Roma
Média
4,1
582 notas

115 Críticas do usuário

5
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.291 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de janeiro de 2019
Mais uma obra prima do excepcional Alfonso Cuarón e que obra prima... Filme que conta a história de uma família e sua empregada, com suas alegrias e flagelos. Roteiro incrível sem falhas e muito menos rasura, plano sequencia marcante, parte técnica e trilha sonora de primeiríssima qualidade. Atuações ótimas , mas o destaque vai para a atriz estreante Mexicana Yalitza Aparicio que está incrível, levando sua sutileza direto aos corações de quem a assiste. Roma é sem sombras de duvidas um dos dos Top três de 2018.
Nelson J
Nelson J

51.033 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de dezembro de 2018
Filme de ótima qualidade técnica em preto e branco. Mostra as situações de uma família, onde os pais estão se separando e a mãe fica com os quatro filhos e com destaque para a empregada Cleo. Muita sensibilidade e cenas do cotidiano em roteiro bem conduzido.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de janeiro de 2019
Cidade do México, 1970. A rotina de uma família de classe média é controlada de maneira silenciosa por uma mulher (Yalitza Aparicio), que trabalha como babá e empregada doméstica. Durante um ano, diversos acontecimentos inesperados começam a afetar a vida de todos os moradores da casa, dando origem a uma série de mudanças, coletivas e pessoais.
 
eu já tinha demorado bastante para ver esse filme pelo trailer não me animou muito mas depois de tantas críticas positivas e premiações resolvi dar uma oportunidade achei história bem bonita um sofrimento que parecia que a gente estava passando tudo junto com a personagem mas o final me decepcionou um pouco acho que pela história do filme poderiam ter feito um final melhor⭐⭐⭐
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2019
Roma é algo muito pessoal de Alfonso Cuarón que deixa você entrar naquela história simples e encantadora que se não entrega algo vistoso de um filme para grande público, trás algo diferente e bem cuidado que roteiro e tecnicamente brilham de forma linda e doce, ficou muito bom mesmo.

Para ler a crítica completa, link a sequir: http://www.parsageeks.com.br/2019/02/critica-cinema-roma.html#more
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de dezembro de 2018
Um filme que ganha seu merecido destaque principalmente pela maestria e delicadeza do bom diretor Alfonso Cuarón e se torna o melhor lançado na Netflix.O filme aborda como tema principal a empregada Cleo que é babá e empregada,em meio de um espaço de tempo acontecimentos com a família e a empregada mudam e afetam suas vidas proporcionando mudanças coletivas.Olhando a sinopse pode até não ser nada de mais,mas acredite é melhor do que a encomenda,primeiramente devemos deixar bem claro que esse filme não é pra todos,ele tem um ritmo bem monótono por pouco mais de duas horas que bem provavelmente será um tédio para muitos.O filme é todo gravado em preto e branco e o diretor usa bastante uma câmera fixa que se movimenta na horizontal,e é muito bem feito pois sempre é bem colocada em certos pontos da casa que facilitam uma fluidez muito grande além do forte realismo que impressiona.A atuação da estreante Yalitza Aparicio é de destaque e o papel da atriz é de uma mulher calma e que tem poucas falas mas passa um sentimento bem ingênuo.O maior problema é a duração que ultrapassa um pouco,o segundo ato arrasta demais a trama e isso se dá a atenção aos detalhes que o diretor dá que são um pouco exagerados estacionam o andamento.O balanço final é muito positivo ,pela ótima cinematografia e o roteiro bem eficiente que falha apenas na lenteza que acaba deixando muito arrastada.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2019
Ao contrário do que muita gente pode pensar, o título Roma, do filme escrito e dirigido por Alfonso Cuarón, não faz referência à capital italiana, e sim a um bairro da Cidade do México, de classe média, e que fica próximo ao centro histórico da localidade. Foi neste bairro que Cuarón nasceu e cresceu e são as suas memórias que norteiam o que veremos no decorrer dos 135 minutos do longa.

A história é centrada em Cleo (Yalitza Aparicio, na sua primeira performance como atriz), que trabalha como babá e empregada doméstica numa casa ampla, povoada pelos patrões, pela mãe do patrão e pelos quatro filhos do casal. Além disso, o filme se passa numa conjuntura histórica interessante: em 1970 e 1971, época em que o México não só sediou uma Copa do Mundo, como também passou por mudanças políticas, que culminaram num dos acontecimentos mais trágicos da história do país, o massacre de Corpus Christi, que ocorreu em 10 de junho de 1971 – e que é retratado em Roma.

Fotografado em preto e branco, Roma se apoia em longos silêncios, que ilustram a rotina quase meticulosa e repetitiva de Cleo, que se divide entre os cuidados com a casa, com as crianças e com momentos de lazer. Apesar de estar sempre rodeada de pessoas, a verdade é que Cleo é extremamente solitária e uma sensação de melancolia nos invade quando percebemos que, além de se contentar com tudo aquilo com o qual é contemplada, Cleo não vislumbra para si melhores oportunidades. Ela está (ou acha que está) feliz onde está. Ela sente que deve ser grata por ter patrões que cuidam dela, que oferecem a ela um lar e que a tratam como se ela fosse de casa.

Mesmo assim, apesar de termos todas essas sensações, a verdade é que Roma é um filme que não aprofunda os conflitos internos de suas personagens, muito menos faz uma contextualização adequada que nos ajude a compreender as progressões narrativas. O longa vai se desenrolando sem maiores desenvolvimentos. Isso é, definitivamente, um problema. Entretanto, Roma não tem o objetivo, talvez, de explicar. O filme deseja nos causar sensações, nos colocar dentro das memórias afetivas de Cuarón. Nesse ponto, Roma é extremamente bem-sucedido.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 8 de fevereiro de 2019
É bonito, mas não gostei. Talvez exista algo na profundeza desse roteiro que eu não tenha compreendido, mas ainda assim não tocou meu âmago. A fotografia e o plano de gravação são muito interessantes, em alguns momentos incômodos, e o conjunto fica cansativo. A monotonia divaga ao lado de sentimentos como pena e compaixão por aquela que sendo a pilastra, ainda é tão subjugada. É, talvez eu tenha gostado de uma forma que não consegui entender. É exótico, pro bom.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de janeiro de 2019
México. Retrato social e histórico. Leve. Simples. Visual. Gravidez. Separação. Hierarquias. Lento. Bonito. Cocô de cachorro.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 26 de maio de 2019
Roma encontra o realizador Alfonso Cuarón em seu mais completo e fascinante comando do ofício visual e narrativo - contando a história mais pessoal de sua carreira até o momento. Uma história linda e triste sobre dissonâncias sociais, Roma é um filme épico e intimista ao mesmo tempo, com uma trama absolutamente contida intercalada por momentos de legitima tensão, em set pieces primorosas. Roma é também, porque não, um manifesto político necessário para estes tempos, mas nunca panfletário em sua essência, seu maior triunfo. Cuáron não soube direito como terminá-lo, porém. Algumas cenas se alongam demais, em super exposições técnicas desnecessárias, além de outras exibições gratuitas do diretor/roteirista, deixando em seu longa um tom arrogante de auto importância que incomoda às vezes. Mas o coração da história permanece intacto e se sobressai aos vícios de vaidade de seu autor, ao final, nós nos importamos com cada personagem, e nos tornamos parte daquela família. Um belíssimo filme.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2019
" Não importa o que dizem Cleo, nós mulheres sempre estamos sozinhas"
ROMA

Roma é dirigido, produzido, roteirizado e fotografado pelo mexicano Alfonso Cuarón. Inicialmente o longa seria lançado nos cinemas, mas em 2018 a Netflix comprou os direitos de distribuição do filme. Cuarón tinha a ideia desse filme formada em sua cabeça desde 2006, como sua autobiografia, pois o mesmo viveu em Roma, que é um bairro localizado no município de Cuauhtémoc, na cidade do México. O título do longa também faz uma referência ao "Roma, Cidade Aberta", filme de 1945, um precursor do neorealismo do cinema italiano de Roberto Rossellini..

O longa se passa no México em seus duros anos 70, quando somos confrontados com Cleo, uma empregada doméstica e babá de uma família de classe média. Cleo vive em prol dos seus patrões, levando uma rotina diária entre cuidar dos filhos, lavar exaustivamente o chão, recolher o cocô do cachorro e até segurá-lo para que seu patrão possa sair com o carro, ou seja, a sua vida inteira é voltada a servir e acatar ordens!

Cuarón domina a sua arte e nos entrega um longa intimista, forte, refletivo, pesado, incômodo, com uma crítica ácida muito bem construída, tocando em temas muito delicados como o preconceito, a desigualdade social, a maternidade, as perdas, as decepções. Nos confrontando com uma imagem da verdadeira família perfeita, onde tudo é feito rigorosamente dentro do padrão dos bons costumes. Quando na verdade a fachada da família feliz se desmorona, sendo expostos diretamente as perdas e a solidão.

Cuarón está em seu melhor momento, esse filme o define de todas as formas, por ser tão seco, direto, indigestível, verdadeiro, uma obra-prima do cinema mexicano. Uma película em preto em branco, totalmente em espanhol (que por sinal é um idioma belíssimo), que toca em questões sociais mexicanas, como a ditadura e as revoluções que o país enfrentava naquela década. Tudo minuciosamente bem detalhado, bem filmado, bem dirigido, com um toque de genialidade que só o Alfonso Cuarón consegue dar. A forma como Cuarón utiliza suas câmeras é incrível, com focos totalmente parados e em ângulos duplos, mostrando acontecimentos em dois momentos distintos. Como diretor de fotografia ele se mostra muito competente, ao nos mergulhar em uma fotografia em preto e branco, nos mostrando um lado morto e sombrio da sua história, até pelo fato de não haver cores, o que de certa forma simbolizaria a vida. Devo destacar a cena da praia (capa do filme) que possui um plano belíssimo, com uma fotografia de nos fazer chorar.

É muito prazeroso acompanhar um roteiro bem feito, bem explorado, bem idealizado, que possui coesão em seus acontecimentos. Cuarón vai ainda mais longe ao nos imergir em uma trama que não possui uma trilha sonora destacada, o que de certa forma eu achei uma genialidade de sua parte, sendo que o silêncio fala mais alto, a falta de voz e de opinião da protagonista, o transformando em praticamente uma muda que é a verdadeira trilha sonora encaixada no filme. A direção de arte do filme está rigorosamente bem destacada, com detalhes muito bem colocados, como o pôster no quarto da copa do mundo do México de 1970. É muito perceptível o quanto Cuarón está a vontade nesse filme, o quanto ele consegue trazer detalhes que fazem a diferença - como a sua referência a "Filhos da Esperança" na cena do parto de Cleo (por sinal, cena fortíssima e que me deixou triste e angustiado), uma clara referência a "Gravidade", na cena do filme no cinema com os astronautas vagando no espaço.

Yalitza Aparicio faz seu filme de estreia e diga-se de passagem, ela está estupendamente bem! O longa se passa sobre a visão de Cleo, nos mostrando o seu modo de ver e encarar toda situação que lhe era imposta diariamente. Uma mulher triste, vazia, solitária, submissa, que ao meu modo de ver, Cuarón nos deu um claro retrato das inúmeras Cleo que existiu em sua infância e que ainda existem em cada canto desse planeta. Yalitza Aparicio aceitou um papel muito difícil em sua estreia, dando conta do recado com muita maestria e dignidade, nos impressionando com sua forte atuação - meus mais sinceros parabéns!!!

Marina de Tavira foi outra atriz mexicana que me impressionou muito. Marina fez Sofia, a mãe da família que passou por tudo que você possa imaginar em sua vida. Sofia se mostrava uma mulher prepotente de início, até porque essa era a posição que ela adotava, mas com o passar do tempo e seus acontecimentos, a vida lhe mostrou toda verdade, o colocando como patroa e empregada que compactuavam de suas perdas e suas solidões de formas diferentes. Ótimo trabalho e uma grande atuação entregue por Marina de Tavira. Destaques também para o elenco infantojuvenil, que estiveram muito bem encaixados em cenas, conseguindo dar aquele toque de inocência e pureza em meio à uma obra tão avassaladora.

Roma está indicado em 3 categorias no Globo de Ouro 2019 (Diretor, Roteiro, Filme em Língua Estrangeira), sendo a indicação oficial do México para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar. E eu vou mais além: também o colocaria na categoria principal da noite - Melhor Filme.

Roma é um filme que consegue ser belo e assustador, lindo e tenebroso, suave e amargo, difícil porém prazeroso.
Pra mim é o melhor filme de Alfonso Cuarón e sua verdadeira obra-prima! SEM MAIS! [04/01/2019]
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