Homem-Aranha: Sem Volta para Casa: Críticas - Página 6
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
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Everson Cleber
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4,0
Enviada em 16 de abril de 2022
Apesar de previsível, o enredo do filme entrega muito bem a proposta: unir o universo dos "vários" homens aranha. Outra reflexão que tive: A necessidade da preservação do anonimato do super-herói, coisa que, desde criança, me questionava e me instigava.
Atender a vontande de fãs do homem aranha fez realmente esse filme ser um sucesso, muito divertido ,ousado e cheio de referências e nostalgia.Estou ansioso pelos proximos . # DESCANSE.PAZ.BABÁ.STARK#
Disparado o melhor filme do homem aranha. Uma obra prima da Marvel. O filme é longo, mas em momento nenhum se torna enfadonho, muito pelo contrário, prende do início ao fim com uma história muito cativante e bastante enérgica com as muitas cenas de ação bem feitas e bem produzidas. O filme trouxe uma sensação de nostalgia muito grande, podemos reviver os filmes e personagens pretéritos o que trouxe uma sensação fantástica. Os efeitos especiais são deslumbrantes!! Destaque para o ator Willem Dafoe, a melhor atuação dentre os personagens da Marvel, o cara manda muito bem como o duende verde. Sensacional!!!
Assim como todos filmes desse novo homem aranha, mais um filme sem graça, sem emoção, com piadas forçadas a todo instante, nem a volta dos marcantes personagens do antigo e melhor homem aranha Tobey Maguire salvou, filme caricato, que foi feito apenas pra divertir crianças, adolescentes ou pessoas infantis. Marvel destruiu o homem aranha, virou criança aranha um filme de humor que nem graça tem, tinha tudo pra ser um filme épico, com o retorno de grandes personagens mas conseguiram ridicularizar os vilões e deixar os homens aranhas de Tobey Maguire e Andrew Garfield sem relevância, com piadinhas de 5° série em momentos que deveriam ser em alta tensão, enfim mais uma grande decepção.
Em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, a Marvel entrega um resultado que beira o ofensivo para quem realmente conhece a essência de Peter Parker. Como se trata do personagem mais icônico da editora, certas falhas de caracterização são simplesmente indesculpáveis. O fã que acompanha o Aranha desde os quadrinhos e admira o herói por sua inteligência, sagacidade e intelecto superior encontra na tela um protagonista completamente desfigurado: inseguro, bobo e infantilizado. O filme apresenta um personagem que comete erros primários em sequência, colocando a vida de inocentes em risco em vez de protegê-los, o que vai contra tudo o que define o herói.
Além da descaracterização psicológica, o longa é saturado de piadas forçadas que passam longe do humor inteligente e rápido presente nas HQs de Stan Lee. É um desrespeito à trajetória do personagem; pegaram o herói mais relevante da Marvel e o reduziram a uma figura sem substância. Se compararmos com as versões de Tobey Maguire ou Andrew Garfield, que ainda mantinham dignidade, os filmes de Tom Holland parecem seguir uma estratégia deliberada para suprimir a grandeza do Homem-Aranha, talvez na tentativa de nivelá-lo por baixo para promover outros personagens de menor apelo. Não há explicação lógica para um roteiro tão fraco; a impressão que fica é que o desmonte do herói foi feito de propósito, resultando em uma obra que é, acima de tudo, um desrespeito aos fãs e ao legado de Stan Lee.
spoiler: Para se ter uma noção do quão desastroso é o roteiro desse filme, basta observar a premissa: Peter Parker coloca a vida de milhares de pessoas em risco para tentar salvar cinco criminosos que, além de tudo, já estavam mortos em suas realidades originais. É um enredo que desafia qualquer lógica. O próprio Peter é o culpado por essa crise ter começado, devido às suas trapalhadas com o Doutor Estranho, agindo como um amador sem o menor senso de responsabilidade. O resultado dessa imprudência é a morte da própria tia, uma consequência direta de ele ter se comportado como um herói "pateta" que gera perigo em vez de evitá-lo.
Esse personagem infantilizado e confuso passa longe do Homem-Aranha que os fãs acompanham desde a infância. A narrativa é tão bizarra que se torna difícil compreender a lógica interna dos acontecimentos. Nem mesmo a presença de Tobey Maguire e Andrew Garfield consegue salvar a produção. Embora a ideia de reunir as três gerações fosse sensacional e tivesse um potencial enorme, ela foi pessimamente aproveitada e trabalhada em cima de um roteiro frágil. No fim, o que poderia ser um tributo histórico ao herói acabou sendo apenas um espetáculo de decisões erradas que jogam no lixo a trajetória de um dos personagens mais inteligentes da Marvel.
Como elemento nostálgico funciona muito bem. Mistura universos e envolve personagens queridos pelos fãs. Como comédia, tem alguns momentos bem engraçados mas em outros fica bem forçado, daquele estilo pouco verossímil, mas que tenta agradar fãs. Como história, acho que é tão boa quanto pode ser, porém fica bastante limitada ao conceito. O que quero dizer com isso é que a ideia desse filme não foi bolar uma super história. O objetivo foi justamente ser nostálgico, incluir todos esses personagens que os fãs gostariam de ver. Tendo isso como foco, ao redor disso se montou uma história. Longe de ser uma história ruim, mas por não poder fugir desse foco nostálgico, encontrou algumas limitações.
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