Júlio César de Melo Pinto, o operário negro que foi executado em Porto Alegre pela Polícia Militar, nos anos 1980. A história do jovem é contada através de depoimentos como o de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, o da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.
1,5
Ruim
O Caso do Homem Errado
Rostos que falam
por Bruno Carmelo
“Essa história é a mais pura verdade, embora retrate as maiores mentiras”, afirma um letreiro no início de O Caso do Homem Errado. Muitos documentários acreditam que a sua visão do mundo constitui a “pura verdade”, mas é raro encontrar um projeto disposto a afirmá-la de modo tão claro, como se a própria imagem não fosse capaz de transmitir esta impressão. Ou então, como se o espectador não fosse capaz de deduzir tais informações sozinho. Mas afinal, talvez seja este o ponto de vista que move este projeto: a descrença na vocação artística e reflexiva do cinema, assim como a descrença no espectador como interlocutor capaz de processar conceitos.As intenções do documentário são de extrema relevância neste país em que a juventude negra constitui o principal alvo da violência policial e de violações de direitos humanos. A diretora Camila de Moraes ostenta uma tese clara: o caso de Júlio César
Ler a crítica
1:26
2:41





Importantíssimo documentário, uma denúncia necessária num filme bem produzido e dirigido,
spoiler:
EQUIPE TÉCNICA:
Direção: Camila de Moraes
Assistência de direção: Mariani Ferreira
Roteiro: Camila de Moraes, Mariani Ferreira e Maurício Borges de Medeiros
Produção Executiva: Camila de Moraes e Mariani Ferreira
Direção de Produção: Camila de Moraes e Mariani Ferreira
Assistente de Produção: Karla Meura e Patrícia de Jesus
Pesquisa: Camila de Moraes
Assistente de Pesquisa: Mariani Ferreira
Direção de Fotografia: Maurício ...
Leia Mais
Leia Mais
Um documentário pesado, tocante e que mostra a faceta real das abordagens, das prisões e das mortes de negros pelas forças de segurança pública no Brasil. Feito com parcos recursos e ainda assim com muito boa qualidade de vídeo e áudio.
Herói
A morte de Pinto foi desvendada a partir de fotografias feitas pelo repórter fotográfico Ronaldo Bernardi, do Zero Hora. Ele flagrou o momento em que o operário, confundido com um assaltante, foi algemado e colocado em uma viatura da Brigada Militar, na Avenida Bento Gonçalves. Pouco mais de uma hora depois, o mesmo jornalista registraria a chegada do corpo de Pinto no Hospital de Pronto Socorro.
Do curta para o longa
De acordo com a produtora, a intenção inicial era fazer um curta-metragem. Porém, diante da complexidade do caso e da quantidade de material coletado, sobretudo a partir de entrevistas, decidiram transformá-lo em longa.
Julgamento
O caso de Pinto foi julgado duas vezes pelo Tribunal de Justiça Militar do Estado. Na primeira, dois tenentes foram condenados a 14 anos de prisão e dois cabos e quatro soldados, a 12 anos. Na segunda, um dos tenentes foi absolvido. Os condenados foram expulsos da corporação e cumpriram apenas parte de suas penas.
curiosidades
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
-
Ano de produção
2017
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
4 curiosidades
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-