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Nathália S.
1 seguidor
2 críticas
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4,5
Enviada em 13 de janeiro de 2017
Filme ótimo! Traz reflexões sobre como criar os filhos e como agir em sociedade. Fala de uma maneira linda como o que é "certo" nem sempre é realmente certo, e o errado também. Fotografia muito bonita, trilha que emociona e atuações muito fofas das crianças. Um filme lindo! Ótima reflexão, ótimo tempo investindo assistindo-o.
Esteticamente lindo e com elenco afinadíssimo. Capitão Fantástico é um filme que não precisa de efeitos especiais e cenas de ação para encantar e emocionar. A conexão de Viggo Mortensen com seus "filhos" é real e fruto de muita competência, das duas partes. Para rir, chorar e pensar. Grande mensagem sobre educação e o quanto isso influencia nossa vida e daqueles que vivem conosco.
O filme retrata um choque de cosmovisão, não vejo como uma critica, apenas conta uma história retratando uma família com hábitos diferentes da maioria, que por tal diferença causa uma estranheza aos parentes e a sociedade em geral por onde passam. É uma história que apesar de tudo isso retrata o amor entre pai e filhos, no trato, no ensino da autonomia e rompendo as barreiras da descoberta de um "mundo novo".
Deixando de lado a impossibilidade de criar seis filhos isolados da sociedade e mesmo assim atingirem um elevado nível intelectual, o filme explora de forma delicada as relações familiares num contexto de "busca da pureza". Há uma série de críticas inteligentes não só à sociedade de consumo, mas também ao fanatismo ideológico de algumas concepções "revolucionárias". O visual é muito bonito e a escolha do elenco excepcional. Mas o filme peca por ter um final sem uma conclusão crível.
Ben (Viggo Mortensen) é um homem de meia idade, pai de seis filhos, que vive com sua prole de forma isolada na floresta. Eles caçam, escalam, praticam atividades físicas e leem. Leem muito! Como as crianças não vão à escola, tudo que elas aprendem vêm dos livros e da forma bem direta que o patriarca da família tira todas suas dúvidas sobre os questionamentos da vida. A partir de um momento difícil que abala a todos, eles têm que voltar à civilização e rever parentes distantes o que aflora vários questionamentos em relação à maneira como esses seis jovens são criados. O filme começa meio desinteressante, mas a maneira como ele cresce é fenomenal. Depois que nos familiarizamos com os personagens, vemos uma narrativa muito bem desenvolvida, com dilemas muito bem construídos e tratados. O elenco é muito bom. Viggo Mortensen tem aqui, acredito eu, o melhor personagem de sua carreira, e o interpreta de forma excepcional. Ainda temos Frank Langella e Steve Zahn, atores mais conhecidos do grande público. A história é extremamente cativante, e o roteiro é incrível. Muito bem escrito e dirigido por Matt Ross, ele passa a ser um cara que deve começar a chamar atenção por seu trabalho. Algumas cenas são hilárias, outras extremamente emocionantes. Trata-se de um filme que tem tudo para agradar ao grande público, e ainda faz refletir sobre o conceito de família. O filme tem falhas em relação ao roteiro no que concerne alguns personagens, mas isso meio que passa batido, pois a ambientação e carisma dos personagens conseguem apagar esses pequenos deslizes. Uma obra leve, divertida, despretensiosa e que se mostra muito bem realizada. Super recomendado.
Trilha sonora e fotografia exemplares, agrada aos olhos e aos ouvidos. Roteiro original, instigante, que faz pensar nas nossas vidas e nos costumes adquiridos de forma irracional. Abordagem de temas como valores familiares, educação e criação dos filhos (e o quanto a escola e a família podem idiotizar os seres humanos), consumismo, morte, suicídio. Pra mim o filme só peca no andamento do enredo especificamente na hora em que as crianças retornam pra vida dele escondidas no ônibus ficou um pouco estranho, pouco verossímil. Mas nada que tire o brilho do filme. Destaque pra cena do crematório da mãe com Sweet child o mine numa versão lindíssima. Deveria ter acabado ali seria perfeito!
Uma experiência que é aos poucos cada vez mais envolvente, nos deixando cientes de que já fazemos parte da família -interpretada brilhantemente pelo elenco encabeçado por Viggo Mortensen– quando já é hora de dizer adeus. Denso e complexo, Capitão Fantástico demonstra as incertezas da vida de maneira a parecer simples, mas sendo, no fundo, cru e desafiador, gratificante por sua honestidade.
Temos aqui a história de um pai que cria seus filhos isolados da sociedade, porém com muito estudo, conhecimento e livres do consumismo capitalista. Todos vivem bem felizes com a situação, não sentem falta da sociedade, mas também não há conhecem. Essa filosofia de vida vai entrar em cheque quando eles decidem ir ao funeral de sua mãe e assim terem contato com parentes e principalmente com a vida social que eles não conhecem. Viggo Mortensen está perfeito no papel de Bem Cash, pai das crianças, numa atuação muito convincente e segura que horas te faz torcer por ele e outras horas querer dar um soco em sua cara. Mas este é um filme que fará você refletir sobre como vivemos hoje em nossa sociedade, como nos vestimos, alimentamos e compramos muito mais coisas do que precisamos.
Se há um adjetivo que resume em uma só palavra este filme, o mesmo está em seu próprio nome. Capitão Fantástico é uma obra simples, que traz uma história despretensiosa e natural. Quando um roteiro se compromete em apenas deixar que a mesma se conte por si só, a trama consegue ser ela mesma acima de qualquer intensão.
O acerto do filme de Matt Ross é ser autêntico.A história de uma família totalmente única, desde os nomes inventados para valorizar a existência de seus membros no tempo e espaço até mesmo a forma adaptada em uma nova maneira de viver. Regidos por Ben, Viggo Mortensen, as crianças tem uma vida quase utópica dentro da sociedade capitalista, que aqui é sutilmente criticada pela forma em que o consumo absurdo influi no modo de vida das pessoas. Assim como é feito um contraste perfeito entre saber tudo e não saber nada.
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