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Felipe F.
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758 críticas
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4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2020
Filme pra se perder o preconceito com o cinema nacional. Ótima história, crítica social que é um murro no estomago, direção impecável, fotografia belíssima, atuações ótimas muito naturais, parecem que os atores nem estão encenando, a ambientação também é fantástica. Filme BR pra ninguém botar defeito. Muito bom.
Um filme nacional interesaante pelo ambiente caótico e um tanto misterioso類, que mistura uma certa excentricidade na personalidade de vários personagens, e que pouco desagrada durante todo o tempo, mas nem por isso o filme prende o tempo inteiro. O roteiro dos principais fatos 廊é fraco e sem nenhuma profundidade ou justificativa, parecendo mais um conto solto num mundo inexistente, mesmo tendo mortes violentas☠, a realidade acaba sendo deixada de lado em relação a uma boa apresentação dos lugares e das pessoas. Nota 3 de 5 no Xinguê Movie Rating: ⭐⭐⭐ . . . . . #CinetecaXinguê #filme #movie #cinema #kinoplex #shopping #ShoppingVilaOlimpia #Bacurau #nacional #Brasil #drama #morte #violencia #bandido #armas #quadrilha #cidade #Nordeste #Pernambuco #sertão #futuro #água
Lendo algumas críticas, pude chegar a conclusão de que o filme é uma metáfora a invasão dos europeus ao Brasil,achei o filme um tanto quanto violento, sangue escorre com gosto, pra quem N tá acostumado, pode se chocar um pouco, é um bom filme, mas não uma obra prima como muitos dizem.
Um dos melhores filmes que já vi, e contando os internacionais também! Pra quem curte estilo francês, 10/10. Mistura interessantíssima da cultura nordestina e do cangaço com atmosfera cyberpunk. Maravilhoso!
Esse filme é horrível. Passa a mensagem de que bala se combate com bala, violência se combate com mais violência, sangue se combate com mais sangue. É exatamente o que Bolsonaro pensa quando diz que quer que todos tenham uma arma em casa. Quem gostou desse filme mas critica a política de armamento desse governo simplesmente NÃO ENTENDEU NADA.
Horrível! A ideia da discussão política e cultural não foram bem trabalhadas, puro derramamento de sangue, esperava muito mais de um filme brasileiro tentando mostrar as questões sociais. Péssimo enredo, estou decepcionada.
Este foi um dos melhores filmes que já vi em meus 40 e tantos anos de cinéfilo. Roteiro surpreendente, direção impecável, atores fantasticos (muitos com a crueza natural dos "não atores") o filme segue criando um caleidoscópio mágico como Malpertuis (o último filme com Orson Welles). Mistura de Sergei Eisenstein, Kurosawa, Kubrick e Tarantino, é também tão pessoal como O som ao redor e Aquarius (do mesmo diretor). Há tempos não via um filme que mobilizasse tanto a platéia, que ovacionou o filme com aplausos e gritos. Foi pura catarse.
Bacurau, filme dirigido e escrito por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, se passa daqui a alguns anos, numa pequena cidade (que dá título ao longa) do sertão pernambucano. Nesse local pacato, habitam diversas pessoas, cada um com seu jeito, porém o que está claro é o senso comum de coletividade, de ética e de união que existe entre eles. Prestar atenção nesse detalhe é muito importante, principalmente para compreendermos o que acontece no ato final do filme.
Assim como as cidades que ficam situadas nos rincões do sertão no Brasil, Bacurau é uma localidade isolada e esquecida pelos políticos (que só lembram de ir lá quando estão precisando de votos). O interessante é que a população bacurauense não é provida de inocência e de ingenuidade e sabe reagir a esse tipo de exploração e à falta de atenção ao município – uma das cenas da obra (a que retrata a visita do atual prefeito para entregar uma doação de livros e de outros itens) mostra isso de forma sensacional.
O filme captura um momento em especial da rotina de Bacurau: quando a aparente tranquilidade da cidade está sob ameaça. Após vários acontecimentos estranhos, todos eles envoltos de uma grande violência, spoiler: a cidade oprimida pela intimidação de um grupo estrangeiro que chega no local com o objetivo de promover um verdadeiro safari humano (em que cada vida tirada vale um ponto) se reúne em um grande levante popular, para mostrar que, com um povo mexido e unido, não se brinca.
Essa metáfora é muito interessante, ainda mais nos dias atuais, e faz de Bacurau um filme difícil de definir. O trabalho de Kleber Mendonça Filho e de Juliano Dornelles é repleto de sutilidade e de referências (principalmente políticas), mas ganha uma força sobrenatural em seu ato final, quando tudo se converge para o entendimento da mensagem do longa. Mesmo assim, fica a sensação de que Bacurau é um filme para poucos. E, nem sempre, isso é bom! O cinema deve dialogar com todos.
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