Ninfomaníaca - Volume 2
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3,8
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49 Críticas do usuário

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Eduardo Santos
Eduardo Santos

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4,0
Enviada em 17 de março de 2014
Eis que o motivo pelo qual Joe (Charlotte Gainsbourg) foi encontrada num beco em estado lastimável foi finalmente revelado. A perturbadora saga sexual da protagonista de Von Trier é enfim trazida à tona em sua totalidade. Aliás, o filme é mesmo de Charlotte. No primeiro volume, ela aparecia simplesmente como narradora de sua incrível e assustadora jornada, mas agora nesta segunda parte ela participa também das cenas de flashback. A atriz tem realmente uma atuação extraordinária em toda sua exposição e complexidade. Os capítulos finais são bastante interessantes e causam um incômodo ainda maior que os anteriores. Toda a dureza da personagem, assim como sua tentativa frustrada de abstinência, passando pela terrível sensação de culpa que a assola, é algo tão perturbador que é digno de pena. Não há nada de sexy no filme, muito pelo contrário. O filme continua mostrando as formas obscuras que a sexualidade pode tornar-se, inclusive transformando-se num estorvo, que machuca emocional e fisicamente. Além disso, essa segunda parte ainda ousa tocar em outros assuntos extremamente polêmicos, alguns mais até que a própria ninfomania, como o sadomasoquismo, o lesbianismo e a pedofilia, esta última então numa cena que ao mesmo tempo é perturbadora e assustadoramente emotiva. O cineasta tenta explicar a pedofilia de uma maneira plausível e justificável, o que é por si só é algo perturbador o suficiente. O desprezo por atitude tão covarde é mostrado de maneira tão controversa quanto o tema em si. Além disso, o filme ainda traz novamente o ótimo Stellan Skarsgard e Shia LaBouff, e outros dois atores que não participaram da primeira parte: Jamie Bell e Willem Dafoe. Não há como você desvencilhar o primeiro do segundo filme, já que ambos se completam. A segunda parte me pareceu mais ágil, apesar da queda de ritmo no último capítulo. O que realmente me incomodou no filme foi o desfecho desnecessário depois de toda a explicação que foi dada para a jornada de Joe. Se tivesse terminado alguns segundos antes, o filme teria sido digno de um final “feliz” (se é que isso fosse possível), mas a vontade de Trier de incomodar e mostrar sempre a perversidade dentro de nós, arrisca num final que não condiz muito com o próprio comportamento dos personagens principais: Joe e Seligman. Mas isso, apesar de arranhar minha visão final do filme, não chega a arruiná-lo ou tirar os vários méritos que ele tem. Os diálogos aqui me pareceram mais bem cuidados e inspirados que na primeira parte, por exemplo, o que me parece meio estranho já que ele foi concebido como um filme só. O que importa é que por fim o filme nada mais é que a demostração de uma vida dolorosa, como várias outras que vemos por aí, tratada de forma dura e com toques de amoralidade. Um filme que levanta questões bastante pertinentes sobre o complexo comportamento da sexualidade e como ela pode destruir ou, se não é para tanto, trazer uma amarga desesperança e falta de perspectiva. Enfim, mais um filme difícil de digerir na sempre complexa filmografia de Lars Von Trier.
André L.
André L.

86 seguidores 16 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 22 de março de 2014
Um filme muito fraco. O diretor se perdeu e tentou mostrar a história com uma verborragia de dá sono. Aliás muitas pessoas que assistiram alegaram que quase dormiam.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de março de 2014
Essa segunda parte da epopeia sobre uma mulher ninfomaníaca, ou seja, viciada em sexo, não foge muito das características já vistas no filme anterior, até porque é uma continuação direta, e segue a mesma cartilha do didatismo, popularização e é tão provocativo quanto. E claro, encerra o filme com louvor, tudo, todas as intenções de Lars Von Trier, se encaixam finalmente. Até porque, nesse projeto, os dois filmes devem ser vistos como um só: foram concebidos pra apreciação das 4/5/6h, de forma ininterrupta, o que infelizmente, se tornou inviável nos cinemas.

Não há muito o que acrescentar acerca das associações feitas por Joe e Seligman, pois, também assim como o primeiro, Von Trier exemplifica tudo o que quer fazer, nos mínimos detalhes, por saber que está atingindo um público amplo, e dando pouco espaço para a interpretação, de fato. Mesmo quando vai falar, por exemplo, de uma visão de Joe na infância, ou da divisão da Igreja ocidental e oriental, até porque o filme continua tematizando seus capítulos para que, assim, possa falar sobre diversos assuntos, e não apenas 'sexualidade'. Porém, evidentemente por ser o final da história, existe um espaço maior para quem está assistindo dar sua própria definição sobre o que significa uma referência ou outra, mantidas em aberto. Entretanto, também existe muito espaço pra, mais do que nunca, Lars falar através de seus personagens: convicções, opiniões, e até um certo pedido de desculpas implícito às acusações de misoginia que recebeu há alguns anos, em Anticristo; Joe é totalmente oposta à Mulher, protagonista do outro filme do diretor, e é, numa analise bem superficial, isenta de culpa, e por ser mulher, até redimida pelo roteiro em alguns momentos - como no diálogo que encerra a história, no fim do capítulo 8.

Existem sequências memoráveis nessa parte derradeira, todas elas relacionadas ao magnífico estudo de personagem que é esse filme. K, por exemplo, é misterioso, e impossível de se compreender. E P soma muito à história. O que dizer da cena da 'cobrança' de Joe em que ela desnuda o homem, que, até então, não conhecia seu próprio desejo sexual. Aliás, a interpretação própria da personagem sobre alguém que, como ela, nasce com um desejo sexual proibido, é de uma sagacidade brilhante. Interessante notar que o olhar do diretor sobre o sexo, agora até mais do que antes, nunca é sensual, é tudo sempre filmado com a intenção de ser algo quase clínico, ainda mais quando dá closes contínuos nas genitais. Desagradável, e com intenção de ser. Afinal, não à toa Von Trier fez seu nome sendo um dos grandes provocadores do nosso tempo.

Então, depois de tantos pensamentos ou explanações difíceis de assimilar numa tacada só, chegamos num final completamente inesperado, irônico e sarcástico. E o roteiro, corajosíssimo, tira um sarro de toda a trajetória da personagem madrugada afora desde que foi encontrada na rua, machucada. Fazendo uso da interpretação metafórica, de que a cena é fruto de um sonho gerado na mente perturbada e subversiva de Joe, ou analisando a cena final da forma literal, como foi apresentada, em qualquer forma, é inevitável negar a intenção daquele momento, que não passa de uma característica tão presente na filmografia de Lars Von Trier: instigar o espectador, criar um enigma, tomar as rédeas por completo do filme e dizer: 'eu posso fazer o que eu bem entender', mesmo que isso seja negar o que acabou de ser dito alguns instantes atrás. É a cena em que é possível reconhecer o bom e velho Lars, que já fez diversas obras-primas. E aqui, entregou mais um grande filme.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de março de 2014
Lars von Trier, é um gênio do cinema, embora seus filmes não sejam comerciais. Esse é outro caso de cinema feito para escandalizar, sobre sexo e para um público restrito. Está mais para um drama do que para uma comédia. Ele tenta explorar todas as possibilidades de sexo, entrando, inclusive, no sadomasoquismo. Tudo que se passa no filme já é de conhecimento geral, entretanto, os detalhes é que fazem a diferença. Não dá para perceber se o filme é uma crítica à liberdade sem limites das mulheres, de um modo geral, e de algumas em particular, quando Joe, a personagem principal, se deixar levar ao extremo do sofrimento, nas mãos de um profissional sádico, contratado por ela para maltratá-la.
As ações são rasteiras, mas os diálogos são de alto nível. O enredo não tem uma sequência linear, Joe, inclusive, divide a história de sua vida em capítulos.
Ninguém escapa das críticas, você sai do cinema com um peso na consciência, admitindo que também tenha culpa, só não sabe em que.
É um daqueles filmes que gruda em você por muitos dias, eu gosto disso.
Como já disse, vale a pena, para um público restrito.
Priscila S.
Priscila S.

13 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de março de 2014
Se vc não gosta de psicologia e nem de analisar o comportamento humano, provavelmente não vai gostar. O filme descreve uma mulher viciada em sexo, e como todo vício, este é autodestrutivo!
Na segunda parte, Joe vivencia a pior dor para uma mãe: a separação de um filho, em virtude de uma vida promíscua.. Mas não é tão simples como parece ser a resolução do problema, se assim fosse, Joe não se submeteria às sessões de masoquismo em detrimento do tempo com a família, de fato na visão da sociedade, esse ato é muito mais libertino quando se trata de uma mulher. Jerome (sua paixão) deu provas do seu amor, ao aceitar que Joe pudesse se satisfazer com outros, o que não foi e o que não seria suficiente para controlar os desejos da ninfo. Essa ninfo que teve uma vida devastada, de angústia e prazer por prazer retratada de forma filosófica por Lars Von trier.
Elsden
Elsden

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2014
Aqui na segunda parte a brincadeira acaba e Joe nos mostra a quê ela veio ao mundo. O roteiro está transbordando pela tela, Lars Von Trier fez mais um filmaço, o cara dispensa comentários.
Mas a intenção de chocar(que acredito ser uma das finalidades do diretor) não se concretiza tanto quanto o esperado, com exceção da cena final, que não vai sair da minha mente nem tão cedo, e logo após como se fosse um brinde, se escuta a própria Charlotte Gainsbourg sussurrando Hey joe do Jimi Hendrix(já vale ingresso).
katia s.
katia s.

5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2014
Parece ser um bom Filme , quero assistir , vê se vai alem das minhas expectativas.
Caio G.
Caio G.

7 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2014
Muito bom e surpreendente. Pelo nome parece ser só sobre sexo mas vai muito além disso fazendo analogias incríveis. Super recomendo...
ymara R.
ymara R.

838 seguidores 262 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de abril de 2014
I feel sick - uns tres meses pra digerir...sem mais
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