A Forma da Água
Média
4,2
1870 notas

162 Críticas do usuário

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Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

96 seguidores 138 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de fevereiro de 2018
Uma obra-prima. Conto de fadas esperto e sedutor, é um filme que contrapõe a poesia e a crueza ao falar de dores, inadequações e o aterrador alcance do desrespeito às diferenças. Usando a Guerra Fria como moldura a uma vibrante e diferente história de amor, vai nos enredando num novelo de encantamento e crença. Os acontecimentos desencadeados pelo medo vão sendo mesclados às nuances do amor e nos remete a outro filme do diretor, o estupendo O LABIRINTO DO FAUNO, que trata da esperança encontrada através da fantasia num mundo em guerra (no caso, uma Espanha arrasada pelo franquismo). A FORMA DA ÁGUA tem elenco arrasador, fotografia evocando a década de 1950, uso hipnótico da música.
Para os românticos: imperdível !
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de janeiro de 2018
Elisa é uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Quando Elisa se apaixona com a criatura, ela elabora um plano para ajudá-lo a escapar com a ajuda de seu vizinho.

um dos filmes mais premiados e comentados do ano quase certo como concorrente a melhor filme do Oscar principalmente pela quantidade de críticas positivas Na minha opinião até que achei um bom filme mas para falar a verdade uma história bem manjada bem ao estilo Edward Mãos de Tesoura
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2018
A forma da água, é um lindo e delicado filme tanto narrrativamente, quanto visualmente. O filme apesar de ter um éstoria muito bizarra aos olhos de alguns, às trata com tanta normalidade e delicadeza que faz com que o espectador acabe se envolvendo com essa "estranha" estoria onde uma mulher se apaixona por uma criatura marinha
Ainda vale falar que o filme trás lindas falas(frases) como:"Quando ele olha para mim ele não percebe o quão vazio e incompleto eu sou, ele apenas me ve pelo que eu sou", isto além de uma linda trilha sonora acompanhada por excelentes atuções!
Emfim, mais um filme para ficar de olho no Oscar!
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2018
13 indicações ao Oscar!
A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water

Escrito, dirigido e produzido por Guillermo del Toro, A FORMA DA ÁGUA chega como o grande favorito ao Oscar 2018. O longa está causando uma grande repercussão e eu estava ansiosíssimo pra conferir a mais nova obra tão badalada de Del Toro.

Acabei de sair do cinema arrepiado, com um frio na barriga, completamente impactado e emocionado. A FORMA DA ÁGUA não é somente o melhor trabalho de Del Toro até aqui, mas é também o melhor filme do ano (estamos no começo do ano e eu já afirmo com total certeza). Um filme lindo, impactante, emocionante, tocante, verdadeiro, leve, suave, gostoso, com todas as qualidades possíveis. Um filme que não se prende em rótulos, que flui de acordo com a imaginação de cada um, uma fábula, um conto, uma peça teatral, uma fantasia, uma poesia, uma passagem, tudo o que a sua imaginação buscar você pode colocar no filme.

É impressionante a forma como Del Toro conduz o longa, a forma como ele traça toda sua história, a maneira como ele escreve um roteiro original e encaixa em uma parte verídica da história norte-americana (a corrida espacial entre os EUA e a União Soviética nos anos 60). Esse é o filme que define completamente o Guillermo del Toro, com todas suas qualidades e suas características, com todos os seus ingredientes que já observamos em seus longas anteriores (como O Labirinto do Fauno). Um roteiro completamente coeso e muito bem amarrado, muito bem encaixado, onde podemos observar o cotidiano de Elisa (Sally Hawkins) entre seu trabalho e sua casa. Até o momento em que ela descobre a criatura presa no laboratório, é nesse exato momento que o filme cresce e ganha toda sua magia, nos conduzindo para um universo sublime e avassalador, com uma linda e tocante história de amor do mais alto escalão da história do cinema.

A FORMA DA ÁGUA é sublime e angustiante, é lindo e tenebroso, é mágico e espantoso, é um filme que consegue arrancar os nossos mais profundos sentimentos de alegrias e tristezas. Eu me prendi ao filme, me doei ao filme, me teletransportei para o filme, é como se eu pudesse vivenciar a história de Elisa. A magia que eu vivi na sala de cinema acompanhando esse filme é algo completamente esplêndido, completamente diferente de tudo que eu já passei. Toda trajetória de Elisa, a sua descoberta do verdadeiro amor, a forma como ela consegue observar a criatura e trazê-la para o mundo real, até mesmo suas comparações, uma vez que a própria Elisa também se considera um ser diferente (por todos os acontecimentos que ela passou em sua vida desde o dia em que nasceu), é algo completamente mágico e verdadeiro.

Del Toro colocou sua criatura no filme pra fazer o nosso cérebro parar, nos dar um choque de emoção, nos mostrar um história fictícia que podemos facilmente trazê-la para o mundo real. É completamente sublime e geniosa a forma como podemos facilmente classificar a criatura em questão, como um deus, um monstro, um ser fantasioso ou, até mesmo uma figura inexistente, algo da imaginação de Elisa. Tudo no filme te dá margens pra sua imaginação, é essa a magia de Del Toro, é essa a genialidade em questão. Você pode facilmente classificar Elisa como não-humana, pode facilmente encaixá-la como uma mulher-peixe, ou você pode se deixar levar pela sua imaginação e colocar a sua forma e sua interpretação. É completamente fantástico!!!

Não foi à toa que o longa obteve 13 indicações da academia, tudo funciona com a mais perfeita genialidade, com a maior riqueza de detalhes possível. A trilha sonora de Alexandre Desplat é completamente genial, maravilhosa, fantástica, é o casamento perfeito. Uma trilha sonora rica em detalhes, bem ajustada, bem encaixada, que nos imergia completamente na história, que nos passava a dimensão da magia em tela (belíssima indicação ao Oscar para Alexandre Desplat). Uma fotografia graciosa, delicada, com um tom esverdeado que ficou completamente estupendo. A direção de arte do filme é pra ganhar aplausos de pé, um trabalho incrível, uma perfeição de detalhes absurda. Podemos observar uns cenários muito bem encaixados pra época, com tudo muito bem montado, muito bem trabalhado, tudo funcionando perfeitamente, com uma ambientação incrível. A forma como Del Toro usa suas câmeras nas capitações de detalhes é esplêndido, com focos muito bem ajustados, com tomadas de cenas grandiosas que nos permitia observar o rosto e as expressões faciais de Elisa de uma forma magistral (merecedor do prêmio de Melhor Diretor).

Sally Hawkins está genial, está brilhantemente perfeita! Uma atuação forte, destemida, de uma entrega maravilhosa, um trabalho estupendo. Uma personagem muda que passa o filme inteiro sem dar uma palavra, que usa suas expressões com muita genialidade, que nos cativa e nos emociona somente com o olhar - SENSACIONAL! Sally Hawkins é a magia de Del Toro e entra muito forte na disputa pelo prêmio de Melhor Atriz do ano. É minha favorita e torcerei fervorosamente pra ela, apesar de todo favoritismo de Frances McDormand.

Temos ainda excelentes destaques no longa como Michael Shannon, que está maravilhosamente bem! Um personagem forte, impetuoso, agressivo, intrigante, machista, preconceituoso, sádico, que pode ser muito bem tachado como o vilão de Elisa. Um trabalho sensacional de Michael Shannon! Richard Jenkins que está indicado ao Oscar também entrega um ótimo trabalho. Ele funciona como o grande amigo de Elisa, ele a ajuda de todas as formas, até mesmo comprando a sua ideia de fuga com a criatura. Carismático, engraçado e muito bem em cena, Richard Jenkins completa a personagem de Sally Hawkins com muita grandeza. Octavia Spencer faz a amiga de trabalho e a confidente de Elisa. Gostei do trabalho entregue pela Octavia, ela está bem, ela se coloca muito bem em cena, tem seus momentos engraçados e dramáticos. Porém, achei bem normal, nada que justifique sua indicação ao Oscar. Gostei do personagem do Michael Stuhlbarg, acho que ele contribuiu muito bem pra trama. E como não destacar o trabalho de Doug Jones - simplesmente incrível. O grande amigo e parceiro de décadas de Del Toro, que dá vida aos seus inúmeros monstros.

Portanto: O mais novo trabalho de Guillermo del Toro é uma verdadeira obra de arte cinematográfica, uma belíssima obra-prima, uma pérola, uma obra poética. Nos entregando um final surpreendentemente magnífico, uma cena final aberta, que você pode interpretá-la da forma que você quiser - É INCRÍVEL! Fortíssimo candidato ao "Melhor Filme do Ano" e meu preferido com toda certeza.

"Brilha Del Toro, chegou a sua hora" [03/02/2018]
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de fevereiro de 2018
Guillermo Del Toro é um daqueles poucos diretores do cinema mundial que tem o poder de me fazer assistir a qualquer um de seus projetos, dado ao grande talento que ele tem em contar histórias. E ele tem personalidade, e sempre imprime suas marcas em seus filmes, algo que cada vez mais esta se perdendo no cinemão hollywoodiano. Aqui, Del Toro mais uma vez nos brinda com uma ode surreal e fantástica acerca dos desajustados e excluídos socialmente. O tom de conto de fadas sombrio e cruel (marca registrada do cineasta), também se encontra aqui, mas de maneira mais onírica, eu diria. O enredo trata, de uma maneira muito superficialmente falando, sobre uma mulher muda que se apaixona por uma criatura marinha humanoide que está sendo estudada por cientistas. Claro que isso seria simplificar demais a história, mas não quero dar detalhes sobre o enredo, que traz algumas interessantes surpresas. A parte técnica do filme é realmente de encher os olhos. Tudo parece milimetricamente calculado. Nada soa descontextualizado. Cada frame, cada movimento de câmera, cada detalhe... tudo faz parte de um complexo emaranhado visual para captar as nuances da bela história que é contada. O texto é típico do estilo Del Toro. E o elenco é simplesmente sensacional! O que é a Sally Hawkins?!? Que atuação linda e sensível! Michael Shannon, Richard Jenkins, Michael Stuhlbarg e Octavia Spencer também estão excepcionais. É um filme envolvente desde o começo, mas que no seu ato final meio que perde o fôlego devido a alguns excessos que soam por demais artificiais, mesmo para um filme que preza pela fantasia. De qualquer forma, é um belo filme, que trata com naturalidade aquilo que é considerado fora do padrão. Um lindo filme, mas que acaba por deixar aquela leve impressão de superestimação.
Gilmar J.
Gilmar J.

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de janeiro de 2018
a coisa é uma mistura do homem peixe do Hell boy com volwerine. filme morno faltou algumas explicações pra mim
Maurício M.
Maurício M.

3 seguidores 19 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2018
Eu esperava algo melhor. A propaganda promete uma coisa, o filme traz outra. Quem pensa que é um filme "leve" engana-se. O filme é "pesado", com algumas cenas absolutamente desnecessárias. Tem cenas muito interessantes, lindas, mas torna-se bruto, como algo que não foi devidamente lapidado. Dá até a impressão que o diretor jogou suas frustrações pessoais ou antipatias pessoais na tela, como na escolha do vilão e dos heróis. Poderia ser um grande sucesso para toda a família, se tivesse outro diretor. Não é um filme-família. Não recomendo.
Rogério P.
Rogério P.

1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 5 de março de 2018
Escreva uma crítica com, no mínimo, 100 caracteres: chato, chato, chato, chato, chato, chato! Tem metáforas bonitas sobre o amor (A Bela e a Fera tbm tem...), mas é chato!
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de fevereiro de 2018
A Forma da Água, filme dirigido e co-escrito por Guillermo del Toro, é uma obra bem típica da filmografia desse diretor. Uma fábula de contornos fantásticos, que se passa nos Estados Unidos dos anos 60, e que envolve uma zeladora muda chamada Elisa (Sally Hawkins, indicada ao Oscar 2018 de Melhor Atriz), seu vizinho – e narrador da história – Giles (Richard Jenkins), sua companheira de trabalho Zelda (Octavia Spencer), um cientista chamado Dr. Robert Hoffstetler (Michael Stuhlbarg), um chefe de segurança chamado Richard Strickland (Michael Shannon) e, por fim, um homem anfíbio (Doug Jones) que é tratado e visto como um monstro.

Podemos enxergar muitos paralelos entre todas essas personagens, como, por exemplo, o fato deles serem pessoas extremamente solitárias, que vivem inseridas dentro de um mundo muito particular, mas que, por um motivo ou outro, acabam podendo contar uns com os outros (para o bem ou para o mal), especialmente a partir do momento em que Elisa desenvolve uma conexão especial com o homem anfíbio.

O filme enfoca justamente a relação que nasce entre Elisa e o homem anfíbio, com contornos de uma linda história de amor, que tem o objetivo justamente de nos relembrar que o amor não tem uma forma definida, não tem significado, não enxerga o exterior e não tem um motivo certo para explicar o por quê de ele ocorrer. Ou seja, o amor não tem explicação. Quando a gente o sente, é porque alguma faísca acendeu dentro de nós.

É justamente isso que se passa com Elisa. Ela enxerga no homem anfíbio algo além de um monstro potencialmente perigoso e, por meio das interações diárias que estabelece com ele, passa a perceber que o dito monstro tem muita sensibilidade, tem uma inteligência peculiar e consegue sentir os sinais que ela passa, se inserindo dentro do mundo dela.

A situação que A Forma da Água retrata pode parecer, por muitas vezes, estapafúrdia, mas é tão bem desenvolvida pelo roteiro escrito por Guillermo del Toro e por Vanessa Taylor que, em nenhum momento, você questionará o que está vendo em tela, mesmo quando o filme se torna caricatural demais – especialmente na maneira como constrói o vilão interpretado por Michael Shannon, cujos passos são um tanto previsíveis.

No discurso que proferiu após vencer o Globo de Ouro 2018 de Melhor Diretor pelo trabalho no filme A Forma da Água, o diretor mexicano Guillermo del Toro explicou um pouco sobre o seu fascínio pelo universo fantástico dos monstros, que tanto permeia a sua filmografia: “desde a infância, fui fiel aos monstros. Eu fui salvo e absolvido por eles, porque eu acredito que os monstros são os santos padroeiros de nossa imperfeição, e eles permitem e encarnam a possibilidade de falhar”.

Com essa frase, Guillermo del Toro descreve muito bem o universo narrativo de A Forma da Água, um filme que nos traz pessoas falíveis, que cometem erros, mas que, acima de tudo, tentam fazer aquilo que eles acreditam ser o correto e que vem do coração deles. É um filme muito bonito, sensível, de um primor técnico sem igual e que vem carregado de muita emoção. Não à toa é o grande favorito ao Oscar 2018.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de janeiro de 2018
Visual. Romance. Monstro. Verde. Estiloso. Guerra Fria. Laboratório. Adulto. Divertido. Atuação. Legal. Ovo.
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