A Forma da Água
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4,2
1870 notas

162 Críticas do usuário

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Marcello O.
Marcello O.

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2018
Filme com referências demais, parecendo novela de Manoel Carlos, por isso fica muito clichê esse excesso de "arte". Quer falar de solidão, de xenofobia, de preconceito, de racismo, de intolerância, de diferenças, de homofobia, de machismo, de amor impossível, além da homenagem ao cinema e acaba não explorando totalmente nenhum desses assuntos. Fica parecendo aqueles jogos de achar coisas numa imagem repleta de objetos, tipo "Onde Está Wally": Olha essa camada! Tudo isso com cenário em tons de azul petróleo, sexo e cenas de violência para poder dar o toque do diretor e diferenciar seu filme de romance. Fora o fato de querer vincular o heterossexual branco a um ser do mal, racista, xenofóbico e machista. Apenas um bom filme com exagero de referências para os "iniciados" poderem gozar de esplendor.
Nayara  D.
Nayara D.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 2 de março de 2018
Superestimado. Estava cheia de expectativas, mas acabei me frustrando. Um filme chato que, com meia hora, já desejei que acabasse logo. O que deveria ser o ‘’plot twist’’ já é entregue de cara. O casal protagonista é sem carisma e bastante entediante. O romance não tem química, aconteceu muito, muito rápido e não convence – a cena de musical é extremamente incoerente. O vilão não tem um grande motivo para ser mau – e as cenas dele, em sua grande maioria, são sem sentido. O vizinho é um personagem que parece existir apenas para apoiar a protagonista e seu romance sem nexo – a cena do gato e a reação dele após isso me deixou transtornada. A Zelda e o cientista, para mim, são os únicos personagens bons do filme inteiro e, infelizmente, não foram explorados como mereciam. Enfim, previsível, chato.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2018
Muito bem construído, tecnicamente muito bonito, bem dirigido, consegue passar sua mensagem, apesar que além do "casal" ele constróis outros bons personagens durante a trama (exceção da Octavia Spencer) mas não finaliza eles direito, no mais vale a pena.

Para critica completa no link abaixo:
http:// parsageeks.blogspot.com.br / 2018/02/cinema-447-forma-da-agua. html
Franlopes
Franlopes

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 20 de fevereiro de 2018
Gente, não assistam!!! A única coisa que presta é a fotografia e a trilha sonora, de resto É UMA DROGA!!!! Não estou entendendo o motivo de tantas indicações ao Oscar??????? Muito forçado e sem noção... Perda de tempo total!
Laio A.
Laio A.

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2018
Filme muito bizarro. Explorou o que não devia e não explorou o que poderia ser interessante. 2 horas que não valem a pena!
Renato D.
Renato D.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 3 de março de 2018
Que filme mais bosta! Filme nada a ver, não sei pq está concorrendo a tantos Oscar! Sem pé nem cabeça!
Jizreel L.
Jizreel L.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2018
Filme nada a ver. Muito fraco. A criatura é muito mal feita. Achei uma história bizarra demais pra um filme.
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2018
Guilhermo Del Toro é um dos poucos cineastas atuais capazes de trazer uma história em tom fabulesco mesclado a um tema ou situações que refletem cruelmente nossa realidade. Diretor de obras marcantes como O Labirinto do Fauno e A Colina Escarlate, entre outras obras dignas de muita atenção, ele nos traz com A Forma da Água um misto de fantasia com romance e dramas que envolvem a auto-aceitação e o preconceito racial, étnico e social.

Logo nos primeiros instantes do longa já conseguimos notar essa mesclada de tons, do suave ao impactante, quando Del Toro mostra os hábitos matinais de sua protagonista – no caso, o ato de se masturbar em uma banheira – que funciona ao mesmo tempo para representar um desejo tão comum do ser humano, que parece ser tratado com reprovação por alguns – nisso, nos apresentando Elisa - vivida por Sally Hawkins, ela é uma mulher que perdeu a fala devido a um acidente na infância e, trabalhando na limpeza de um laboratório de pesquisas cientificas do governo norte-americano nos anos 60, acaba conhecendo uma estranha criatura (Jones), pela qual passa a se sentir atraída – mas os interesses em examinar cruelmente o ser pelo perigoso investigador Richard (Shannon), coloca em risco a relação de Elisa e, também, a vida do “Homem-Anfíbio”. Contando com a ajuda de seu amigo Giles (Jenkins) e de sua amiga de trabalho, Zelda (Spencer), Elisa começa a tramar um plano para libertar a criatura, que não pode ficar muito tempo longe da água.

Dentre a situação que poderia soar “absurda” para alguns – um humano se relacionando com um ser de outra espécie – o diretor (e também autor da ideia original e roteiro, junto de Vanessa Taylor) apresenta uma história que reflete diretamente inúmeros tipos de descriminação que nossa sociedade tanto exala – por isso, repare que todos os personagens tem problemas com relação à isso: Elisa é discriminada por não falar, a Zelda da sempre excelente Octavia Spencer é vitima do racismo – além de ser obrigada a aguentar o machismo que lhe é conferido em casa (pelo marido folgado) e no serviço – o Giles do também ótimo Richard Jenkins também precisa se “esquivar” do preconceito por sua orientação sexual e até mesmo o arrogante e (pasmem) preconceituoso Richard – em uma atuação formidável de Michael Shannon – também acaba sendo um sujeito vitima de um sistema injusto que a sociedade acaba impondo – afinal, ele é regido apenas por tentar ser bem aceito pelo general Hoyt (Searcy), que não hesita em afirmar que é necessário ser “mais do que decente” para trabalhar para o governo – algo que ocorre em outro grau com o personagem de Michael Stuhlbarg, um espião russo disfarçado de cientista, mas que não suporta ver as atrocidades contra a criatura capturada, indo contra seus princípios científicos – tudo isso, dando a cada personagem perfis bastante multifacetados, deixando-os bem longe de serem previsíveis em seus comportamentos e atitudes.

Mas nada disso seria crível caso o alicerce central do filme não funcionasse – e esse “alicerce” chama-se Sally Hawkins – vinda de papeis mais simples em filmes como Godzilla e Paddington, a atriz tem uma difícil missão: se comunicar e se expressar sem falar – algo que não é para qualquer ator – indo além da linguagem dos sinais, Hawkins demonstra com seus olhares e expressões faciais (além de seu corpo) toda a repressão que sofre e, ainda assim, o desejo de querer se libertar deste mundo opressor à ela – seu olhar ingênuo, mas que carrega a vontade de reagir contra os homens terríveis ao seu redor, é ainda eficaz para demonstrar seu fascínio pelo Homem-Anfíbio, que, ao contrário dos humanos, não a descrimina ou a deixa de entender por apenas ela não ser capaz de falar – afinal, não deixa de ser interessantíssimo como ela, que não fala, se torna a primeira pessoa a conseguir se comunicar com a criatura – que, vivida por um super maquiado Doug Jones, é um dos seres mais bem criados nos últimos anos em hollywood, principalmente, pelo fato da opção do diretor em exigir efeitos práticos, ao invés de recorrer ao pouco atraente CGI – lembrando um dos personagens de O Labirinto do Fauno, é claro.

Com um visual extremamente bem elabora em seu design de produção, a fotografia do filme também tira proveito direto para exprimir todo o tom triste que seus personagens passam – o apartamento de Elisa e Giles, acima de um cinema, com seus corredores escuros e paredes sujas, mesclados com uma sala de estar cheia de pinturas, que automaticamente expressam um desejo de mudar ou sair deste mundo – ou a concepção extremamente fria do grande laboratório do governo, sempre refletindo um tom de verde escuro que nos remete a insalubridade e, da mesma forma, o tanque onde a criatura se vê presa – tudo isso passando uma ideia de que água é algo necessário para melhorar tais “impurezas” – evidentemente, uma representação do amor – tal aproveitamento se dá também com o trabalho de efeitos sonoros, especialmente com os grunhidos do ser aquático ou para serem aplicados nos momentos de suspense – envolto da ótima e delicada trilha-sonora de Alexander Desplat.

São todos esses detalhes que mostram a riqueza criativa do diretor – conseguindo de maneira bonita, simpática (sem apelações) e emocionante transmitir como um sentimento como esse é tão banalizado por muitos – talvez isso, sendo o principal motivo de todas as discriminações étnicas, raciais e sociais que nos deparamos – mostrando que o amor existe e atua sob qualquer forma – tão essencial quanto a água para nos mantermos vivos, de fato. Poucas vez que uma fantasia soou tão real em um filme.
Maristela G.
Maristela G.

7 seguidores 17 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2018
Tive ímpeto de bater palmas quando acabou o filme. Que filme lindo! Que atuações! Direção e edição impecável. É uma linda homenagem ao cinema.
Lia Barros
Lia Barros

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2018
O filme tem um pouco de Amélie Poulain, Hugo Cabret, Monstros S.A., A Bela e a Fera e um clipe do Vitas, aquele cantor russo. Esperava muito mais por tantas indicações ao Oscar. Ainda sonho com um filme que me arrebate tanto quanto "A Lista de Schindler".
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