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Preview
A tensão narrativa construída por Legrand permanece do começo ao fim nesse drama que retrata situações de uma relação abusiva. "Custódia" narra pesadelos vividos diariamente por milhares de mulheres e aborda temas necessários para discussão, como a violência doméstica.
Ccine10
Confesso que poucas vezes saí do cinema tão perturbado, mexido, transtornado como depois de assistir "Custódia". Para um diretor relativamente inexperiente, Legrand nos entrega um filme marcado por um excelente rigor cinematográfico.
Observatório do Cinema
Um filme que se utiliza dos aparatos cinematográficos para colocar em seu discurso a questão da violência doméstica e seu constante assombro, uma obra que trata como deve tratar um relacionamento abusivo.
O Globo
O roteiro é hábil e leva a família Besson para uma espiral que passa pelo thriller e chega ao terror psicológico — o que faz todo sentido, já que um elemento essencial da violência doméstica é o medo.
Papo de Cinema
Abdicando de reviravoltas de roteiro, o diretor trabalha sobre a concretização das expectativas construídas e, mesmo sem contar com o fator surpresa, consegue habilmente sustentar a aura de suspense e incitar os sentimentos desejados.
The Playlist
"Custódia" não é apenas um filme bom que torna vívido e visceral o abuso doméstico, de um modo que poucos filmes imaginaram. Ele também é uma estreia incrivelmente inteligente de um diretor com um classicismo raro, capaz de gerar um drama potente a partir de uma dolorosa vida real.
Télérama
O mal-estar, a ansiedade, a angústia, o pânico atravessam a maior parte das sequências deste filme enxuto, onde nada se encontra em demasia, exceto talvez por uma cena de festa de aniversário longa demais.
Cineweb
"Custódia" é um filme duro, despido de sentimentalismo barato, num realismo social que faz par com os filmes dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, por exemplo. É muito seco e com uma câmera discreta que parece observar a desintegração dos laços de um grupo de pessoas.
Estado de São Paulo
O filme é cheio de energia. Parece ora um thriller ora um documentário sobre o tema da violência familiar. Legrand acerta ao evitar o tom maniqueísta, mas também não fica em cima do muro.
Folha de São Paulo
A construção do drama em torno da imagem corporal dos atores também se estende aos coadjuvantes, todos escolhidos para projetar uma forte impressão de verdade. Dessa maneira, esse tipo de cinema consegue dar mais concretude às relações de força, de dominação, de abuso.
Screen International
O filme começa devagar e os telespectadores podem facilmente se perguntar por que passar por uma experiência tão sombria. [...] Embora a palavra “empolgante” não pareça a palavra certa para o filme, certamente é a perfeita descrição da estreia de Legrand como diretor de longas-metragens.
The Hollywood Reporter
Custódia foi feito em um estilo sóbrio e realista. Em vez de uma partitura tradicional, Legrand dá atenção aos sons que cercam os personagens, que às vezes podem parecer alarmantes e ameaçadores no complexo de som do filme.
Variety
"Custódia” aborda a questão sobre o abuso das mulheres que nossa sociedade não pode simplesmente fugir do problema. [...] A conquista de Legrand é que ele conseguiu tocar no ponto chave da situação, enquanto permanece profundamente sensível a como tais coisas acontecem no mundo real.
Carmattos
"Custódia" se deixa reduzir a mais uma manifestação do macho descontrolado e potencialmente destruidor. O drama intricado se converte, afinal, na simples preparação de um thriller banal.
Critikat.com
O filme vira as costas à verdadeira figura potencialmente perturbadora (meio ogro perigoso, meio ursinho ferido) para perseguir uma dinâmica que nunca é questionada, e cujo funcionamento acaba traindo a verdadeira vacuidade de um objeto sem profundidade nem espessura.