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Marcelo Aut
1 crítica
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5,0
Enviada em 8 de novembro de 2021
Incrível!!! As atuações estão impecáveis, assim como toda a produção do filme. Um momento de nossa história que precisa ser lembrado. DITADURA NUNCA MAIS!
enquanto o livro traz a vida de marighella desde o nascimento, o filme faz um recorte de 64 a 68. Com muita ação, elenco primoroso e a música do final de arrepiar.
Gostei muito o filme: é intenso, tem muita ação e demonstra ser o resultado de muita pesquisa histórica. Só não dou 5 porque a história, tensa de per si, é acompanhada quase todo o tempo em close-up o que cansa um pouco.
Marighella é um filme que incomoda por mostrar a verdadeira face da ditadura capitalista, que tortura, deturpa e destrói. Não se impressione com os comentários negativos que estão sendo postados aqui, muito provavelmente são frutos de uma outra forma de ditadura, desta vez sem partido.
Retrata com maestria a vida controversa e polêmica, louca e revolucionária desse personagem injustiçado da história brasileira. Terrorista nada, revolucionário. E qqr filme que mexe na ferida da ditadura dessa maneira já vale ouro.
Se vê que alguns estão julgando por causa de política é não pelo filme em si. O filme nao ser fiel a realidade é super normal, como todos, por isso é filme, ficção. Temos que analisar todo o contexto. Nisso o filme é ótimo, traz muita realidade da época da ditadura. Parabéns aos atores, sensacionais
Acabo de ver o polêmico filme Marighella, lançado em 2019 e só agora disponibilizado para os cinemas após uma série de tentativas de censuras e boicotes do governo.
Bom, se eu dissesse que o longa é um primor, estaria mentindo descaradamente. Pra começar, o filme é extremamente longo, são duas horas e vinte e cinco minutos, a estória não prende a atenção e não empolga no drama e nem tampouco na ação. Confesso que só assisti até o fim por puro interesse histórico, pois se eu fosse um espectador comum, provavelmente teria desistido antes do término da primeira hora. Um ponto positivo a se destacar é que percebe-se que houve pesquisas e leituras por parte da redação e direção, houve um esforço sincero aqui em não florear os guerrilheiros ou amenizar a brutalidade da repressão. Os militantes revolucionários que aderiram à luta armada no combate à ditadura, não eram, em sua maioria, homens e mulheres fortes, experientes, frios, calculistas, não detinham treinamentos dignos em combate e muito menos estavam unidos em grupos coesos e bem organizados como muitos acreditavam (e ainda acreditam).
Os grupos de combate urbanos, como a ALN (Ação Libertadora Nacional), eram formados por meninos e meninas provenientes de universidades, doutores acadêmicos, políticos (fora as unidades de apoio que eram integradas por membros da igreja, jornalistas, dentre outros). Enfim, eram pessoas comuns, ideologistas e ingênuas e não tiveram tempo de adquirir experiências com armas e táticas de guerrilha. No filme, os militantes agem com claro amadorismo, descuido e até mesmo o Marighella comete erros crassos como, por exemplo, tentar pessoalmente contactar seu filho em local aberto, desprotegido e sem qualquer suporte tático ou rota de fuga.
O longa trata também de deixar bem claro o apoio tático, financeiro e ideológico dos EUA à ditadura, o que, a meu ver, também merece destaque positivo. A censura e o apoio midiático aqui destacado foram de extrema importância no combate à esquerda armada. Após a intervenção do perverso delegado Lúcio (que, na verdade, se trata do macabro e famigerado Paranhos Fleury, interpretado muito bem por Bruno Gagliasso), a mídia e os cartazes deixam de se referir aos militantes como revolucionários ou subversivos e passam a rotulá-los como "terroristas" e bandidos. Além, é claro, de omitirem suas ações revolucionárias de expropriações e justiçamentos e simplesmente chamá-las de roubos, assaltos e assassinatos cruéis e banalmente comuns. O que, obviamente, acaba com os ingênuos planos de Marighela e seu grupo de conquistarem a adesão popular em sua luta contra a ditadura militar.
Enfim, minhas expectativas não eram muito elevadas e só assisti por causa de todo o estardalhaço causado pelas tentativas frustradas do governo em censurá-lo (houve até ação armada de bandos encapuzados a assentamento do MST no qual se transmitia o filme) e confesso que elas não foram superadas. No quesito histórico, foi bom, diria até que muito bom. Mas no que realmente importa, que é prender a atenção e manter o interesse do público comum (que é o público alvo, creio eu), o longa não teve tanto êxito. Todavia, Marighella se faz necessário e pertinente em tempos sombrios onde se perdeu o sentido do que é ser patriota. O que significa ser patriota, literalmente dar o sangue pelo país e por uma causa na qual se acredita como fizeram os protagonistas ou prestar continência à bandeira dos EUA?
Resistente, forte e impactante, melhor momento pra lançamento dessa obra, que é ficção, o diretor falou diversas vezes, mas baseado em fatos históricos. Filme básico pra nossa realidade.
Nunca vi coisa tão ruim produzida pelo cinema brasileiro. Pior, tiveram patrocínio com a secretaria de cultura, usaram nosso dinheiro para produzir uma mediocridade que nem vou estender muito assunto. Colocaram o Marighella como um negro, talvez para dar a impressão de esta raça só dá bandidos (absurdo!). Hora dos Movimentos Negros Unificados tomarem providência. E mais, mostram o Marighella como se fosse um santo, o que não é verdade, na verdade foi um psicopata comunista.
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