Animais Noturnos
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4,0
982 notas

111 Críticas do usuário

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Sidnei C.
Sidnei C.

129 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de janeiro de 2017
Tom Ford dirigiu seu primeiro filme há 7 anos. Sofreu com o preconceito de quem não acreditava na sua capacidade de produzir e dirigir um filme, supondo que se tratava somente de um capricho de um famoso estilista de moda que possuía fama e dinheiro para fazer o que quisesse. Ford surpreendeu a todos com o sensível e eficiente Direito de Amar, que de quebra trazia a melhor interpretação nas telas do ator Colin Firth. Agora, com Animais Noturnos, Tom Ford demonstra que Direito de Amar não foi um “feliz acidente”, e que ele possui, sim, muito talento para o cinema. Só que desta vez, ele está mais ousado, procurando apresentar uma história menos linear.

Os créditos de abertura já demonstram que o diretor quer “causar”, e não está disposto a fazer simplesmente um filme quadradinho e convencional. Estas primeiras imagens, carregadas de poderosa mensagem subliminar remetem mais ao cinema tão personalíssimo de David Lynch. Analisadas superficialmente, as imagens dos créditos de abertura parecem não ter relação alguma com a história do filme, a não ser se constituir numa reprodução com vida das esculturas que Susan, a protagonista, está expondo em sua galeria de arte. Na verdade, este verdadeiro prólogo funciona mais como uma observação sobre a condição da protagonista. As “modelos” da cena não são magras e bonitas como Susan (Amy Adams), mas, ao contrário dela, demonstram estar muito felizes e alegres.

Depois das cenas iniciais, onde somos apresentados a Susan, a história realmente começa, quando ela recebe o manuscrito de um livro escrito pelo ex-marido, Edward. Susan decide ler o manuscrito, e num recurso de metalinguagem, o livro se torna um outro filme dentro do filme. O interessante é que “vemos” o livro através dos olhos e imaginação de Susan, de “sua” leitura do livro. Assim, convencida que o livro – que é dedicado a ela – é uma espécie de vingança de Edward contra ela, Susan vê o protagonista da história, Tony, com a aparência física de seu ex-marido (assim, Jack Gyllenhaal interpreta os 2 papéis), enquanto que a esposa dele tem grande semelhança física com ela (a atriz que interpreta Laura é, de fato, extremamente parecida com Amy Adams). A partir dessa leitura de que o livro tem relação com ela e o ex-marido, Susan passa a relembrar seus momentos com Edward. Assim, o filme começa a transitar por esses 3 tempos narrativos: a vida atual de Susan, sua juventude – quando conheceu, se apaixonou e se casou com Edward – e a história contada pelo livro, o Animais Noturnos do título.

Falando assim, pode parecer que o filme é confuso, mas não é. A grande demonstração de talento de Tom Ford é saber propor essa narrativa em 3 camadas e a maneira virtuosística com que ele as alterna. Não há passagens de forma clichê entre uma e outra, mas o diretor consegue marcar cada uma delas com elementos bem distintivos. A própria fotografia (excelente trabalho de Seamus McGarvey) se encarrega de dar o tom entre o mundo real e o fictício. Quando foca na história do livro, há o predomínio de tons saturados e secos – típicos de deserto onde a história se passa. Quando acompanha Susan, principalmente na época atual, o filme emprega uma luminosidade mais cristalina, e utiliza em cena o predomínio monocromático de cores fortes como o vermelho, o verde, o preto e o branco, que simbolizam o estado de espírito de Susan, que se alterna entre o medo, a culpa, a solidão e a insatisfação, e que se espelham em suas roupas e no ambiente em que ela se encontra. Além disso, como Susan trabalha em uma galeria de arte, Ford aproveitou para usar as obras (expostas na galeria ou na sua casa) como comentários visuais e metafóricos para a narrativa. E, mais uma vez, chamou o compositor Abel Korzeniowski para a trilha sonora. Embora não tenha um tema melódico tão marcante quanto o que havia feito para Direito de Amar, a trilha funciona muito bem para compor o clima do filme.

Além da parte técnica, Tom Ford novamente demonstra grande habilidade na condução dos atores. Amy Adams possui uma interpretação mais introspectiva do que Jack Gyllenhaal, mas ambos entregam performances marcantes. No entanto, quem chama mais atenção são os coadjuvantes Michael Shannon e Aaron Taylor-Johnson (melhor interpretação de sua carreira, sem dúvida) que quase roubam a cena. Aqui é preciso comentar o cuidado de Ford com os detalhes. Não sei se o resultado foi fruto somente de maquiagem ou se houve um toque de efeitos digitais, mas é impressionantemente realista a diferença de aparência entre as 2 idades que Amy Adams e Jack Gyllenhaal interpretam no filme.

Animais Noturnos poderá frustrar muitos espectadores com seu final, mas que, ao que tudo indica, foi fiel ao livro. No entanto, até chegarmos lá, Tom Ford nos carrega por um labirinto de emoções e observações sociais. A qualidade do filme é tão grande, que se ele se resumisse a contar a história do manuscrito já seria por si só excelente. É realmente nesta parte – o “filme” dentro do filme – que Ford demonstra um talento inusitado para uma narrativa carregada de adrenalina, lembrando trabalhos de Sam Peckinpah e os irmãos Coen. Lembrando apenas. Porque a partir deste Animais Noturnos, Tom Ford passa a ter estilo próprio.
Moca
Moca

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de janeiro de 2017
O filme choca ao mesmo tempo que seduz com a arte presente em quase todas as cenas, mesma nas mais ásperas. A música envolvente, com ambientes de pouca luz mas cores vibrantes, destacam ainda mais a bela fotografia, o que já vale o filme. A história é criativa na forma em que mistura realidade e ficção, o que conduz a linda e instigante Susan (Amy Adams) a reflexões sobre suas escolhas durante a vida. Michael Shannon ótimo no papel de xerife. Toques de suspense e um final para que cada um tire suas conclusões.
jefferson S.
jefferson S.

4 seguidores 27 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de janeiro de 2017
no geral o filme foi bom, mas penso que o desfecho ficou um tanto quanto confuso. mas vale a pena ver
Kalani B.
Kalani B.

5 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de novembro de 2017
FILMAÇO!! O FILME É MUITO BOM, TODOS OS PERSONAGENS ESTÃO ÓTIMOS NO PAPEL!! A HISTÓRIA É SUPER INTERRESANTE,... ASSISTA AO FILME PQ VC NÃO VAI SE ARREPENDER!!
Angela P.
Angela P.

3 seguidores 19 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de janeiro de 2017
Muito bom! Filme tenso! Bom para quem não quer dormir! História interessante, prende a cada segundo e boas atuações!
Eduardo Santos
Eduardo Santos

342 seguidores 183 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de janeiro de 2017
Tom Ford é um diretor extremamente estiloso e muito conectado com o visual. Ele teve seu debute como produtor, roteirista e diretor em 2009 com o ótimo Direito de Amar (uma das piores traduções de títulos de filmes em português de todos os tempos). Por ser um homem que alcançou o sucesso no mundo da moda, é inegável o esmero visual que ele emprega em sua carreira cinematográfica. Tudo que vemos na tela parece minimamente pensado, milimetricamente calculado, num perfeccionismo extremo. O filme já começa causando certo desconforto, por mostrar mulheres obesas nuas dançando (o que foi amplamente divulgado pela mídia, mas que ainda assim causou choque no público da sala de cinema). E o filme se envereda numa narrativa bem interessante, em que uma mulher (Amy Adams), que trabalha como negociante de arte numa galeria, e que vive infeliz num casamento com um bonitão (Armie Hammer), recebe o manuscrito de um romance escrito por seu primeiro marido (Jake Gylenhaal), intitulado Animais Noturnos, cuja brutalidade da trama causa um grande impacto em sua vida. O filme conta com um elenco de astros que está atuando de forma espetacular aqui. Amy Adams está excelente, mais uma vez. Parece que vem mais uma indicação ao Oscar, por este filme ou A Chegada; Jake Gylenhaal se divide em dois papeis: o ex-marido de Susan (Adams), e também do protagonista do livro escrito por ele, o que lhe dá cenas muito difíceis, interpretadas de maneira visceral; Michael Shannon faz um policial texano e mostra sua eficácia de costume; até o Aaron Tyler-Johnson está bem em cena, com um papel também bem difícil, e sua atuação chegou a ser indicada a prêmios como o Globo de Ouro. Além de uma parte técnica e estética muito eficaz, o filme tem um clima sombrio muito bem desenvolvido. Dá pra perceber de cara essas qualidades, que saltam a vista e fogem da mesmice que vemos aos montes no cinemão americano. Para ser sincero só não gostei do final abrupto e em aberto. Finais do tipo sempre são arriscados, e por vezes funcionam, mas não aqui. Quando os créditos finais aparecem na tela, surge quase que instantaneamente aquela sensação de “não acredito que acabou assim”. Parece que faltou o desfecho, justamente quando se encaminhava para isso. E isso causa uma decepção, já que até então o filme prendeu a atenção e manteve o espectador numa baita expectativa que não foi, por fim, alcançada. Se analisarmos bem, há um porquê de ter terminado da forma que terminou, mas ainda assim fica a sensação de que não precisava ser dessa forma. Ele poderia ter feito todos esses questionamentos que faz durante o filme, mas essa obsessão por não dar muitas respostas fáceis meio que faz com que o espectador fique sem perceber ao certo se entendeu a proposta.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.878 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de janeiro de 2017
Animais Noturnos - esse é mais um dos lançamentos que estava sendo muito comentado para esse ano eu achei o filme bem interessante a história te prende do começo ao fim só achei que o final foi um pouco confuso mas é um bom filme
Thiago C
Thiago C

173 seguidores 152 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de janeiro de 2017
Um tanto pretensioso, Tom Ford domina sua narrativa e conduz com elegância história intrigante com Amy Adams ofuscada e um excelente Jake Gyllenhaal.
Priscilla P.
Priscilla P.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de janeiro de 2017
Mal consegui respirar durante o filme! É um suspense impecável, como há muito tempo eu não via! Surpreendente!
Leo Stronda
Leo Stronda

4 seguidores 21 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de janeiro de 2017
Não sou um expert em filmes mas muito do que acontece nos filmes e as notas que dou a eles é de acordo com seus estilos e os sentimentos que eles me transmitem. Por ser um filme de suspense ele conseguiu me prender e o ambiente do filme me deixou tenso em algumas parte e os atores tiveram ótimas atuações. O fim se surpreendeu mas foi dentro das minhas expectaticvas.
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