O monótono pode ser um empecilho aos primeiros momentos do longa, que passa a demonstrar e revelar seus protagonistas aos poucos.
Belas imagens do verão italiano são transmitidas, impressionantes vistas, que podem ser retiradas da tela e expostas como quadros. Uma impecável trilha sonora, que enquadra cada momento exato.
Passado o lento começo e conhecimento dos personagens, a trama se sucede através do início de uma paixão entre os protagonistas, Elio e Oliver, de forma intensa e que permite maior visibilidade dos pensamentos dos dois.
Depois do romance concretizado por si só, o ápice da felicidade fora alcançado, desta margem em diante, poucos mais são os momentos de alegria, para habilitarem a dor da tristeza.
Aprimorando a cada imagem e diálogo o contato afetivo com o espectador, excede em sentimento e descobertas que se traspassam de forma excelente, principalmente pela atuação de Timothée Chalamet e Armie Hammer como par.
Com a afeição em seu máximo, o enredo desmonta tanto o personagem, quanto o seu público. No término de uma estação, a angústia aumenta a cada passo, isso demonstra – por opção sensata – a atitude madura, e a representação de crescimento dos protagonistas, desta maneira o conflito leva adiante o fim da produção.
De forma extremamente eficaz, os fatos encaixam-se, e a similaridade com a realidade complementam o incrível desfecho desta ótima produção, que mesmo diante dos créditos, continua a tomar toda atenção e doação do observador.