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Papafilmes
1 crítica
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5,0
Enviada em 29 de agosto de 2026
Com uma história instigante e envolvente, O Último Duelo (2021) se estabelece como um drama histórico magistral que consegue prender a atenção e manter um suspense palpável até o seu último segundo.
O grande triunfo do filme reside no uso da narrativa dividida nos pontos de vista de Jean de Carrouges, Jacques Le Gris e Marguerite de Carrouges. Longe de ser repetitiva, a estrutura transforma o espectador em um verdadeiro juiz. Embora cenas vitais sejam revisitadas, as sutis alterações de gestos, tom e intenção em cada versão estimulam o senso crítico do público a todo momento para decifrar quem está narrando os fatos de forma mais próxima da realidade.
O elenco principal — com performances excepcionais de Matt Damon, Adam Driver, Jodie Comer e Ben Affleck — entrega interpretações multifacetadas e fundamentais. É o trabalho refinado desses atores em ajustar sutilmente suas posturas conforme o ponto de vista que está sendo contado que sustenta a dúvida e o suspense até o clímax.
A reconstituição da época é irretocável. A fotografia fria aliada à representação crua da cultura e do comportamento medieval transporta quem assiste diretamente para aquele período, permitindo sentir na pele a angústia e o peso de se viver na Idade Média.
Sob a direção brilhante de Ridley Scott, a condução dos eventos segue um ritmo cirúrgico até o clímax inevitável: o duelo final. Envolvendo a fé e o julgamento divino da época, a cena do confronto é o ponto alto do longa. O elemento mais fascinante é a constatação de que todos os três personagens centrais se mostram reprováveis por seus atos de diferentes formas — o que faria caber a punição a todos eles —, mas o sistema da época força a trama a se focar estritamente em descobrir quem diz a verdade.
Que filme ruim!!! Atores de “nome” que se submeteram a uma estória absurdamente ridícula, utilizando um formato que não teve o menor sentido. Não percam tempo, … o meu foi perdido
Pouco pôde-se acrescentar ao que já foi comentado. Além dos atores entregando um grande desempenho, ressalto a recriação de época e a fotografia que nos transmite todo o clima da época. Pôde-se perceber que, apesar de ainda termos muitos problemas, já tivemos muita evolução em nossa sociedade.
Fantástico! O retrato do sistema feudal com seus aspectos políticos e jurídicos é excelente e não havia visto em outro filme. A questão de gênero, nem se fala. A submissão da mulher é onipresente e causa incômodo a nós espectadores do séc. XXI. Sendo do Ridley Scott, também não dá para dispensar elogios aos cenários, figurinos e batalhas. Obra magistral.
O filme mostra toda a vergonha de uma época em que a bestialidade do homem (não a espécie, mas o gênero) era referendada, defendida, protegida e...incentivada! E mais: Sob os auspícios da igreja! A humanidade evoluiu em inúmeros aspectos; não se concebe mais que alguns atos sejam cometidos sem que ao criminoso seja imputada a pena devida (pelo menos em sistemas penais sérios). Mas não nos iludamos, ainda há bestas feras entre nós! A barbárie medieval, em algumas situações, ainda aparece entre nós. Matt Damon, Jodie Comer (espetacularmente linda) e Adam Driver estão impecáveis. A cena do duelo é impressionante e de grande impacto cenográfico! No mais, a dicotomia "a Deus o que é de Deus; a César o que é de César", nunca foi perfeitamente compreendida pelos homens. Em especial pelos religiosos!
Sem dúvidas, um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos. Para quem é fã de épicos como eu, um prato cheio. A repetição das histórias sob as perspectivas dos personagens torna a obra cada vez mais instigante, levando a quem está assistindo a confrontar os fatos e tomar partido sobre quem está mentindo ou não. Com certeza, figura na primeira prateleira de Ridley Scott, juntamente com Gladiador. Filmaço!
Um grande filme com uma super produção e ótimas atuações. O filme foca principalmente nos diferentes pontos de vistas para o mesmo crime, o estupro. O grande Ridley Scott mostrando toda a sua competência na direção, faz com que as mais de duas horas de O Último Cavaleiro fiquem leves e rápidas. Com a história se passando no século XIV, mostra a lealdade de um cavaleiro Jean de Carrouges (Matt Damon), ao rei, mas que tem a sua esposa Marguerite de Carrouges (Jodie Comer) estuprada por um suposto amigo, Jacques Le Gris (Adam Driver) e tendo a conivência e omissão de grande parte da corte e do Comte Pierre d'Alençon (Ben Affeck). Carrouges e Eve decidem levar até às últimas consequências a denúncia e a punição do agressor. Às vezes o filme fica lento, mas é necessário para relatar todo um cenário e sentimentos. Não é um filme de grandes batalhas e sim, um drama, mas o final é muito bom e vale a pena assistir.
Muito bem feito, ótimo roteiro com cenas e fotografia bem melhores que filmes com o mesmo contexto. Atuação dos atores deixou o filme empolgante e com gosto de quero mais a cada momento.
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