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Rafael Sales
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48 críticas
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4,0
Enviada em 11 de dezembro de 2024
Um filme que tem os atores Steve Carell, Jesse Eisenberg e a atriz Kristen Stewart e direção de Woody Allen, gera uma expectativa enorme e felizmente ela é superada com maestria. O enredo conta a historia de um nova yorkino que deseja se aventurar no mundo do cinema e decide trabalhar com seu tio e nesse meio tempo se apaixona por sua secretaria, conforme desenrola a historia, percebemos as questões de ética e moral de cada personagem. Apesar de ser uma comédia romântica ela tem diversas nuances filosóficas sobre o ser humano. Um filme que vale uma pipoca e um guaraná com certeza.
Um filme muito bonito de Woody Allen, totalmente colorizado em um tom vintage e cenários e figurinos impecáveis retratando a década de trinta. Um romance muito poético com toques de um humor sutil muito próprio do diretor. Um jovem romântico e sensível apaixona-se em meio á superficialidade e futilidade do mundo do cinema que o separa de sua paixão. Muito bom.
Woody Allen se reinventa mais uma vez, em seus oitenta e tantos anos, é incrivel perceber as infindáveis mensagens que o diretor consegue passar, mais uma vez em ‘Café Society’.
A criação de arquétipos de Woody Allen é imbatível, ele não usou de novas fórmulas no longa, que retrata um jovem em uma altíssima sociedade, em busca do seu lugar ao sol, tal qual um dos protagonistas de algum romance de F.Scott Fitzgerald.
Não há como negar que Woody Allen aproveitou alguns dos elementos do mais famoso romance de Fitzegerald, ‘O Grande Gatsby’- glamour, elegância, sedução, jogos de interesse, poder e vaidade em seu longa, para poder construir o ambiente e o psicológico de seus personagens.
Todos eles estão em Café Society, que aponta no cinema Woody Allen, uma homenagem as raízes do cinema norte americano, retratado com nostalgia, através do figurino, da trilha sonora jazzistica clássica do diretor, e de todo o romantismo que pairava no ar na América dos anos de 1930, os anos dourados de luxuosa alta sociedade americana.
Já que não se importa mais com as críticas, Woody Allen faz o que quer. A cada longa, está cada vez mais próximo da simplicidade, não restam mais tantas dúvidas existenciais pairando sob sua cabeça, sua mensagem é simples: A vida é uma só, portanto, tire o máximo de proveito dela!
Pela primeira vez um filme clássico, uma história de amor, sem questionar padrões, sem querer enxergar além do necessário, criando filosofias mirabolantes em qualquer atitude banal. Não existem tantos dilemas dos clássicos filmes de Woody Allen, agora, relembrando com excelência o clima do cinema dos anos dourados, fazendo de Jesse Eisenberg, seu Cary Grant.
Kristen Stewart (a Bella de ‘Crepúsculo’) nunca atuou tão bem quanto neste filme.
Toda a graça da época foi retratada pelas lentes do diretor neurótico, que pela primeira vez filmou com uma camera digital. De todo o filme, a única situação nova, seja a câmera. Woody nos provou: A vida é uma só, enquanto um filme é um filme. E só.
Importante que seja avaliado o filme e não o diretor por toda sua obra, tampouco as interpretações anteriores dos atores. Dito isso, o filme aborda o tema um tanto quanto retórico, entretanto, com uma perspectiva romântica, dramática e direta. Gravação moderna, o filme cumpre o que promete e agrada do início ao fim. Ótima interpretação. Vale a pena assistir.
Café Society é típico filme Wood Allen, ótimo, despretensioso, bem humorado, ambientado entre pessoas ricas em cidades maravilhosas.
Como sempre, o mais interessantes são os personagens, reais, mas como são olhados com pouca hipocrisia são falhos, e que incomodam um pouco ao nos fazer olhar as suas loucuras e percebê-las em nós mesmos. A traição naturalizada dentro dos relacionamentos convencionais heteronormativos, sempre colocando no traidor a busca pelo romântico e instável, e depois o engessamento do romantismo dando lugar ao previsível é dessas verdades que o filme passa com uma leveza que desilude e convence.
Você termina o filme com aquele riso de canto de boca, mas no fundo pensativo pela história que acabou de ver.
Mais uma atuação detestável de Jesse Eisenberg. Esperava muito de um filme com esse elenco e com essa direção. Mas o que temos é um filme que não prende a atenção e perde ainda mais com a atuação falida de Eisenberg.
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