Jackie
Média
3,8
304 notas

34 Críticas do usuário

5
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paulo antunes
paulo antunes

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4,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2017
PABLO LARRAIN, NÃO FAZ CINEMA COMUM!

Com este "JACKIE" já é possível confirmar algo que venho pensando a propósito deste cineasta chileno, com importantes vôos internacionais em sua cinematografia. Sim, porque se "NO" e "O CLUBE" estão ainda na esteira de uma "produção nacional" chilena (me corrijam se estou errado, ou se nesses filmes já há a presença internacional na produção, tenho dúvidas), em "NERUDA", a co-produção Européia se confirma, e agora com "JACKIE", Larrain chega à meca do cinema.

Isso contudo não tem qualquer importância para o cinéfilo. Para o amante do cinema o que interessa é a qualidade da produção, a criatividade e arrojo no emprego das técnicas, domínio e apropriação da linguagem. E, isso encontramos de sobra em todos os filmes de Pablo Larrain. Este "JACKIE" e esta câmara colada nos rostos dos intérpretes, esse tom abaixo, rouco, reprimido, carregado de lamento, força e fúria, na interpretação de Natalie Portman, é por demais valioso. Coloca o espectador junto, ao lado, dos personagens, diante da grande tragédia (o assassinato de seu presidente) que abalou a nação americana.

Larrain, não faz cinema comum, quer seja no plano da linguagem, da apropriação das ferramentas técnicas e dos temas que deseja abordar, trazer luz para o espectador. Escolhe e bem os personagens e os momentos emblemáticos da vida dos mesmos a serem retratados (Neruda, Jacqueline Kennedy), bem como os momentos históricas de seu país, o Chile (em "NO", que trata do plebiscito que o ditador Pinochet programou para se perpetuar no poder e foi derrotado, ou de outros como, agora, os EUA.

E isso, avalio, é um processo de construção de uma trajetória para construir uma biografia de autor de cinema, alguém com assinatura. É cedo para afirmar isso? Talvez!. Mas, não há dúvidas: o cineasta tem ofertado ótimos filmes, que atendem às expectativas do entretenimento, fazem pensar e acima de tudo, são esteticamente muito bem feitos. No plano da linguagem, não ficam na mesmice da tradição consolidada pelo "cinemão" que oferece tudo mastigado para o espectador que acompanha embevecido o começo meio e fim das histórias. Não, e melhor ainda, os filmes de Larrain apresentam os personagens e suas contradições: ninguém é bom o tempo todo, ninguém é por assim dizer vilão sempre!

Enfim, ir ao cinema assistir a um filme de Pablo Larrain é sempre um bom programa.
anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2017
Achei muito monótono.A narrativa deveria ter abordado outros aspectos dando mais valor á vida de Jackie
Nota:5/10
Por: Vivian Habib
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de fevereiro de 2017
Jacqueline Kennedy foi uma primeira-dama das mais expressivas da história. Bonita, ícone da moda, generosa, e que teve sua vida recheada de tragédias. Teve uma filha natimorta, e outro que morreu dias depois do nascimento. Um dos momentos mais trágicos e marcantes de sua vida foi o assassinato de seu marido, o então presidente John F. Kennedy, em Dallas, no ano de 1963. Quem nunca havia visto o vídeo onde JFK e Jackie estavam numa carreata em uma avenida, quando um atirador disparou contra o crânio do presidente? O filme retrata basicamente os dias seguintes a este evento, mostrando a reação de Jackie ao que acontecia, assim como os preparativos para o funeral e a angústia da primeira-dama que via sua vida desmoronar naquele momento. O filme é praticamente todo em flashback a partir de uma entrevista que Jackie deu a um repórter americano poucos dias depois do assassinato de Kennedy. Apesar de um elenco excepcional, onde evidentemente Natalie Portman dá um show (um Oscar seria bem merecido), há ainda de se destacar as participações de Peter Sarsgaard como Bobby, irmão e braço direito de JFK, e John Hurt como um padre, no que acredito tenha sido seu último papel antes de sua morte. Apesar da história interessante, que conta passagens marcantes da história americana, o filme tem um ritmo bem arrastado, e o exagero de closes me incomodou um pouco. Uns 60% do filme são em closes de Jackie e outros personagens, como que querendo mostrar uma proximidade forçada ao público. E embora tenha inúmeras qualidades como filme biográfico, é um filme maçante, que vale a pena ser visto, mas que não chega a causar grande empatia. Apesar de todos os ingredientes para ser um filmaço, o filme peca pela frieza dada em seu acabamento, que ao invés de aproximar os personagens do espectador, só os distancia. O resultado é uma obra irregular, sobre uma mulher que parecia ter tudo e que após mais uma tragédia pessoal se mantém, ou tenta se manter firme.
Lirian S.
Lirian S.

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2017
Acho que a biografia de Jackie K. Poderia ser contada de uma forma melhor, dando ênfase a vida dela.
Gabriella Tomasi
Gabriella Tomasi

128 seguidores 106 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de fevereiro de 2017
(...)traz uma homenagem sincera e um olhar humano à esta personagem, cuja imagem, historicamente, sempre foi julgada de alguma maneira pela população e merece cada indicação para concorrer ao Óscar da Academia.
jrcampos
jrcampos

10 seguidores 54 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2017
Uma obra prima. Não percam! A história do assassinato de Kennedy vista por um ângulo completamente diferente.
Murilo C.
Murilo C.

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2017
Superficial,temporalíssimo,deveria se chamar" 48 hs na vida de uma ex",atores,fisicamente não se parecem em nada com os representados,Roberto Kennedy parece um filho de latinos com o cabelo tingido,João Kennedy era tão baixo assim?pois Natalie é uma nanica,reparem nos dois dançando , o padre com suas frases feitas e a fuga de Jackie no capô traseiro? Um filme Kaká,muito confete,
pouco conteúdo.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2017
Boa interpretação da Natalie e roteiro interessante mostrando os dias que seguiram a morte de John kennedy e a postura da Jackie e Bob Kennedy diante da tragédia. oportunidade para ver um dos últimos papéis de John Huston como sacerdote que ampara Jackie e conduz a cerimônia final. Ele também promove interessante diálogo sobre a vida e a morte. Vale a pena.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 2 de fevereiro de 2017
Assistindo alguns trailers,não percebi em nenhum momento a carga dramática que esse filme me reservava."Jackie" consegue ser íntimo demais,e não nos deixa tirar os olhos da história,mesmo que em alguns momentos derrape em algumas cenas repetitivas e que acaba quebrando a sequência de bons dramas particulares.Falo isso por conta de a todo momento o filme fazer pequenas pausas para algumas entrevistas com a personagem principal.É claro que são momentos importantes,mas me deixou um tantinho enfurecido.

Natalie Portman sem dúvida merece um Oscar por esse trabalho.Será bem difícil,mas merece.A atriz a todo momento nos mostra a força de uma atuação eficaz,e de como um filme do gênero Drama necessita sim de boas performances.Tem alguns momentos em que a câmera se aproxima tanto do rosto de Portman,que acabei me sentindo dentro do filme.São esses os melhores momentos da atriz.Ela nos faz querer chorar junto.

"Jackie" acima de tudo é um filme reflexivo.A todo momento parei no tempo e imaginei algumas cenas mais poderosas do filme.Quando ela chega em casa após o assassinato,com sua roupa ensaguentada,e vai retirando aos poucos,o aviso aos filhos pequenos,e a descoberta do assassinato do assassino.São momentos importantes em que fiquei extremamente emocionado e bem pensativo.A trilha sonora se encaixa perfeitamente a atmosfera dolorosa.A fotografia em certos momentos nos deixa pra baixo também.Tem uma cena em que Jackie caminha no gramado com alguns outros personagens,debaixo de muita chuva,mostra aí o valor que a fotografia tem no filme,essa cena já vale o ingresso.Coisa linda de se ver.
Frederico Coelho
Frederico Coelho

6 seguidores 37 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2017
Um filme muito bom. O tom melancólico no decorrer das cenas é nítido, isto associado a uma trilha sonora bem característica para o gênero. É importante ressaltar a eficácia que o roteiro possui, principalmente ao montar um recorte inovador e objetivo dos acontecimento em torno da morte de Jonh Kennedy. Natalie Porman que interpreta no filme Jacqueline Kennedy, assim como fez em O Cisne Negro, entrega todo seu talento para o personagem, fazendo com que o telespectador se identifique com a história contada. Um drama psicológico que deve ser assistido, devido a toda importância que a história deste trágico acontecimento teve, não só para os EUA, mais para todo o mundo.
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