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Alan
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372 críticas
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3,5
Enviada em 25 de janeiro de 2026
O filme vai na mesma pegada que Leviatã (2014) do mesmo diretor. É um drama realista, sem final feliz. Os diálogos são bem elaborados, e cada cena é um deleite, mostrando a gélida paisagem russa. Quanto ao enredo, o filme ressalta o quão destrutivo pode ser um ambiente familiar sem afeto e sem conexão entre os seus membros. O filho vive no fogo cruzado do conflito entre seus pais separados, e acaba atingido pelas frustrações que vivem ambos os genitores. Sentindo-se rejeitado pelo pai, que está mais preocupado com o seu trabalho e com a sua nova namorada, e pela mãe, que se distrai com o novo parceiro e com a sua imagem na redes sociais, o garoto decide desaparecer, pois não recebe amor da fonte em que ele deveria vir de forma mais intensa e pura.
Esse filme é muito forte! Mostra bem o drama de uma criança que não é amada pelos pais. spoiler: A cena em que ele está escondido no banheiro e a que ele não quer tomar café da manhã me quebrou toda .
Ao assistir ao filme, percebo uma falta de coesão na trama, com personagens mal desenvolvidos e diálogos superficiais. A direção parece desinteressada em explorar profundamente os temas apresentados, resultando em uma experiência cinematográfica rasa e pouco envolvente. Além disso, a execução técnica é falha, com problemas de edição e cinematografia que prejudicam ainda mais a experiência do espectador.
O filme relata exatamente a ausência de amor nas relações .., de filho com os pais., de mãe com filha , de um casamento falido.., um filme forte , triste., seco, onde mostra a individualidade acima de tudo.., onde pessoas são descartadas, o choro do menino no começo do filme é uma cena marcante. Um filme sobre a falta de empatia e de um egoísmo extremo. Fotografia muito bela, e uma direção bem feita.
Esse é daqueles filmes que quando você termina fica sem anestesiada. Porque são muitas verdades difíceis de digerir. Eu nunca assisti um filme assim que me deixasse com um sentimento de angustia. É uma das experiências mais inusitadas que eu já tive assistindo filme.
Péssimo filme!!!!!!!! Final totalmente fraco! Filme fraco! Na discrição informa q os pais se uniram para encontrar o filho, mas na verdade ambos seguiriam suas vidas e se desuniram mais!
O desfecho é bem fraco. Pensei que pelo menos falaria alguma coisa ou que o menino seria encontrado vivo ou morto e ali no necrotério, na sala tinha uma criança (pelo menos parecia uma criança) que aparentemente batia com a descrição do garotinho... Lourinho e tudo... Massss não mostram esse, mostram para os pais outro menino que estava mutilado. Sei não... Faltou muita potência nesse final... E depois ver os pais voltando às suas vidas amarguradas de sempre, é mais triste ainda... Fala sério...
"Filme" muito ruim. Tema muito mal explorado, no enredo, montagem e pela direção. Demasiado longo, no entanto com inúmeras cenas desnecessárias. Enfim, uma encheção de linguiça. Ja eleito como um dos piores que vi na vida.
O filme trata sobre a falta do amor mais puro, afastando-se do amor entre amado e amante e se aproximando do amor em outros tipos de relacionamento. A falta de amor próprio, quando a mulher escolheu não abortar; a falta do amor passado, quando não houve amor entre mãe e filha; a falta do amor do homem às pessoas quando prende-se ao trabalho e planeja enganar o chefe; a falta de amor em todas as esferas sociais, quando é a professora -- uma pessoa externa -- que nota a ausência de uma criança antes de todos. A falsidade da proximidade em cercar a criança de tudo o que ela precisa com a falsidade da proteção quando há monitoramento do computador, e ao mesmo tempo tudo desnecessário quando a maior ameaça está sob o mesmo teto.
Os pais prendem-se e prenderam-se apenas ao que a sociedade esperava desses, sendo cada qual egoístas ao seu modo quando há um indivíduo que depende desses. Absolutamente a mulher não precisava estar com a criança, ou o homem. Mas, no momento passado, quando assim se dispuseram, e ainda com a possibilidade de um 'arrependimento correto' (entregar à adoção), não o fizeram, não esclareceram.
E é algo tão real e cru, a negligência de todos, que é algo que realmente toca.
Sem amor é um filme que toda a sociedade moderna deveria assistir. Deveríamos agradecer ao Andrey Zvyagintsev (que inclusive, só tem feito grandes trabalhos) por conseguir, com riqueza de detalhes e com muita sensibilidade e minuciosidade, retratar o quanto bestializados estamos. Eu consegui ver crítica a todas as esferas sociais. A família, a sociedade fútil, aos falsos moralistas, a decadência de serviços públicos...o filme é um tudo do mundo dentro dele mesmo. A mãe que tem problemas emocionais não tratados,mas nas redes sociais parece se mostrar feliz e bem vivida, aos relacionamentos supérfluos e rasos, ao homem que não sabe mais reconhecer a sua postura de homem, a polícia que só quer saber de formalizar questões, a um casal egoísta e negligente, e no meio disso tudo, um grupo de voluntários que se importa. Finalmente, em algum momento, surgiram alguns remanescentes que se importavam. Sem amor me fez pensar que amor é se importar, sobretudo. Quem se importa, ama, cuida, zela. E como o namorado da atriz principal diz no filme ''é impossível viver sem amor'', acredito que tenha sido isso que fez o garoto, que já era ''desaparecido'' da vida dos pais, desaparecer da sociedade. Estamos perdendo as pessoas todos os dias por isso, e não estamos nos dando conta, porque nossas redes sociais e prioridades estão cheias de assuntos. Porque estamos cheios de nós mesmos, mas vazios uns com os outros, uns pelos outros. Amor é multiplicado, é impossível viver um amor gelado, espelhado apenas em si mesmo. Assim, isso não seria amor, seria um tipo de narcisismo. Esse filme é uma verdadeira obra-prima e todas as pessoas deveriam ser obrigadas a assistir e refletir sobre...Eu precisei assistir 2 vezes pra digerir tamanha intensidade.
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