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Alvaro Triano
98 seguidores
97 críticas
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3,5
Enviada em 20 de outubro de 2015
O novo e primeiro filme da revolucionária empresa californiana ( Netflix), chega com uma áurea de transmidia ao ser exibido, simultaneamente, na plataforma on demand e em cinemas selecionados. Beasts Of No Nation foi baseado no romance do autor descendente de nigerianos Uzodinma Iweala, e é um filme violento, que trata da perda de inocência de um garoto para a guerra africana. Foi escrito, dirigido e fotografado pelo versátil Cary Fukunaga, sim, o diretor da brilhante série True Detective. O longa é contado pela ótica de Agu (Abraham Attah) um garoto que vive o terror da guerra, e que vê sua família sendo morta pelas forças militares do país, se refugiando em uma milícia rebelde denominada de Força de Defesa Local (FDL), liderados pelo destemido Comandante (Idris Elba), logo, o filme todo vai tratar dessa conversão da infância perdida para o menino-soldado. O inicio do longa já mostra de cara a qualidade da produção da Netflix, e como o serviço de streaming leva a sério suas escolhas artísticas. Temos no primeiro ato a figuração da inocência transmitida pela carcaça de uma TV velha, onde as crianças africanas brincam em meio aos destroços bélicos da guerrilha local. A criatividade das lentes de Fukunaga são de uma excelência cirúrgica, que em vários momentos nos remetem a pantanosa Louisiana de True Detective, assim como a composição fotográfica, capturando o ambiente natural e todo o peso da violência. Beasts Of No Nation tem uma narrativa integral de voice over, onde Agu transmite todo o sofrimento de sua vida sem nunca perder a fé e esperança, mesmo após a cerimônia de iniciamento a guerrilha, feita por um ritual religioso, ou mesmo diante dos abusos e contatos com as drogas, passagens que o transformaram em um menino-guerrilheiro cruel. O filme tem sua redenção no ato final, onde fica nas entrelinhas a vista da praia e um possível novo horizonte para os meninos de guerra.
Beasts of No Nation é um filme muito bem feito e dirigido, com uma história adaptada muito intessante, gostei muito dos detalhes, das atuações e da trilha sonora do filme, ainda assim ele é cansativo e demora, com um ritmo bem lento.
Um belo exemplo de falência de políticas tribais na África, todo um sistema falido e chegando ao extremo de recrutar crianças para serem soldados de causas perdidas.
Apesar do excesso de requintes de tristeza e crueldade, é um bom filme. Situação bem difícil para uma criança se recuperar depois de ser um soldado guerrilheiro. Pior que a África é cheia destes "comandantes" alucinados lutando por causas pessoais em guerras civis e fingindo que é pelo povo.
O Idris Elba mandou bem neste papel. É de fato uma boa indicação para o Globo de Ouro 2016.
Netflix estréia seu primeiro longa metragem original, um drama de guerra sombrio, cruel, mas ainda assim esperançoso. Não acho que este primeiro filme foi por acaso. Baseado numa obra literária de mesmo nome, esta produção foi muito bem pensada, levando em consideração o tipo de obra que seus assinantes gostariam de ver. E é muito bom! As cenas são belíssimas, bem dirigidas, algumas eu arrisco dizer, são atemporais. A fotografia impressiona, assim como a maturidade do diretor em conduzir a história de uma criança jogada no meio de uma guerra cível, que para sobreviver se torna um soldado, lutando por uma causa perdida. O roteiro é muito preciso, em todos os níveis. Os atores são soberbos, em especial as crianças. O jovem protagonista é fascinante, roubando a cena. Idris Elba, o nome mais conhecido do elenco também entrega uma grande performance. Um filme marcante! Curiosidade. O filme está sendo bem cotado para várias indicações ao Oscar do ano que vem. Particularmente acho difícil a academia prestigiar e se render a plataforma de filme e séries streaming, apesar de todas as suas qualidades. O fato dele ter sido lançado simultaneamente nos cinemas e online vai pesar contra também. Nota do público: 8.0 (IMDB) Nota dos críticos: 90%(Rotten Tomatoes) Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Esse filme é um misto do cinema naturalista de Hector Babenco em "Pixote" (1981) e o imaginário de Buscapé em [Cidade de Deus](/cidade-de-deus) (Fernando Meirelles, 2002). De brinde, nos traz Abraham Attah como o pequeno e hipotizante Agu, um menino que tem sua família separada e destroçada e é arrastado para uma pequena milícia que aplica operações sanguinárias, ordenadas por um sistema de fantoches financiado por capital estrangeiro.
Um Filme de produção independente que mostra ao mundo um pouco que acontece em solo africano, onde crianças, mulheres e homens são submetidas a diversos tipos de abusos em um pais que esta sempre em clima de guerra, onde a fome e a sede imperam, O filme retrata a vida de um menino de uma pequena cidade que tenta ser feliz se divertir como pode (cena da tv e sensacional) em um piscar de olhos a vida desse garoto e de sua família muda da noite para o dia vivem um verdadeiro inferno. muito bem dirigido, excelentes atuações.
Vocês estão loucos de darem 4 pra esse filme. Rob Ray a saga de uma paixão, coração valente, Ratatouille, e o resgate do soldado Ryan são filmes que considero os filmes top dos top, são os filmes que considero os melhores filmes do mundo. Beasts of the Nation acaba de entrar para esse seleto grupo.
"Beasts of No Nation" [Bestas de Nação Nenhuma] - Primeiro filme exclusivo da Netflix. Pertubador, um filme muito triste e dolorido. Censura 18 anos, têm que ter estômago pra assistir. No entanto, faz reflexões muito relevantes para os cenários de guerra civil que temos hoje não só no continente africano mas no mundo todo. Nota: 8,5
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