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Cine Cartolas ..
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8 críticas
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2,5
Enviada em 28 de outubro de 2016
Com uma atuação magnífica entregue por Emily Blunt,(Sicário - 2015)o longa baseado no livro de Paula Halkins com o mesmo nome, é uma torta de clichês e previsível, mais não deixa de te segurar na cadeira.
Rachel, uma alcolica e depressiva mulher desempregada, sofre com o fim de seu casamento, e viaja todos dias de trem fantasiando uma vida pelo o que vê pela janela do trem, até que um dia ela se depara com uma cena um tanto perturbadora envolvendo uma garota e mais tarde descobre que a jovem desapareceu.
Com uma apresentação sutil e engajada o longa mostra que as três personagens envolvidas são todas chaves para a trama, Rachel, além de estar afundada financeira e psicologicamente, se encontra em um beco sem saída por não saber o que houve a si em um acidente, Anna(Rebecca Ferguson - Missão impossível Nação Secreta -2015) é a esposa dedicada, mãe coruja e amiga de Megan(Haley Bennet - Sete homens e um destino - 2016) que por sua vez é a jovem cheia de segredos que trabalha fora só pra se manter longe do seu marido, tudo se encaixa bem e eloquentemente lhe prende em detalhes sutis, desde o primeiro envolvimento das personagens até o início do desenvolvimento das mesmas.
O desenrolar do longa acontece como uma linha tênue entre o leve tédio dos primeiros acontecimentos e a vontade de continuar assistindo e querer se envolver mais, e ainda que o mistério envolto na narrativa de Rachel lhe deixe cada vez mais preso na cadeira, todo o resto é mais do mesmo, o que acaba sendo salvo pelas atuações, principalmente das atrizes envolvidas.
Por fim, The girl on the train(no original) entrega uma revira volta fraca e parcialmente previsível, uma trama que te prende pra saber o final porem nada extremo, um roteiro redondinho porém mediano e é salvo por atuações de tirar o chapéu, ou melhor a Cartola.
A adaptação cinematográfica da obra de Paula Hawkins chega carregada de um triste drama, uma história até certo ponto pesada. O longa, A Garota no Trem, se arrisca de mais, cria uma bola de neve gigante, levantando uma grande dúvida antes do terceiro ato: será que o roteiro de Erin Cressida Wilson (Homens, Mulheres e Filhos, série Vynil da HBO) irá fazer sentido e desmembrar a história de uma forma digerível para o público?
Um suspense muito bem construído, que apenas deixa a desejar pela interpretação duvidosa de Emily Blunt que não convense alcoolizada. Em vários momentos lembra toques de "Garota Exemplar", mas é ainda mais profundo e sintetizado. O desfecho é digno e gratificante.
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