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Carolina C
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13 críticas
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5,0
Enviada em 2 de maio de 2016
Com uma história reveladora e um elenco impecável, o filme que levou a estatueta mais aguardada do ano na categoria "melhor filme" não deixou a desejar em nenhum quesito. Desde as atuações invejáveis de Mark Ruffallo e Michael Keaton, o filme conta a história de inúmeros casos de abuso infantil cometidos por padres da igreja católica. Ambientado na cidade de Boston e com fatos, relatos e números perturbadores e reais, este filme vai fazer com que as pessoas saiam de suas zonas de conforto mental e sintam como se tivessem levado um "murro na boca do estômago". Destaque também para a belíssima Rachel McAdams que colocou a beleza de lado para realmente dar vazão a sua ótima atuação. Não percam!
Spotlight está longe de ser aquele tipo de filme que apela para o extraordinário mundo dos efeitos especiais, mostra que Hollywood sabe produzir sem todas as ferramentas que tem, mas está extraordinariamente perto da realidade, é aquele filme que coloca uma reflexão após contar uma história real, até que ponto o ser humano pode ser cruel e calar-se por dinheiro? Com um elenco muito bom, um ótimo desenvolvimento da história e um final instigador, Spotlight certamente mereceu o Oscar de melhor filme.
Spotlight é um ótimo filme. Ele te prende do início ao fim e te envolve com tudo. Você entende o sentimento dos personagens. Os Oscar de melhor filme de 2015 e de melhor roteiro original foram muito merecidos.
REFLEXÃO. Quantos filmes nos fazem refletir de verdade? E não é qualquer reflexão, é a reflexão sobre as bases da fé, ou nos supostos caminhos ou instrumentos usados pelo Divino para a humanidade. Se não refletirmos nesse ponto, dificilmente não vamos parar para pensar no caos emocional, psicológico e social que enfrentam os sobreviventes do crime do qual trata o filme.
FIXAÇÃO. Posso denominar assim não conseguir tirar o olho da telona? E o que atrai tanto assim? Nada mais que a história em si. Sem alarde, sem figura, sem merchant, sem qualquer artifício desnecessário. A história é rica, e é bem contada. E você não fecha os olhos esperando o desfecho.
Gostei por demais do filme, imensamente. Gostei da ânsia investigativa, da qual algumas pessoas citaram, realmente motivante. Enquanto assistia ponderava que aquilo realmente havia acontecido. Existem pessoas sedentas de mostrar a verdade, não só por status, mas pela transparência, pela publicidade, por ser simplesmente verdade, lindo o que essas pessoas realizaram em detrimento do que tantas hoje fazem nas igrejas, e digo num tom generalizado, igrejas, denominações, placas etc. Há muita mentira. Há muita hipocrisia. Há muita atrocidade sendo feita sob o manto da santidade, e o filme para exemplificar esses tristes abusos e mentiras reprisou nesse caso, esse insulto da Igreja Católica a fé de tantas pessoas devotas.
Triste a verdade, mas é verdade, e ela pode ser triste. Mas é necessário mostrar que não é só Deus que está de olho, aliás quando um filme desses granjeia esse espaço, essa notoriedade, olha se não foi Deus dando uma força, o Diabo tem lutado contra ele mesmo.
'Spotlight' é o nome de uma equipe de jornalistas que fazem investigações para o jornal 'The Boston Globe'. A história é baseada em uma das investigações efetuadas por esse grupo, que trata sobre os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica de Boston contra crianças. Por esse trabalho, eles receberam o prémio 'Pulitzer Prize for Public Service' de 2003. Esse drama apresenta um excelente roteiro e atuações de ótima qualidade, merecendo os dois prêmios, de melhor filme e roteiro original, no Oscar de 2016.
Banal e sonolento demais para merecer um Oscar. Mas é óbvia a razão pela qual ganhou. Sem desmerecer a grandiosidade da denúncia de algo abominável como a pedofilia e seu encobrimento (que acontece em várias instituições,como no sistema escolar, por exemplo) o filme não empolga como arte.
Filme cansativo, chato e parado do começo ao fim, só conta os podridões dos Padres pedófilos espalhados pelo mundo, isso não é novidade pra quem lê notícias.
É difícil assistir a Spotlight e não se lembrar do clássico Todos os Homens do Presidente de Alan J. Pakula ou mesmo de O Informante de Michael Mann, tanto pela abordagem adotada pelo diretor Thomas McCarthy quanto pela relevância do tema abordado, lembrando que existem histórias que merecem ser retratadas nas telas da maneira como McCarthy aborda, sem chamar a atenção para si, dividindo a importância das decisões e ações para cada personagem, formando uma equipe coesa interpretada por um elenco igualmente eficiente.
O paralelo que o filme traça com o estilo de jornalismo empregado é algo que impressiona. Num mundo marcado pela rapidez das informações e da constante desinformação gerada pelos veículos que deveriam fazer o contrário, uma equipe que tem o luxo de investigar uma pauta por pouco mais de um ano, levantando todas as provas e evidências necessárias para viabilizar a publicação da notícia, é algo que não deveria impressionar, mas hoje em dia surpreende pela responsabilidade e envolvimento profissional que falta no nosso tempo, dominado pelos interesses das grandes corporações e pelo domínio de um modelo econômico capitalista carente de uma efetiva regulamentação mundial.
Conseguindo criar tensão constante através de investigação e dos relatos de testemunhas junto com a música, direção e fotografia que são apropriadamente sutis, o filme envolve também por mostrar o tipo de reação que a pesquisa vai gerando no mundo interno de cada personagem, desde a preocupação pelas crianças no bairro, a insegurança e desconforto por ter um membro da família católico praticante e não conseguir mais confiar na instituição, passando pelo equilíbrio de se liderar uma equipe de jornalistas e lidar com a pressão editorial de um jornal que tem diminuído o número de vendas, até chegar ao personagem que parece ter menos envolvimento social, sendo mais ligado ao trabalho, mas que tem se envolve mais que os outros com a informação, gerando certa revolta de sua parte, revelando muito sobre a personagem num dos grandes momentos do longa. Cabe dizer que os letreiros finais do longa, que citam países em que ocorreram casos parecidos com o que fora retratado, não deixa de gerar certo incômodo.
Envolvente, bem dirigido e com um elenco que trabalha em conjunto com maestria, Spotlight é um filme, acima de tudo, fiel à história que conta, em enredo e tom, o que o torna essencial nos dias de hoje, num mundo que precisa repensar a maneira como trata a informação de um modo geral.
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