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Fabrizio Roger Vigni
7 seguidores
61 críticas
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4,5
Enviada em 19 de maio de 2020
Chan-wook Park é um dos diretores responsáveis por colocar a Coreia do sul no topo do cinema mundial. Já se passaram quase 20 anos desde que seu "Oldboy" de 2003 abriu caminho para que muitas obras do cinema coreano atravessassem as fronteiras e ganhassem o respeito dos críticos e dos cinéfilos do mundo inteiro. Em "A criada" (2016), o diretor renuncia em parte aos excessos de violência gráfica que caracterizam seus filmes para desenvolver uma história mais orientada a um público adulto. Uma história de intrigas, trapaças e paixão onde o conteúdo erótico é perfeitamente funcional ao roteiro, nunca usado "de graça" como artifício para ganhar facilmente o espectador. A trama do filme se desenvolve em volta de 3 personagens: uma mulher rica que vive com um tio pervertido que engana os senhores locais vendendo-lhes livros falsificados por raros, um vigarista que tenta fazer com que essa mulher se apaixone por ele para dar o golpe e pegar o dinheiro, e uma jovem criada. O filme é dividido em 3 partes, cada uma vista pelos olhos de um dos personagens: primeiro da criada, depois da rica mulher e por fim do vigarista. Através desse recurso o espectador fica mudando a própria perspectiva sobre os personagem à medida que muda o ponto de vista. As reviravoltas, típicas de Chan-wook Park se inserem perfeitamente no roteiro, ajudadas pelas ótimas atuações e pela construção dos personagens cujas motivações são sempre convincentes. A fotografia, belíssima, alterna os espaços abertos e as lindas cores do jardim da casa com a frieza e o intimismo das cenas internas, quase claustrofóbicas. As cenas mais ousadas são um capítulo à parte: a fotografia captura toda a sensualidade e as cenas ganham força descritiva graças à ângulos inusitados. O figurino, a maquiagem, a composição das cenas são perfeitas; a decoração mistura o estilo japonês dos anos 30, época em que os eventos acontecem, quando a Coreia era dominada pelo Japão, com o estilo vitoriano. Ótima a direção e a trilha sonora, nunca excessiva. Apesar de ser um filme para um público adulto, "A criada" está entre os 100 maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos na Coreia do Sul. E com toda razão!
Senti muito a vibe de Garota Exemplar - com o enredo sendo dividido em 3 partes, com personagens inicialmente rasos mas que conseguem expressar dimensão ao decorrer do filme e achei incrível como as 3 partes se correlacionam de uma forma inteligente. Nunca senti tantas emoções ao mesmo tempo como quando assisti a esse filme. Muito inteligente e bem construído, amei o final de cada uma das partes.
Baseado no livro Fingersmith de Sarah Waters, o filme se passa na Coréia do Sul durante a ocupação Japonesa na década de 1930, devido a esse contexto o filme tem falas tanto em coreano quanto em japonês. The Handmaiden conta a história de Sooki (Kim Tae-ri) uma pobre e esperta garota que é convencida por um vigarista a ir trabalhar como serviçal de uma jovem ingênua e rica a fim de aplicar um golpe na fortuna da mesma. O filme tem duas horas e meia, mas devido ao grande trabalho de Park Chan-Wook, do excelente Oldboy (2003), jamais fica monótono, sobretudo, graças a uma trilha sonora envolvente, movimentos de câmeras bastante inovadores e ao ótimo senso de ritmo do diretor. Poucos filmes na história do cinema conseguem surpreender o espectador, na mesma intensidade, mais de uma vez e The Handmaiden consegue esse feito várias vezes durante o filme, os personagens estão sempre um passo a frente e o espectador passa a se deixar levar pelo filme e duvidar de tudo que é posto na tela. A crueza das cenas de nudez e a perversidade da violência emocional em seus diálogos te faz ficar envolvido com a trama mesmo que você não saiba o que esperar dela. O cenário é muito bem produzido e aliado a um figurino bastante detalhado e a magnífica fotografia faz com que o amante do cinema se encante com cada cena do filme. Com uma excelente direção , um ótimo e surpreendente roteiro, além de um elenco extremamente entrosado, The Handmaiden é sem dúvida um dos melhores filmes do ano e entretém do início ao fim.
Um dos melhores filmes da década, basta vencer o preconceito c/ as narrativas dos filmes orientais, e se divertir. Nada previsível, com 3 grandes "Plot Twist" que tiram a gente da zona de conforto dos filmes ocidentais. É importante dizer que tem algumas cenas de sexo, homoerotismo e fetiche sádico, já que vivemos na época do neo-puritanismo, onde tudo choca a frágil família tradicional brasileira. Vai que alguém resolve assistir um filme de arte sul-coreano +18 , do mesmo autor de Oldboy com e esposa e o filho de 10 anos, achando que é uma comédia da Disney...
Um dos melhores filmes coreanos, juntamente com 'old boy' e 'em chamas'. Enredo bem elaborado e perfeitamente conduzido, atrizes lindas, atuações intensas e reviravoltas magistrais. Gostei de cada parte desse filme. É interessante assistir sozinho, a experiência é mais profunda.
Que filme sensacional! Sem dúvidas um dos meus favoritos, tem um ótimo roteiro, várias reviravoltas inesperadas, acho difícil encontrar algo ruim nele. Algum Furos no roteiro igual quase todo filme, mas mesmo assim é incrível. Só é preciso prestar atenção na hora de assistir, acontece muitas coisas em pouco tempo de filme.
Surpreendente e forte! Gostei bastante da atuação dos atores e a forma com que o filme foi separado por ótica. Toda a sala de cinema estava notavelmente tensa e em profundo silêncio. Todos saíram comentando bem sobre o filme. Muito bom!!
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