme. O deserto, os enquadramentos que isolam os personagens reforçam o vazio interno. A estética sustenta o sentimento da história. A trilha sonora é seca e pouco utilizada, o que aumenta a imersão. O silêncio é quebrado por personagens que não estão na mesma sintonia emocional, o que cria constraste entre eles. As atuações são contidas e precisas, entregando o necessário para entendermos os personagens. A lentidão é proposital e importante para a construção emocional, mas em alguns momentos se torna um pouco maçante. Não é um grande problema mas pode incomodar. O que mais me marcou foi a estética e as atuações.
Ótimo filme. Sempre ouvi falar muito desse filme por uma galera mais cult e agora entendo. Não é um filme cheio de ação que todo mundo iria adorar, mas é uma história contada com uma sensibilidade absurda. Você está vendo e não sabe se o que mais importa é o que vai acontecer ou o que aconteceu antes, até o momento(uma cena marcante) onde o filme conecta essas duas coisas e se percebe que não existe como separar um do outro.
Espetacular sobre todos os aspectos. Tocante, comovente, aruações e direção primorosas, N. Kinsky absurdamente bonita. O filme nos permite sonhar. O final nos encaminha a uma estação de trem, donde o caminho a cada um dos personagens deve ser dado por nós.
Em como os acontecimentos traumáticos que vivemos se configuram imageticamente na memória. Parece que todo o filme consiste na encenação de personagens em frente à grandes outdoors de valor simbólico (o irmão do protagonista é literalmente um construtor de outdoors). Isso tudo fica ainda mais evidente quando o clímax sentimental se dá através de quadros, formalmente autônomos, mas conectados por uma história de vida.
A emoção que toma Travis e Jane é tão forte que eles não conseguem lidar com a visão do que está em cena. A câmera enquadra o olhar que se desvia. Talvez seja impossível para o homem já nascido num mundo tomado por imagens atingir a emancipação dessa tirania visual.
Dá pra ser cult ser legal, e ter sentido, tudo isso você encontra em Paris, Texas o filme é incrível e te surpreende com os rumos da história. Nota: 8,5/10
Um drama familiar realmente muito bom do tipo que não se vê mais hoje em dia. Paris, Texas também é um retrato marcante de toda uma época, através de sua linguagem narrativa minuciosa e fotografia intimista. Porém, exige um pouco de paciência do espectador para ser inteiramente aproveitado, é aquele tipo de longa que toma o seu próprio tempo para se desenvolver, e tem mudanças de tom muito sutis a medida que descobrimos um pouco mais sobre o que se passou com o protagonista Travis(Harry Dean Stanton, gênio). Pode não ter envelhecido tão bem e sua estrutura narrativa certamente não é de fácil digestão, principalmente para quem está contaminado por entretenimentos imediatistas, mas com certeza merece ser visto por quem realmente está interessado em cinema de qualidade. Paris, Texas é como uma pintura renascentista, sua beleza está nos detalhes.
"Paris, Texas" exige paciência e atenção do público, devido à narrativa lenta e cujo enredo vai sendo construído aos poucos. A aridez do deserto é bem explorada pela fotografia e a trilha sonora. Boas atuações de Harry Dean Stanton e Dean Stockwell e do pequeno Hunter Carson. Nastassja Kinski tem uma aparição breve, mas marcante.
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