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Jake D.
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109 críticas
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3,5
Enviada em 8 de novembro de 2016
A Garota no Trem... o filme é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito pela Paula Hawkins, que conta a história de Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, que sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério. A direção é do Tate Taylor não inova nada no gênero suspense/mistério, mas ainda assim é competente pois se salva pela boa edição e direção de atores. O roteiro tem várias falhas, por mais que as personagens principais sejam bem desenvolvidas e os diálogos bem escritos, o filme peca em sua narrativa e seu ato final previsível. A personagem principal é excelente, ela tem suas próprias camadas e a atriz que a interpreta, a Emily Blunt está sensacional, inclusive ela tem chances de ser indicada ao óscar de melhor atriz. A Rebecca Ferguson, a Haley Bennett e o Luke Evans também estão muito bem, mas o Justin Theroux não me impressionou, ele está apenas razoável. A cinematografia do filme é espetacular, os tons de cor combinam com cada personagem, além do visual ser muito bonito. A trilha sonora é ótima também, sendo muito marcante e combinando com a atmosfera do filme. A Garota no Trem é um filme que tem problemas de roteiro e uma direção não inovadora, mas ainda assim, o filme tem uma excelente interpretação central, uma ótima cinematografia e uma bela trilha sonora, além da trama envolvente. Recomendo!
Ouvi críticas muito fortes, mas adorei este filme de suspense que começa como um quebra cabeças de personagens e em tempos distintos, mas a atuação da Emily Blunt é arrasadora. O filme trata do alcoolismo e do abuso contra as mulheres de uma forma contundente e perspicaz, onde nada é exatamente o que parece e onde os nossos estereótipos cristalizados durante as nossas vidas, nos dão pistas erradas. vale muito a pena.
Com potencial tímido e sobrevivendo da empatia gerada pela personagem de Emily Blunt, adaptação do livro de Paula Hawkins não almeja a mesma qualidade de 'Garota Exemplar' ou do clássico 'Janela Indiscreta'.
Uma mulher alcóolatra e depressiva, que gosta de andar de trem. Ela vive num mundo angustiado, pois seu casamento não deu certo (basicamente por seu vício em bebida) e seu ex-marido agora está casado com outra mulher e eles têm uma filha, algo que Rachel (Emily Blunt) sempre sonhou ter, mas devido a sua infertilidade não pôde realizar. Em suas viagens de trem, em seus devaneios, ela sempre vê uma linda mulher na sacada de uma bela casa que beira a linha do trem. E Rachel imagina que essa mulher tem a vida perfeita. Tudo muda de figura a partir do momento em que ela vê algo inesperado nesta mesma sacada e todos os personagens se envolvem, de alguma forma, num crime bárbaro. Não dá pra contar mais do que isso sem estragar as surpresas do roteiro. O filme tem uma pegada cativante e vai muito bem, até determinado ponto. Há um clima de tensão no ar, e até todo o quebra cabeça ser montado, várias sugestões são dadas para que o suspense ganhe força. O elenco é muito bom, principalmente Emily Blunt, que consegue uma atuação impressionante. Ainda há a presença de rostos conhecidos como Justin Theroux, Lisa Kudrow, Luke Evans e Allison Janney. Contudo, o filme perde fôlego em seu último ato, e para ser sincero, quando a narrativa vai se conduzindo ao final, fiquei com aquela sensação de “Por favor... que não seja o que eu estou pensando...”. Mas foi. O desenlace não surpreende, e sim causa um certo grau de decepção. Torna-se algo deveras forçado, embora de certa forma até óbvio. Há cenas muito interessantes, inclusive a do desfecho da pessoa responsável por todo o caos causado, mas convenhamos, é um filme que não consegue sustentar sua interessante premissa até o final. Fica aquele ar de história mal contada, sem muita criatividade. Talvez o excesso de melodrama interfira no resultado final, e também a reação de alguns personagens em determinados momentos é tão tola e estúpida, que beira a infantilidade. Mais uma vez clichês se repetem, e por fim fica a sensação de que poderia ser bem melhor do que é.
Existe um quê de Garota Exemplar, filme dirigido por David Fincher, em A Garota no Trem, filme dirigido por Tate Taylor. Principalmente no fato de que, em ambos os roteiros, nada é o que parece e, na medida em que os acontecimentos vão se descortinando, vamos conhecendo a verdade por trás dos fatos.
O roteiro escrito por Erin Cressida Wilson divide sua linha narrativa entre três mulheres: Rachel (Emily Blunt, numa performance indicada ao Screen Actors Guild Awards 2017 de Melhor Atriz), que lamenta o seu divórcio recente; Megan (Haley Bennett), que vive uma crise no casamento motivada pelo desejo de ter um filho; e Anna (Rebecca Ferguson), que é a nova esposa do ex-marido de Rachel (Justin Theroux), com quem acabou de ter um filho.
O que liga essas três mulheres é o trem que faz a linha Ashbury x Londres. Neste trem, Rachel viaja diariamente e passa em frente ao local em que Megan e Anna moram. Quando se torna público o desaparecimento de Megan, Rachel decide ajudar a polícia a desvendar o caso e isso se transforma também numa maneira dela mesma expiar todo o sofrimento que ela guarda dentro de si – e que se reflete no alcoolismo que ela enfrenta e na incapacidade de poder seguir em frente com a sua vida.
Tate Taylor chamou a atenção dos cinéfilos com o filme Histórias Cruzadas. A Garota no Trem mostra um viés diferente do seu trabalho como diretor, em um filme com trama mais adulta e densa. Taylor surpreende ao desenvolver seu filme imprimindo o suspense necessário a esta história e, no seu ato final, desenrola o clímax de uma maneira muito satisfatória – tendo o apoio, não só da excelente atuação de Emily Blunt, como também das boas atuações do seu elenco de coadjuvantes.
Com uma atuação magnífica entregue por Emily Blunt,(Sicário - 2015)o longa baseado no livro de Paula Halkins com o mesmo nome, é uma torta de clichês e previsível, mais não deixa de te segurar na cadeira.
Rachel, uma alcolica e depressiva mulher desempregada, sofre com o fim de seu casamento, e viaja todos dias de trem fantasiando uma vida pelo o que vê pela janela do trem, até que um dia ela se depara com uma cena um tanto perturbadora envolvendo uma garota e mais tarde descobre que a jovem desapareceu.
Com uma apresentação sutil e engajada o longa mostra que as três personagens envolvidas são todas chaves para a trama, Rachel, além de estar afundada financeira e psicologicamente, se encontra em um beco sem saída por não saber o que houve a si em um acidente, Anna(Rebecca Ferguson - Missão impossível Nação Secreta -2015) é a esposa dedicada, mãe coruja e amiga de Megan(Haley Bennet - Sete homens e um destino - 2016) que por sua vez é a jovem cheia de segredos que trabalha fora só pra se manter longe do seu marido, tudo se encaixa bem e eloquentemente lhe prende em detalhes sutis, desde o primeiro envolvimento das personagens até o início do desenvolvimento das mesmas.
O desenrolar do longa acontece como uma linha tênue entre o leve tédio dos primeiros acontecimentos e a vontade de continuar assistindo e querer se envolver mais, e ainda que o mistério envolto na narrativa de Rachel lhe deixe cada vez mais preso na cadeira, todo o resto é mais do mesmo, o que acaba sendo salvo pelas atuações, principalmente das atrizes envolvidas.
Por fim, The girl on the train(no original) entrega uma revira volta fraca e parcialmente previsível, uma trama que te prende pra saber o final porem nada extremo, um roteiro redondinho porém mediano e é salvo por atuações de tirar o chapéu, ou melhor a Cartola.
A adaptação cinematográfica da obra de Paula Hawkins chega carregada de um triste drama, uma história até certo ponto pesada. O longa, A Garota no Trem, se arrisca de mais, cria uma bola de neve gigante, levantando uma grande dúvida antes do terceiro ato: será que o roteiro de Erin Cressida Wilson (Homens, Mulheres e Filhos, série Vynil da HBO) irá fazer sentido e desmembrar a história de uma forma digerível para o público?
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