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Elli Gabriel
12 críticas
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4,0
Enviada em 27 de novembro de 2025
Um filme com um drama muito bom, desenvolvido em cima de uma pessoa que acabou de perder alguém muito especial na vida, depois disso ela começa a procurar respostas, desvendar problemas e ter curiosidades sobre coisas que nunca antes havia se importado, a partir disso surge algo muito bonito… ótimo filme, como sempre Jake Gyllenhaal entregou uma ótima atuação, fiel ao estado emocional que uma pessoa nessa situação passaria.
O filme mostra a perspectiva de um homem traído e que aparentemente a esposa não sente absolutamente nada por ele, a ponto de estar grávida de outro. O estranho no filme é realmente o fato do filme abordar apenas o lado do luto de Davis, não mostra uma raiva dele por ela ao descobrir a traição, apenas mostra que mesmo que ela tenha feito oque fez com ele, a dor continuaria ali até ele superar.
Um filme que realmente fala de um luto que inicialmente parece não elaborado. Mas será que existem formas idealizadas de elaborar o luto? Elaborar luto exige que a pessoa beba de quem se foi. E para Davis, como para a maioria das pessoas que perdem alguém, beber de quem se foi nem sempre tem um gosto só doce. É encarar tudo o que aquela pessoa foi. Ele amava Julie e ela o amava. Não era um conto de fadas. Era uma vida que ele não queria ter perdido.
Em algum momento do filme pensei que Kate e o filho fossem uma criação da mente de Davis. Seria ele na infância com sua própria mãe? Em algum momento ele cita a saudade que tinha de deitar no colo da mãe e ela lhe beijar as pálpebras. Apesar de eles não serem uma criação da mente de Davis ele de certa forma se vê naquele menino. Meio quebrado, mas se encontrando.
Em algum momento falta algo no filme? Um fio meio que moral que justifique a relação dele com a família de Kate? Sim e não. Afinal nem sempre a cura vem do controle. As vezes é a aceitação do próprio caos e da contraditoriedade que torna os lutos da vida possíveis de serem elaborados.
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