The Rock: O Filme, Parte 57, Por Duduh Wayne
Adão Negro/Black Adam é um filme de 2022 dirigido por Jaume Collet-Serra, com o roteiro de Adam Sztykiel, Rory Haines e Sohrab Noshirvani e é baseado nos personagens de C.C. Beck e Bill Parker. É estrelado por Dwayne "The Rock" Johnson (de Jumanji: Bem-Vindo à Selva), Aldis Hodge (de Uma Noite em Miami), Noah Centineo (de Para Todos os Garotos que Já Amei), Bodhi Sabongui (de O Clube das Babás), Sarah Shahi (Alvo Duplo), Marwan Kenzari (Aladdin) e Pierce Brosnan (de 007 Contra GoldenEye).
Finalmente, após cinco mil anos, foi finalizado o filme de herói do The Rock e Dwayne Johnson (os dois irmãos!). Mas infelizmente é o típico filme do The Rock, só que, dessa vez, sem selva. O filme inegávelmente foi feito com carinho aos nerdolas, pois mostra tudo que o nerdola clássico gosta de ver. Briga de personagens fortes para ver quem é mais forte, fanservices, inúmeras cenas de ação, um tom bem escuro de fotografia, mas com as piadas em dia, pois esse é um filme da DC pós Aquaman maior bilheteria e, o mais importante, o protagonismo ser dado a um anti-herói. Sobre as qualidades técnicas, o filme abusa um pouco da câmera lenta, a ponto de fazer cenas que seriam impossíveis na vida real, mas não exagera tanto quanto o OUTRO diretor da DC. A direção de arte faz seu trabalho, mas, infelizmente, não faz algo tão espetacular como foi feito em Pantera Negra, outro filme de herói que se passa na África. Em vez disso, o diretor de arte só colocou o cenário de país de 3º mundo genérico e pronto. Sobre o figurino, a Sociedade da Justiça está bem bonita visualmente, mas talvez o Esmaga Átomo pudesse lembrar menos o Deadpool na máscara. E o personagem título, bem que ele podia se parecer MENOS com o The Rock fantasiado de herói. Nada nele convence o público de que aquele personagem não é o The Rock e muito disso é culpa do visual. Sobre o roteiro, nada mais do que o filme de homens fortes se batendo, mas, ao contrário de outros filmes da DC, esse sabe muito bem que é um filme de homens fortes se batendo e isso não incomoda como Batman vs. Superman (Zack Snyder, 2016), onde o filme se acha super inteligente e se embola todo tentando uma narrativa complexa. O filme só se embola um pouco na parte onde ele lembra que o Adão Negro é um vilão e não sabe como fazer ele ser um vilão e tenta fazer dele um vilão de qualquer jeito. Tipo, no final, ele salva todo mundo e é obrigado a ficar preso no seu país. Mas Adão Negro SABE que é um filme idiota e, em diversas cenas, ele não se leva tão a sério, mas na hora das piadas, meu Deus. O filme tem um péssimo timing cômico e isso fica evidente no Esmaga Átomo e o Gavião Negro, tipo, todo mundo já entendeu que depois na nave é você e ele!
Sobre o elenco, Dwayne Johnson (Adão Negro) conquista o público com seu carisma e sua presença, mas dessa vez sem dar nenhum sorriso (e é incrível como ele continua carismático igual). O grande defeito no Adão Negro é o visual em que, tirando a fantasia, em nada lembra o Adão Negro e só lembra o The Rock mesmo; Acontece uma tentativa do roteiro de roubar o protagonismo e dar ao Bodhi Sabongui (Amon), que obviamente não tem calibre o bastante pra sustentar o filme, até porque o filme se chama "ADÃO NEGRO". O Amon só está no filme para fazer o papel do Billy Batson mesmo; Sarah Shahi (Adrianna Tomaz) é a moça que tenta ser badass; Pierce Brosnan (Doutor Destino) rouba a cena, mas o personagem dele pode ser resumido como o cara da exposição e alívio cômico nas horas vagas. Apesar disso, o personagem do Destino agrada justamente pelo carisma e pelas cenas de ação o envolvendo (que são sempre criativas). Só é um desperdiço terem matado o Pai Tá On nesse filme; Não que isso seja grande coisa, mas essa é a melhor atuação do Noah Centineo (Esmaga Átomo), que é um bom fazedor-de-piadas e o-cara-atrapalhado, mas isso acaba cansando bem rápido; Quintessa Swindell (Cyclone) é bem inútil para o filme, ela podia ser facilmente tirada do filme que nada mudaria (infelizmente!); Aldis Hodge (Gavião Negro) é um pseudo-antagonista, rivalizando bem com o Adão Negro em diversas cenas, porém, de última hora, o roteiro pensa: "putz, ele é herói" e faz um mini-arco de redenção para ele; E Marwan Kenzari (Sabbac) está lá só pra dizer que o vilão do filme não é o Gavião Negro... Ah e tem também o Mohammed Amer (Karim), mas ele só tá lá pra fazer besteira. O personagem dele é tão inútil quando o da Darcy do Thor, tipo, qual a função de um personagem de alívio cômico em um filme onde a maioria dos personagens são engraçados?
Adão Negro/Black Adam (Jaume Collet-Serra, 2022) é um filme bem divertido, com diversas cenas de ação legais e personagens carismáticos, mas com um roteiro bem ok. Um roteiro que só está no filme para justificar a pancadaria. Nota 6.6/10