John wick 3: Parabellum é o terceiro filme da franquia e aconteceu 2 anos após o último. A direção continua na mão de Chad Stahelski e o roteiro é feito a 4 mãos: Derek Kolstad, Shay Hatten, Chris Collins, Marc Abrams. A trama segue exatamente seguindo os acontecimentos do últimos filme na qual John wick (Keanu Reeves) é expulso da corporação e tem a sua cabeça a prêmio por 14 milhões de dólares. Isso atrai matadores de todo o mundo. Afim de resolver esse impace, John passa a unir forças com antigas parcerias para se reabilitado na corporação. O começo do filme é de tirar o fôlego, pois temos a impressão de que o segundo filme ainda nao acabou: John será caçado em minutos e está ferido. Em busca da sua sobrevivência, o roteiro continua expandindo o seu universo, apresentando novos personagens e suas funções dentro da organização. O grande feito no primeiro ato do filme foi mostrar quem é o figurão atrás disso tudo ( e foge um pouco daquele esteriótipo mafioso italiano) lógico que para se chegar até aí, o roteiro bao apresentou facilidades, além das intensas lutas e cenas de ação, ainda somos apresentados a personagens como Sofia (Halle Berry). Por quem John foi cobrar uma dívida. Uma pena nao ter mais participação ou desenvolvimento da sua personagem, pois renderam ótimas cenas de ação e pancadaria com seus cachorros. Outro ponto forte no filme foi de tocar ba tecla sobre a questão das normas que devem ser seguidas pelos matadores e por toda a organização. Além das consequências que isso pode causar, caso nao sejam seguidas. Aquilo basicamente que Wiston (Ian McShane) falou: sem regras somos apenas animais. Gostei da forma em que o roteiro tensionou isso, por John era um sujeito que para sobreviver deveria "quebrar as regras " e daí vemos como as regras acabaram mudando pontualmente a favor de alguns personagens. Mas se percebe que isso foi mudado por conta da força e do poder por eles exercidos diante da organização. Destaco tbm a ótima participação de Asia Kate Dillon como A juíza. Basicamente ela que representava o cumprimento das leis. O filme tbm solta de vez as amarras com o drama do luto de Wick e se agarra de vez a ação. Em contrapartida, vemos a origem de John, onde ele aprendeu a lutar ( algo muito relevante que servirá como base para o filme da bailarina). A direção continua entregando boas cenas de lutas (algumas aqui repetitivas), mas novos cenários e elementos, destaco a ótima cena de luta com 2 alunos orientais do vilão. Podemos até questionar as situações de mortes que o John passou. Será que isso foi para humanizar o seu personagem, deixa-lo mais vulnerável? Por falar em vilão, dessa vez ficou nas mãos do experiente Mark Dacascos, que sinal foi ótimo. O seu personagem foi contratado pela juíza para dar fim a vida de John ( mesmo sem ter motivos aparentes, parece que o roteiro precisou criar artifícios para que isso fosse possível). No mais, o desfecho do filme revela aquilo falado acima sobre a flexibilidade das regras e como isso acabou trazendo trágicas consequências para John. O filme segue preparando para o 4°.